quinta-feira, 24 de setembro de 2026

HUGO reforça importância da doação de órgãos e se destaca como centro referência em captação em Goiás

Setembro Verde: HUGO reforça importância da doação de órgãos e se destaca como centro referência em captação em Goiás Hospital é a unidade estadual que mais captou órgãos para transplante de janeiro a agosto de 2026; acolhimento e diálogo com as famílias são pilares do processo de doação
Falar sobre doação de órgãos ainda em vida pode transformar um momento de despedida em uma oportunidade para outras pessoas continuarem suas histórias. É com esse propósito que o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos, reforça a necessidade de ampliar o diálogo sobre o tema, principalmente diante de dados como o da Central Estadual de Transplantes de Goiás, que apontam que 67,3% das famílias ainda não autorizam a doação de órgãos após a morte do parente. No Hospital de Urgências de Goiás – Dr. Valdomiro Cruz (HUGO), essa conscientização se traduz também em uma atuação estruturada para acolher famílias e viabilizar a doação de órgãos com segurança, agilidade e sensibilidade. Administrado pelo Einstein, o HUGO é o hospital estadual que mais captou órgãos para transplante em Goiás de janeiro a agosto de 2026. Nesse período, foram realizadas 25 captações de múltiplos órgãos, uma média de 3 captações por mês. As doações beneficiaram mais de 90 pessoas e, segundo dados do Registro Brasileiro de Transplantes de 2025, a recusa familiar na unidade foi de 55%, abaixo da média de Goiás, que é de 66,5%. No Brasil, esse percentual está em torno de 45%. Esse resultado demonstra a evolução de um trabalho estruturado a partir de 2024 e que segue evoluindo ao longo desse último ano. A ampliação dos resultados está relacionada ao fortalecimento dos fluxos assistenciais e à atuação integrada da Equipe Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (E-Dot) com as demais áreas do hospital. Mais do que números, cada doação envolve uma decisão tomada por famílias em um momento de profunda dor. Por isso, o processo exige preparo técnico, organização e, sobretudo, acolhimento. Médicos, enfermeiros, técnicos, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais do hospital foram preparados para atuar de forma integrada desde a identificação de um potencial doador até a investigação e confirmação da morte encefálica e a abordagem da família. “A escuta ativa e o acolhimento são ainda mais essenciais nesse contexto. A abordagem é conduzida de forma individualizada, desde o momento da identificação do paciente como potencial doador. A equipe multiprofissional acolhe e acompanha a família, esclarece dúvidas e explica cada etapa do processo”, detalha a biomédica e coordenadora da E-Dot do HUGO, Keliene Oliveira. “Respeitamos o momento de cada família, oferecendo as informações necessárias para que se sinta segura ao tomar a decisão pela doação”, completa. A experiência do Einstein na área de transplantes também contribui para a qualificação dos processos e das equipes do HUGO. A integração entre conhecimento técnico, protocolos assistenciais e cuidado humanizado fortalece a atuação da unidade em todas as etapas da captação. “A troca de conhecimentos contribui para aprimorar processos e equipes. Na captação de órgãos, técnica, agilidade e cuidado humanizado precisam caminhar juntos”, destaca a diretora médica do HUGO, Fabiana Rolla. Para além da atuação das equipes dentro da unidade, durante o Setembro Verde, a experiência do HUGO reforça uma mensagem que pode começar dentro de casa: conversar sobre doação de órgãos e registrar essa vontade pode, no futuro, salvar vidas. Para as famílias, ter conhecimento da vontade de doação do parente pode fazer toda a diferença quando uma decisão precisa ser tomada, uma vez que, no Brasil, a doação de órgãos depende da autorização da família.
Reconhecimento No HUGO, o cuidado com as famílias se estende também aos momentos que simbolizam a importância de cada doação. A saída de um doador da unidade é marcada pelo chamado corredor de aplausos, realizado pelos colaboradores do hospital como forma de homenagear a pessoa e reconhecer o gesto da família. Outro símbolo é o Memorial Árvore da Vida, instalado na recepção social do hospital e doado à unidade pelo artista plástico goiano Siron Franco. Periodicamente, familiares participam de uma cerimônia em que colocam no monumento uma placa com as iniciais do doador. A iniciativa preserva a memória de quem partiu e simboliza a esperança proporcionada pela doação.
Sobre o HUGO O Hospital de Urgências de Goiânia - Dr. Valdemiro Cruz (HUGO) foi inaugurado em 1991 e é o segundo maior hospital de urgência e emergência de Goiás. Além da assistência, também é um hospital de ensino, pesquisa e extensão universitária. Em sua trajetória, se destaca por programas como o de microcirurgia, que realiza procedimentos como reconstituição de órgãos, reparação cirúrgica e reconstrução de membros inferiores, superiores da face e reimplantes. Foi considerado referência no atendimento de acidente vascular cerebral (AVC) com o projeto Angels, implantado em 2022, e reconhecido internacionalmente no socorro a vítimas de AVC isquêmico. O protocolo reduziu em mais de 86% as sequelas de pacientes e em quase 90% o índice de óbitos de vítimas de AVC. O HUGO possui 387 leitos para internação e um centro cirúrgico com 10 salas. Sob a gestão do Einstein, o hospital continuará realizando atendimento de serviços ambulatoriais e hospitalares 100% regulados para pacientes do SUS. FatoMais Comunicação

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