terça-feira, 1 de setembro de 2026
Chef Celso Freire defende o tempo como ingrediente essencial da cozinha: "Você vai se acalmar"
Chef Celso Freire defende o tempo como ingrediente essencial da cozinha: "Você vai se acalmar"
Em entrevista a Vinicius França, no podcast Me Passa a Receita, um dos nomes que ajudaram a construir a gastronomia de Curitiba fala sobre carreira, formação de cozinheiros e ensina quirera cremosa com porpetines de porco
Brasil, setembro de 2026 – Em uma cozinha cada vez mais marcada pela velocidade, o chef Celso Freire defende justamente o contrário: calma. Para ele, preparar um bom caldo, construir um molho ou chegar ao ponto certo de uma receita são processos que exigem tempo, e podem até funcionar como uma espécie de terapia. “Vai fazer caldo, vai fazer molho, você vai se acalmar”, afirma o chef em entrevista a Vinicius França, fundador do Sabores de Curitiba e apresentador do podcast Me Passa a Receita. A conversa percorreu quase quatro décadas de carreira, a transformação da gastronomia curitibana, a formação de novos cozinheiros e terminou com uma receita que traduz sua filosofia: quirera cremosa com porpetines de porco Moura, caldo de especiarias e telha de polenta.
“Não tenha pressa”: o conselho de quem já soma 38 anos de cozinha
A relação de Celso Freire com a gastronomia começou de forma pouco convencional. Formado em Economia, ele deixou o mercado corporativo para trabalhar na cozinha e, em apenas três anos, assumiu o comando do restaurante Boulevard, em Curitiba. Hoje, olhando para trás, o próprio chef considera que a trajetória foi rápida demais. “Tenha calma. Percorra os caminhos, faça quilômetros, corte, queime. Não tenha pressa”, aconselha.
A experiência ensinou a Celso que técnica não se constrói apenas com talento ou conhecimento teórico. Ao longo da carreira, ele passou por cozinhas importantes no Brasil e no exterior, incluindo uma experiência no restaurante do chef Gualtiero Marchesi, na Itália, com três estrelas Michelin. Também atuou na Embaixada do Brasil em Londres e, durante 24 anos, foi professor do Centro Europeu, em Curitiba, onde acompanhou a formação de diferentes gerações de profissionais da gastronomia.
Para o chef, o repertório necessário para assumir a responsabilidade de uma cozinha não aparece de uma hora para outra. Ao conversar com Vinicius França, ele defende que quem está começando deve buscar experiências, estudar, passar por diferentes cozinhas e entender que o tempo também faz parte da formação profissional. “Falta repertório para você arcar com a responsabilidade de ter uma casa, ter um restaurante”, explica.
Do caldo à quirera: quando o tempo vira técnica
A receita preparada no Me Passa a Receita é um exemplo prático dessa filosofia. A quirera é cozida lentamente, como um risoto, incorporando aos poucos um caldo de legumes aromatizado. Na finalização, recebe parmesão e manteiga gelada, responsáveis por trazer cremosidade à preparação. Já os porpetines são feitos com carne de porco Moura moída duas vezes, com cerca de 30% de gordura, pão umedecido, parmesão e temperos.
O elemento que mais exige tempo, porém, é o caldo de especiarias. Preparado a partir de ossos de porco tostados e vegetais, ele passa por um processo lento de cocção e redução que leva cerca de três horas. Para Celso, não é necessário encarar esse tipo de preparo como algo complicado: o segredo está em fazer com antecedência e respeitar o processo. “Qualquer pessoa em casa consegue, com calma, paciência”, afirma.
A mesma lógica aparece na escolha dos ingredientes. A receita parte de elementos simples e ligados à memória da comida brasileira: porco, quirera, milho e ervas, mas recebe técnicas e cuidados capazes de transformar o resultado. “Tudo que é simples precisa ser cuidado, muito bem cuidado e ser apresentado dignamente”, resume o chef.
Olho, nariz e boca: os três sentidos que precisam conversar
Para Celso, a avaliação de um prato começa antes da primeira garfada. Durante a conversa com Vinicius França, ele compartilhou uma regra que costuma ensinar aos alunos: “Todo preparo (...) você tem que ter olho, nariz, boca. Se um desses três não conversar, a cozinha falhou”.
