quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Alta do boi gordo anima pecuária, mas custos de produção preocupam na reta final de 2026
Alta do boi gordo anima pecuária, mas custos de produção preocupam na reta final de 2026
Presidente do Sindicato Rural de Itapirapuã, Edgard Scatena Filho avalia os impactos do consumo, das exportações e da reposição de animais sobre a rentabilidade do produtor e as perspectivas para 2027
A pecuária brasileira chega à reta final de 2026 com perspectivas de valorização do boi gordo, impulsionadas pela demanda interna e pelas exportações. O cenário, porém, exige atenção dos produtores. O aumento no preço dos animais de reposição e as oscilações nos custos de alimentação podem comprometer a rentabilidade, mesmo em um período de mercado aquecido.
Para o médico-veterinário, produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Itapirapuã, Edgard Scatena Filho, o momento é favorável, mas a valorização da arroba não garante, por si só, melhores resultados financeiros.
“O mercado está favorável, mas isso não significa que o produtor possa baixar a guarda. Os custos de produção continuam oscilando e a reposição está cara. É preciso fazer contas, acompanhar o mercado e utilizar mecanismos de proteção para preservar as margens”, avalia.
A proximidade das festas de fim de ano, período tradicionalmente marcado pelo aumento do consumo de carne, pode contribuir para sustentar os preços em novembro e dezembro. Além da demanda doméstica, Edgard aponta as exportações como um dos principais fatores de influência sobre o valor recebido pelo pecuarista.
“O fim do ano costuma trazer um aumento no consumo, e isso favorece o mercado. Ao mesmo tempo, temos a perspectiva de ampliação das vendas internacionais, com novos mercados e a demanda de compradores tradicionais, como a China. Esses fatores podem contribuir para manter a arroba em patamares favoráveis”, explica.
A procura internacional também interfere na disponibilidade de carne para o mercado brasileiro. Entretanto, uma eventual valorização do boi gordo não significa aumento imediato e na mesma proporção para o consumidor, já que o preço nos supermercados envolve custos de processamento, transporte e comercialização.
Dentro das propriedades, a principal preocupação está na relação entre o valor de venda dos animais e as despesas necessárias para produzi-los. O preço elevado dos bezerros e dos grãos utilizados na alimentação exige atenção especial de quem trabalha com recria, engorda e confinamento.
“Quem compra um animal de reposição mais caro e ainda precisa arcar com uma dieta de custo elevado deve acompanhar cada despesa. O confinador, principalmente, precisa avaliar o preço dos grãos e calcular o custo da arroba produzida. Sem esse controle, mesmo em um mercado valorizado, existe risco de prejuízo”, alerta.
Para 2027, Edgard projeta perspectivas positivas para os preços da arroba, mas considera que a eficiência produtiva será determinante para os resultados. Entre as medidas recomendadas estão investimentos em genética, recuperação de pastagens, suplementação estratégica e controle sanitário, além do uso de tecnologias para monitorar o desempenho dos animais.
“Precisamos investir em genética de qualidade, melhorar as pastagens e manter programas sanitários eficientes. A tecnologia também precisa estar presente na propriedade, desde o monitoramento do peso dos animais até o controle das atividades. O produtor que acompanha seus números consegue tomar decisões melhores”, afirma.
O especialista também chama atenção para a importância da rastreabilidade e das certificações, diante das exigências dos mercados compradores.
“Cada vez mais, o mercado exige eficiência, controle e responsabilidade na produção. Precisamos acompanhar essas mudanças para produzir melhor, atender aos compradores e manter a competitividade da pecuária brasileira”, conclui.
@sindicatoruralitapirapua
@edgardscatenafilho
Panorama Goias comunicação / Imprensa
Falta de gado aquece leilões e eleva preços de animais na reta final de 2026
Falta de gado aquece leilões e eleva preços de animais na reta final de 2026
Com oferta reduzida e procura aquecida, Guilherme Scatena Neto, proprietário da 3M Leilões, avalia oportunidades de negociação e projeta mercado valorizado em 2027
A redução na oferta de bovinos tem impulsionado os preços e mantido aquecido o mercado de leilões pecuários nesta reta final de 2026. Com menos animais disponíveis e compradores em busca de reposição, alguns lotes chegam a alcançar valores superiores aos esperados pelos vendedores. O cenário exige atenção dos produtores, especialmente daqueles que pretendem adquirir animais nos próximos meses.
Segundo Guilherme Scatena Neto, proprietário da 3M Leilões e especialista em comercialização de bovinos, a diminuição no volume de animais ofertados é um dos principais sinais desse movimento.
“Estamos vivendo um mercado muito aquecido. Leilões semanais que antes ofertavam cerca de mil cabeças hoje estão trabalhando com 250 a 300 animais, no máximo. Mesmo assim, as vendas têm alcançado praticamente 100% dos lotes, muitas vezes com preços que surpreendem até os próprios vendedores”, afirma.