A ideia resume uma visão de gastronomia que vai além da técnica. A apresentação precisa despertar o olhar, o aroma deve preparar o paladar e o sabor precisa confirmar a expectativa criada pelos outros sentidos. Na receita do podcast, a crocância da telha de polenta, a cremosidade da quirera, a maciez dos porpetines e o perfume do caldo de especiarias foram pensados para criar esse equilíbrio.
A escolha da quirera também carrega uma relação com a memória. Celso conta que pratos como carne de porco com quirera fazem parte de sua lembrança de comida de casa e da cultura gastronômica de Curitiba. É justamente nessa combinação entre memória, técnica e tempo que ele encontra uma das características mais importantes da cozinha.
“Cozinhar é muito legal e ser cozinheiro é muito bonito”
Ao longo da entrevista, Celso Freire também falou sobre sua relação com o ensino e sobre o impacto das cozinhas na formação de profissionais. Depois de 24 anos lecionando no Centro Europeu, ele afirma que a escola não apenas ajudou a formar seus alunos, mas também teve papel importante em sua própria trajetória.
Para o chef, a cozinha ensina muito além de receitas. Disciplina, higiene, organização, técnica, convivência e responsabilidade fazem parte do processo. “A cozinha educa as pessoas”, afirma. E, ao lembrar os anos dedicados aos alunos, resume o que considera uma de suas maiores contribuições: mostrar que trabalhar com gastronomia pode ser uma escolha de vida. “Cozinhar é muito legal e ser cozinheiro é muito bonito”, diz. Ao encerrar sua participação, Celso resume o espírito que levou para suas aulas durante décadas: “Vamos todos pra cozinha”.
Produzido pelo Sabores de Curitiba, o podcast “Me Passa a Receita” une gastronomia, entrevistas e receitas em conversas descontraídas com chefs, sommeliers e profissionais do setor. O programa está com a nova temporada completa e pode ser acessado no Youtube e nas plataformas de streaming Spotify e Deezer
Sandra Solda
sandra@pmaisg.com.br
Vinhos de altitude colocam a Serra Catarinense no mapa do enoturismo
Vinhos de altitude colocam a Serra Catarinense no mapa do enoturismo
Altitude, frio e maturação tardia definem a produção catarinense, que reúne diferentes castas, estilos de vinho e vinícolas abertas à visitação
A Serra Catarinense encontrou na altitude uma condição para desenvolver uma viticultura diferente de outras regiões produtoras do Brasil. Os vinhedos estão concentrados entre 900 e 1.400 metros, em uma área marcada por temperaturas baixas e maturação mais tardia das uvas. A região conquistou em 2021 a Indicação de Procedência (IP) Vinhos de Altitude de Santa Catarina, que abrange 29 municípios.
O frio interfere no ciclo da videira e prolonga o período de maturação. Com isso, a colheita acontece mais tarde e permite que as uvas completem seu desenvolvimento em condições diferentes das encontradas em áreas de menor altitude. A Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) pesquisa há anos a adaptação das variedades ao território e as características físico-químicas e sensoriais dos vinhos produzidos na região.
Entre as principais variedades estão Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc. Também há espaço para castas como Sangiovese, Malbec, Cabernet Franc, Montepulciano, Vermentino, Tannat e Nebbiolo. A produção inclui vinhos tintos, brancos e rosados, além de espumantes, vinhos licorosos e moscatéis.
A elaboração segue o perfil de cada uva. Depois da colheita, as frutas passam por seleção e processamento, e a vinificação pode incluir fermentação com contato com as cascas nos tintos, diferentes métodos de fermentação nos brancos e, conforme o projeto de cada rótulo, passagem por madeira. Para os vinhos que levam o selo da IP, há critérios de produção e avaliação sensorial.
Enoturismo entre vinhedos e serras
A produção de vinho também mudou a forma de conhecer a Serra Catarinense. São Joaquim e Urubici estão entre os principais pontos de concentração das vinícolas abertas aos visitantes, que podem encontrar degustações, visitas aos vinhedos, experiências gastronômicas e explicações sobre os processos de elaboração. A UFSC mantém um guia específico para o enoturismo de São Joaquim, com informações sobre visitação e acesso às propriedades.
A viagem pelas vinícolas permite acompanhar diferentes propostas de produção dentro de uma mesma região. Algumas propriedades concentram a experiência na degustação; outras combinam vinho com gastronomia, hospedagem ou atividades ao ar livre. O roteiro também aproxima o visitante das paisagens onde as uvas são cultivadas e ajuda a entender como altitude, clima e escolha das variedades participam da elaboração.
Os vinhos da Serra Catarinense também passaram a aparecer em concursos nacionais e internacionais. Entre os reconhecimentos estão medalhas obtidas por rótulos produzidos na região em competições brasileiras e estrangeiras. Em 2026, por exemplo, a Epagri registrou a continuidade das avaliações sensoriais dos vinhos vinculados à Indicação de Procedência, uma das etapas para a certificação dos produtos.
Para quem pretende conhecer a região, o vinho pode ser o ponto de partida para uma viagem pela serra. São Joaquim, Urubici e outros municípios da IP como Urupema, Bom Retiro, Bocaina do Sul, Lages, Capão Alto e Campo Belo do Sul reúnem vinhedos, vinícolas e experiências que podem ser combinadas com gastronomia e atrações naturais.
Confira, a seguir, 11 vinícolas para incluir no roteiro pela Serra Catarinense.
Villa Francioni — São Joaquim (@vinicolavillafrancioni)
Localizada na SC-114, no km 300, em São Joaquim, a Villa Francioni é um dos nomes mais conhecidos dos vinhos de altitude de Santa Catarina. Fundada em 2001, é pioneira nesse movimento e ganhou projeção com rótulos das linhas Villa Francioni, Joaquim e Aparados. Além da produção de vinhos, tornou-se um importante ponto de enoturismo, com visitas guiadas, degustações e uma galeria de arte que integra a experiência oferecida aos visitantes.
Leone di Venezia — São Joaquim (@leone.divenezia)
No distrito de Morro Agudo, em São Joaquim, a cerca de 1.300 metros de altitude, a Leone di Venezia aposta na identidade italiana de seus fundadores. A vinícola cultiva variedades de origem italiana e procura reproduzir essa influência também na elaboração dos vinhos. Tem cinco hectares de parreirais e uma estrutura voltada ao enoturismo, com degustações guiadas, piqueniques, harmonizações e atividades especiais durante a vindima.
Vinícola Suzin — São Joaquim (@vinicolasuzin)
A Suzin é uma das pioneiras no cultivo de uvas em São Joaquim. A família iniciou as atividades em 2001 e mantém um projeto de produção em pequena escala, com manejo cuidadoso dos vinhedos e colheita manual. Entre as variedades cultivadas estão Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Montepulciano, Petit Verdot e Cabernet Franc. O vinhedo está a cerca de 1.200 metros de altitude, e a amplitude térmica da região é um dos elementos importantes para a concentração e estrutura dos vinhos.
Vinícola Pericó — São Joaquim (@vinicolaperico)
Fundada em 2002, em São Joaquim, a Pericó está entre as marcas que ajudaram a consolidar a produção de vinhos de altitude na Serra Catarinense. A propriedade está inserida no terroir do Vale do Pericó, região conhecida pelas elevadas altitudes e pelo clima frio. A vinícola integra o circuito de enoturismo da região e participa das principais programações relacionadas aos vinhos de altitude de Santa Catarina.
Villaggio Bassetti — São Joaquim (@villaggiobassetti)
A Villaggio Bassetti fica na SC-114, a aproximadamente 10 quilômetros do centro de São Joaquim. Os vinhedos estão entre 1.267 e 1.319 metros de altitude e começaram a ser implantados em 2005. A vinícola trabalha com variedades como Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir e Sauvignon Blanc e tem como uma de suas características a produção de vinhos de perfil elegante e de boa estrutura. Também mantém receptivo para visitas, degustações e contato com os vinhedos.
Vinhedos do Monte Agudo — São Joaquim (@vinhedosdomonteagudo)
Localizado na região do Morro Agudo, na SC-114, o Monte Agudo é um projeto boutique dedicado à produção de vinhos finos em quantidade limitada. A propriedade tem cerca de 5,5 hectares de vinhedos, a uma altitude média de 1.280 metros, e se consolidou como um endereço de enoturismo. A vinícola ganhou destaque por suas variedades de Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Malbec e Riesling Renano.
Vinícola Quinta da Neve — São Joaquim (@quintadaneve)
Com vinhedos a cerca de 1.210 metros de altitude, em São Joaquim, a Quinta da Neve é outro nome associado à origem e ao desenvolvimento dos vinhos de altitude catarinenses. A propriedade é considerada pioneira nesse segmento e trabalha com a produção de vinhos finos adaptados às condições climáticas da Serra. A vinícola recebe visitantes e integra a Rota dos Vinhos de Altitude de Santa Catarina.
Vinícola Thera — Bom Retiro (@vinicolathera)
A Vinícola Thera é uma das principais referências da Serra Catarinense fora do eixo de São Joaquim. Localizada em Bom Retiro, trabalha com uma proposta de vinícola boutique e produção de vinhos e espumantes de altitude. Seu Anima Brut, por exemplo, alcançou 93 pontos na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2025 e foi reconhecido como destaque na categoria de espumante Brut Branco pelo método Charmat. A vinícola também integra o circuito de experiências de enoturismo da região.
Vinícola Serra do Sol — Urubici (@vinicolaserradosol)
A Serra do Sol representa Urubici no mapa dos vinhos de altitude catarinenses. A vinícola vem ganhando reconhecimento por rótulos que exploram variedades e estilos, incluindo vinhos e espumantes. Com início da plantação em 2004, está a 1250 metros de altitude. A propriedade também está inserida na rota de experiências enoturísticas da Serra.
Abreu Garcia — Campo Belo do Sul (@vinicolaabreugarcia)
A Vinícola Boutique Abreu Garcia fica em Campo Belo do Sul, a cerca de 900 metros de altitude, e amplia o mapa dos vinhos de altitude para além de São Joaquim e Urubici. Fundada em 2006, cultiva oito variedades de uvas e produz vinhos brancos, tintos, rosés e espumantes. O projeto tem uma proposta mais boutique, com foco na expressão do terroir serrano, e integra a programação oficial da Vindima de Altitude de Santa Catarina.
Vinícola Casa Possamai – Capão Alto (@vinicolacasapossamai)
A Vinícola Casa Possamai é uma empresa familiar, com a finalidade de produzir vinhos de alto padrão no Brasil, tendo sua sede localizada em Capão Alto, na Serra Catarinense, a 1.050 metros de altitude.
A vinícola foi concebida a partir de uma história de amor ao vinho que atravessa quatro gerações. O fundador e proprietário, Geraldo Possamai, trazia consigo o sonho de retornar às origens desde os tempos de sua juventude, inspirado nas memórias de seu pai, Antônio Possamai, que produzia vinhos próprios para o sustento e alegria da família.
Mais informações: www.amures.org.br
Assimptur
Cláudia Costa
jornalismo@assimptur.com.br
Contagem regressiva para a Bienal do Livro: Estante Virtual traz encontro com autores e sessões de autógrafo
Contagem regressiva para a Bienal do Livro: Estante Virtual traz encontro com autores e sessões de autógrafo
Ao longo de dez dias, o espaço irá conectar os leitores ao universo da literatura com programação recheada
Estande da Estante Virtual na última edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 2024
A poucos dias para o retorno à Bienal Internacional do livro de São Paulo, a Estante Virtual, maior portal de venda de livros usados e novos do país, apresenta uma programação completa que conta com sessão de autógrafos, encontros e trocas de livros durante os dez dias de evento. Além de estrear a venda de títulos literários pela primeira vez em seu estande, o portal apresenta sua agenda oficial, pensada para aproximar o público.
A programação oficial contempla atrações variadas, como a ilustradora e quadrinista Ilustralu, o músico e escritor Lucas Santanna, a comunicadora e criadora de conteúdo Fernanda Vilarrodona, além do painel “Autores do Insólito”, que reunirá Anna Martino, Amanda Gambogi, Juliana Giacobelli e Lady Sybylla.
Confira a programação completa do estande até o domingo, 13:
05/09 (sábado)
10h - Encontro com Paulo Ratz
17h - Encontrinho das apaixonadas por romance contemporâneo com: Stefany Nunes, Day Borges e Tatiana Barroso
06/09 (domingo)
10h - Encontrinho de apaixonados por Romantasia com: FML Pepper, Luiza Rosa, Helena Lopes e Ives Ferro
14h - Encontro com Ilustralu
07/09 (segunda-feira)
10h - Sessão de Autógrafos: Fernanda Vilarrodona (Escuta Ela)
17h - Encontro com Ariani Castelo
08/09 (terça-feira)
10h - Os rumos da ficção especulativa independente, com Alexandre de Almeida, Anna Andrade, Lara T. Vainstok e Wilson Júnior
17h - Sessão de Autógrafos: Lucas Santanna
09/09 (quarta-feira)
10h - Encontrinho de Fantasia à Brasileira: Renan Carvalho, Carol Façanha e Vilto Reis
17h - Sessão de Autógrafos: Fabiana C.O
10/09 (quinta-feira)
10h - Encontro com Bruno Freire
11/09 (sexta-feira)
10h - E se…: quando a ficção científica pode virar realidade com Anna Andrade
10h30 - Fantástico, mas não muito distante com Lara T. Vainstok
17h - Sessão de Autógrafos: Apneia, com Esther Faingold (Cosac)
12/09 (sábado)
10h - Sessão de Autógrafos: Verena Cavalcante
14h - Troca de Livros com Lucas Barros e Rodrigo de Lorenzi
17h - Sessão de Autógrafos: Problems: A cor escondida
13/09 (domingo)
14h - Encontro Autores do Insólito, com Anna Martino, Amanda Gambogi, Juliana Giacobelli e Lady Sybylla
Sobre a Estante Virtual. A Estante Virtual é o maior portal de venda de livros usados e novos no Brasil. Criado há 20 anos, o marketplace faz parte do grupo Magalu desde 2020. No site, há mais de 3,5 mil vendedores de todas as regiões do país, desde sebos e livrarias independentes até distribuidoras e grandes editoras do mercado literário. Ao acessar o portal, os leitores encontram um acervo de mais de 22 milhões de livros para todos os gostos, como técnicos, didáticos, infantojuvenis, ficção, não ficção, entre outros.
IMPRENSA ESTANTE VIRTUAL
André Vendrami
andre.vendrami@novapr.com.br
Luiza Freitas
luiza.freitas@novapr.com.br
Caio Biasi
caio.biasi@novapr.com.br
Leticia Spinola
leticia.spinola@novapr.com.br
Única réplica voadora do 14-Bis de Santos Dumont chega a SP em exposição gratuita C
Única réplica voadora do 14-Bis de Santos Dumont chega a SP em exposição gratuita
Shopping Interlagos celebra os 120 anos do voo do 14-Bis com exposição gratuita
O Shopping Interlagos prepara uma viagem pela história da aviação para celebrar um dos momentos mais importantes da trajetória da humanidade. Entre os dias 28 de agosto e 28 de setembro, o empreendimento recebe a Exposição Santos Dumont – 120 Anos do Voo do 14-Bis, uma experiência gratuita que permitirá ao público conhecer de perto a única réplica voadora da icônica aeronave criada pelo inventor brasileiro Alberto Santos Dumont.
Instalada na Praça de Eventos, a exposição integra a programação especial do Shopping Interlagos e convida crianças, jovens e adultos a mergulharem na história de um dos maiores inventores brasileiros. O grande destaque da mostra é uma réplica em tamanho real do 14-Bis, reconhecida internacionalmente por sua fidelidade de 99% ao projeto original.
Em 1906, Santos Dumont entrou para a história ao realizar, no Campo de Bagatelle, em Paris, o primeiro voo homologado da história. Agora, 120 anos depois desse marco, o Shopping Interlagos aproxima o público desse importante capítulo da aviação mundial por meio de uma experiência que combina história, tecnologia e conhecimento.
A réplica apresentada na exposição foi desenvolvida a partir de um minucioso processo de engenharia reversa e utiliza os mesmos materiais da época, como bambu cana-da-índia, seda japonesa, cordas de piano, madeira freijó e linhas enceradas com cera de abelha aos empregados na construção original. Ao longo de sua trajetória, o projeto de reconstrução contou com parceiros como Embraer, Força Aérea Brasileira e Museu Aeroespacial.
Além do 14-Bis, os visitantes também poderão conhecer uma réplica do Demoiselle, uma das aeronaves mais populares e bem-sucedidas projetadas por Santos Dumont. A programação inclui ainda painéis informativos sobre a trajetória do inventor e vídeos que registram voos realizados com a réplica do 14-Bis.
“Receber uma mostra que celebra os 120 anos de um dos maiores marcos da história da aviação é uma oportunidade de aproximar o público de um importante capítulo da história brasileira, de forma acessível e educativa para toda a família”, afirma Carla Giovanna Bordon Gomes, Superintendente do Shopping Interlagos.
O projeto que dá vida a essa homenagem é assinado pelo inventor, empresário e pesquisador goiano Alan Calassa, presidente do Instituto de Desenvolvimento Aeronáutico de Caldas Novas (IDAC). Apaixonado por aviação desde a infância e movido pelo sonho de preservar o legado do inventor brasileiro, Calassa dedicou décadas de pesquisa para construir quatro réplicas exatas do 14-Bis. Além do modelo que estará no Shopping Interlagos, suas outras obras compõem acervos de prestígio global: uma foi doada pelo Governo Brasileiro ao Musée de l’Air et de l’Espace (França), outra ao Museu do Ar (Portugal) e a terceira tem como destino o Smithsonian Institution (EUA). Seu rigor técnico o levou a ser reconhecido pela própria família de Santos Dumont e a se tornar o único piloto do 14-Bis em atividade no mundo.
Com entrada gratuita e classificação livre, a exposição amplia as opções de lazer e cultura do Shopping Interlagos e reforça o empreendimento como um espaço de convivência e experiências para toda a família na zona sul de São Paulo.
Serviço
Exposição Santos Dumont – 120 Anos do Voo do 14-Bis
Data: De 28 de agosto a 28 de setembro de 2026
Local: Praça de Eventos do Shopping Interlagos
Endereço: Av. Interlagos, 2.255 – São Paulo/SP
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre para todas as idades
Press à Porter
Fábio Borges
Gerente de Comunicação Corporativa
fabio@pressaporter.com.br
Alexandre Louza - F4 em Interlagos de 04 a 06/09
F4 Brasil
Alexandre Louza volta a Interlagos com otimismo e preparação reforçada
Com intensa dedicação aos treinos, piloto goiano assina com a Cavaleiro Sports e mira na rodada de setembro da F4 Brasil
O goiano Alexandre Louza volta a acelerar pela F4 Brasil entre os dias 4 e 6 de setembro, no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos (SP). O piloto chega ao terceiro desafio da temporada 2026 no Brasil com confiança renovada, preparação intensificada e um novo contexto técnico, conduzido pelo Coach João Rosate. Agora, Louza corre pela Cavaleiro Sports, onde treina com novos equipamentos e é assessorado por um time de profissionais que, em diferentes momentos, acompanharam sua rápida evolução no ano passado e trazem mais sinergia ao seu compromisso de trilhar uma carreira nas categorias superiores do automobilismo.
Aos 15 anos, o piloto segue focado no desafio. Além do campeonato nacional, ele concilia uma rígida rotina de preparação, participa da temporada europeia de F4 e ainda se dedica à vida escolar. Assim, Louza integra duas categorias certificadas pela FIA em 2026 e, no Brasil, mostrou competitividade desde a estreia. Registrou o melhor tempo no primeiro treino livre e o segundo melhor tempo no treino seguinte, encerrando a etapa com 13 pontos. Na rodada disputada no Velocitta, Alexandre voltou a mostrar bom desempenho e garantiu o quinto melhor tempo na classificação.
“Estou muito otimista para voltar a correr em Interlagos. Tenho treinado bastante desde a última etapa e aproveitado esse período para trabalhar pontos que podem fazer a diferença agora em setembro. Já conheço bem a pista, a equipe Cavaleiro Sports e sei que temos condições de fazer um bom trabalho”, afirma Alexandre Louza.
A última competição que Alexandre tinha na agenda entre os dias 31 de julho e 2 de agosto foi marcada por um período de recuperação. O goiano recebeu diagnóstico de influenza, o que o impediu de participar da etapa da F4 CEZ Championship na República Tcheca. Assim que recebeu liberação médica, passou a se dedicar a uma rotina ainda mais intensa de preparação, trabalhando aspectos físicos, técnicos e de pilotagem. O objetivo é chegar a Interlagos mais concentrado e com foco em resultados ainda mais consistentes.
Novo desafio, mais experiência e evolução
A etapa em São Paulo será realizada em conjunto com a Porsche Cup Brasil e foi incorporada ao calendário da F4 Brasil após mudanças na programação da temporada. Para Alexandre, a rodada tripla e o retorno a Interlagos representam a oportunidade de colocar em prática as experiências adquiridas no circuito e transformar esse conhecimento em desempenho.
A F4 Brasil é considerada um dos principais degraus para jovens pilotos que deixam o kart e iniciam a trajetória nos monopostos. A etapa de Interlagos ganha importância adicional por ser realizada em um circuito homologado pela FIA, requisito relacionado à pontuação para a superlicença. Na categoria, os pilotos também desenvolvem habilidades fundamentais para a evolução profissional, como análise de telemetria, trabalho com engenheiros, gerenciamento de pneus e estratégias de corrida.
Fãs de automobilismo podem acompanhar a participação de Alexandre Louza na F4 Brasil diretamente pela internet. As corridas são transmitidas ao vivo gratuitamente pelo canal oficial da F4 Brasil no YouTube https://www.youtube.com/@f4brasileira/streams. A categoria também tem transmissão pelo BandSports, na TV por assinatura. O piloto é patrocinado pelo Flamboyant, pela Facilita Pass e pela Agro GR – Gestão Agropecuária.
Sobre Alexandre Louza
O jovem piloto Alexandre Louza é uma das promessas da nova geração do automobilismo brasileiro. Depois de liderar competindo no kart, acelerou sua transição para os carros de corrida com participações na Fórmula Delta, Fórmula 1600, Fórmula Inter, Gaúcho de Endurance e F4 Brasil. Em 2025, conquistou os títulos da Fórmula Delta e da Copa ECPA F-1600, além de somar vitórias e poles importantes. Em 2026, disputa sua primeira temporada completa da F4 Brasil. Fora do país, integra a equipe Cram Motorsport nas etapas da Formula Winter Series e também no campeonato europeu F4 CEZ Championship.
Origem: Goiânia (GO)
Categorias atuais: Fórmula 4 Brasil (Cavaleiro Sports) e F4 CEZ Championship (Cram Motorsport)
Idade: 15 anos
Redes sociais: @alexandrelouza15
Patrocinadores: Flamboyant Shopping, Facilita Pass, Agro GR – Gestão Agropecuária
Coach: João Rosate
FatoMais Comunicação:
imprensa@fatomais.com.br
Goianense conta com novo espaço para estímulo à leitura e promoção da cultura
Estação Leitura inaugurada no Jardim Goiás Mall é aberta a toda a comunidade, com visitação gratuita. Espaço está recebendo doação de livros e outros materiais
Focado na promoção da cultura, o Jardim Goiás Mall, inaugurou no dia 29 de agosto a Estação Leitura, que conta com estante colaborativa. O novo espaço, com acesso totalmente gratuito, está instalado em frente ao painel artístico assinado pelo renomado Wes Gama. A ideia, segundo os organizadores, é abrir um espaço para que a comunidade possa compartilhar livros, gibis, mangás e outros, incentivando a leitura e a promoção de encontros por meio da cultura. Os interessados poderão, de forma contínua, retirar peças para ler e depositar outras na estante ou simplesmente ficar algum momento desfrutando de uma breve leitura no espaço.
Para marcar a ocasião, o Jardim Goiás Mall realizou na inauguração uma Oficina Literária Terapêutica, conduzida pela psicóloga Sther Victória. A psicóloga destaca que a leitura é muito importante no processo terapêutico infantil pois ajuda a criança a simbolizar, externalizar, a expressar. “A leitura é como se fosse um portal que se abre e amplia a mente, o psiquismo da criança, do adolescente e do adulto também. Eu vejo a leitura como uma ponte para imaginar, para sair do sofrimento concreto e imaginar outras possibilidades”, afirma. De acordo com a profissional, com a leitura, a criança pode se identificar com o personagem e com a história, o que se torna uma via de facilitação para externalizar os afetos.
“A leitura amplia a capacidade de pensar, ajuda a mobilizar as emoções, os sofrimentos, as angústias e isso ajuda as crianças a lidar com esses sentimentos. Além disso, ajuda na capacidade de interpretação, atenção, memorização, e também na capacidade de imaginar hipóteses para resolução de problemas”, reforça.
A Estação Leitura do Jardim Goiás Mall também está recebendo doações de livros e outros materiais de leitura. Os itens a serem doados poderão ser depositados diretamente no espaço reservado em frente ao painel do Wes Gama.
Comunicação Sem Fronteiras
Mercado imobiliário se adapta à longevidade com projetos focados em autonomia e arquitetura inclusiva
Mercado imobiliário se adapta à longevidade com projetos focados em autonomia e arquitetura inclusiva
Com população idosa em crescimento acelerado, incorporadoras investem em soluções que unem acessibilidade e design para atender ao público 60+
O envelhecimento acelerado da população brasileira já começa a transformar diferentes setores da economia — e o mercado imobiliário está entre os que mais rapidamente se adaptam a essa nova realidade. Levantamento do IBGE aponta que, em quatro décadas, o número de pessoas com mais de 60 anos deve triplicar no país, passando de 19,6 milhões em 2010 para 66,5 milhões em 2050. Esse cenário impulsiona uma mudança significativa na forma de projetar e habitar os espaços residenciais.
Atento a esse movimento, o setor tem apostado em empreendimentos baseados no conceito de arquitetura senior living, que prioriza ambientes seguros, acessíveis e acolhedores, com foco na autonomia, no convívio social e na qualidade de vida. Mais do que atender às necessidades básicas, a proposta busca integrar conforto, estética e funcionalidade em soluções que acompanham diferentes fases da vida.
É nesse contexto que a Opus Incorporadora vem consolidando sua atuação. A empresa já desenvolve, há alguns anos, projetos voltados à qualidade de uso, convivência e praticidade — uma diretriz que ganha ainda mais força diante da mudança demográfica. Seus empreendimentos incorporam princípios de design universal e ergonomia, com soluções que incluem pisos antiderrapantes, portas mais largas, iluminação adequada, mobiliário adaptado e espaços multifuncionais.
Além disso, os projetos contam com plantas fluidas e funcionais, com possibilidade de personalização e adaptação, circulações amplas, banheiros acessíveis nas áreas comuns, rampas ou elevadores em desníveis e áreas externas com piso seguro. Ambientes que facilitam o cotidiano, como mini market, coworking e lavanderia, se somam a espaços que incentivam uma vida ativa, como academias equipadas e áreas de convivência pensadas para estimular a interação social.
Segundo Guilherme Hara, head de marketing da Opus Incorporadora, o olhar para esse público não é recente. “Esse direcionamento está alinhado aos pilares da Opus, que são criar empreendimentos originais, com arquitetura autoral, tecnologia e soluções inclusivas, capazes de atender diferentes gerações de uma mesma família”, afirma.
Ela destaca ainda que o perfil do público 60+ mudou significativamente nas últimas décadas. “O público 60+ é ativo, possui poder aquisitivo e movimenta cerca de R$ 1,6 trilhão por ano na economia brasileira. Além disso, essa geração não é a mesma de 30 anos atrás, assim como o nosso cliente de 40 anos hoje será ainda mais exigente nas próximas décadas. Eles buscam autonomia, design inteligente, tecnologia integrada e experiências”, pontua. “Por isso, os imóveis precisam contar com acessibilidade estrutural e invisível — sem aspecto de asilo ou hospital —, além de projetos que estimulem a independência.”
Localização
Outro fator decisivo para o sucesso desse tipo de empreendimento é a localização. Inseridos em regiões com oferta de serviços integrados, como saúde, lazer e conveniência, os projetos ampliam a autonomia dos moradores e evitam o isolamento, atesta Leandro Alves, gerente comercial da Opus. Ele destaca dois empreendimentos que atualmente concentram grande parte do público comprador 50+, que são o Sunna e o Selena, ambos localizados no setor Oeste, em frente à Praça do Sol. “São clientes muito bairristas, que em sua maioria, já moravam no bairro e desejavam continuar na região, pela conveniência e qualidade de vida ofertada lá, seja pelo parque, pelos bares, restaurantes, confeitarias, supermercados, comércio e serviços de alto padrão. Esse público quer independência, com tudo ao seu alcance, de preferência, no próprio bairro”.
Arquitetura pra todos perfis
Contudo, a incorporadora ainda observa uma mudança clara no comportamento dos consumidores, que passam a valorizar cada vez mais atributos como praticidade, segurança, menor necessidade de manutenção e qualidade de uso — características que, antes associadas ao público mais maduro, hoje são desejadas por diferentes perfis. Com isso, a arquitetura senior living deixa de ser um nicho e se consolida como uma diretriz ampla, capaz de orientar projetos mais inteligentes, inclusivos e preparados para o futuro das cidades.
Kasane
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