A valorização da arroba do boi gordo também influencia as negociações. Com a expectativa de preços mais altos, parte dos pecuaristas prefere manter os animais na propriedade, reduzindo a oferta. Guilherme avalia que a possibilidade de a arroba ultrapassar R$ 400 pode pressionar ainda mais os valores da reposição.
“O produtor precisa ter cautela, mas quem realmente precisa repor o rebanho deve avaliar o custo de esperar. Se a arroba continuar subindo, essa valorização tende a chegar ao gado de reposição, e o animal que ele deixa de comprar hoje pode custar mais caro daqui a alguns meses”, explica.
Outro fator apontado pelo especialista é o elevado abate de fêmeas nos últimos anos, que reduziu o número de matrizes destinadas à reprodução e, consequentemente, a disponibilidade de bezerros. Esse movimento ajuda a explicar a escassez atual e a dificuldade de recomposição dos rebanhos.
Apesar dos preços elevados, o fim do ano ainda pode apresentar oportunidades pontuais de negociação, especialmente entre produtores que precisam reorganizar suas finanças. Já a oferta de animais de maior qualidade genética tende a ser mais restrita, uma vez que muitas fêmeas estão próximas do período de parição e a chegada antecipada das chuvas favorece sua permanência nas propriedades.
“Podem surgir boas oportunidades quando existe a necessidade de ajustar o caixa da fazenda. Mas, no caso dos animais de genética, acredito que a oferta será pequena neste fim de ano. Muitos criadores estão com fêmeas próximas de parir e, com as condições de pasto mais favoráveis, não precisam colocar esses animais à venda”, destaca.
Para 2027, Guilherme acredita que a oferta limitada continuará sustentando a procura nos leilões, principalmente nos primeiros meses do ano. A expectativa é que os eventos com maior disponibilidade de animais encontrem condições favoráveis de comercialização.
“Acredito que 2027 será um ano muito aquecido para os leilões. A falta de gado não deve ser resolvida rapidamente, e os eventos que conseguirem reunir bons volumes de animais terão uma procura importante. Nossa expectativa é de comercialização entre 95% e 100% dos lotes ofertados, principalmente no primeiro terço do ano”, projeta.
O especialista explica que a recuperação da oferta depende do ciclo reprodutivo da pecuária. Com a valorização dos bezerros, a tendência é que os criadores retenham mais fêmeas para reprodução, mas os resultados desse movimento podem levar aproximadamente dois anos para chegar ao mercado.
“Para aumentar a oferta de bezerros, o produtor precisa manter mais matrizes, realizar a reprodução, esperar a gestação e depois o desmame. Por isso, acredito que ainda teremos restrição de oferta em 2027 e que uma normalização mais perceptível poderá começar a partir de 2028”, conclui.
@3mleiloes
Instituto Rizzo recebe espetáculo de dança com entrada gratuita no próximo sábado
Instituto Rizzo recebe a Mostra Pública Germina – Confluências para Novas Danças
O evento vai reunir apresentações de dança desenvolvidas por sete dançarinos solo e um grupo de cinco integrantes, com entrada gratuita e interpretação em Libras
O Instituto Rizzo recebe a Mostra Pública Germina – Confluências para Novas Danças no próximo sábado (24), às 18h30, com entrada gratuita. No palco, será apresentado o resultado do programa de residência artística realizado ao longo de dois meses, voltado ao acompanhamento e ao fortalecimento de processos de criação em dança desenvolvidos por jovens artistas. A apresentação contará com interpretação em Libras
A apresentação vai reunir os projetos desenvolvidos por sete dançarinos em projeto solo e um grupo de cinco integrantes, totalizando 12 dançarinos. A residência contou com uma carga horária de 80 horas. Os participantes receberam acompanhamento para amadurecimento de propostas artísticas, participaram de rodas de conversa sobre criação, políticas públicas, relações de trabalho e profissionalização na dança, no Instituto Rizzo.
O projeto Germina é realizado e produzido pela Roncato Produções Artísticas, com recursos do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás, Secretaria de Estado da Cultura e Governo de Goiás. É coordenado por Vanderlei Roncato, diretor da Roncato Produções Artísticas, e a pesquisadora de dança Rousejanny Ferreira.
A dançarina e pesquisadora Rousejanny Ferreira é uma das coordenadoras da residência em dança Germina
Instituto Rizzo
O Instituto Rizzo foi criado em agosto de 2000 pelo empresário Leonardo Rizzo, pelo jornalista ambientalista Washington Novaes e pelo artista plástico Siron Franco, com o propósito de ser um local dedicado à arte, à cultura e ao meio ambiente. A iniciativa nasceu do desejo de promover essas três dimensões de forma integrada, com destaque para Goiânia e o estado de Goiás.
Atuar na defesa dos interesses sociais, das artes, cultura e meio ambiente, com foco na preservação do Cerrado e da cultura goiana é o principal propósito do Instituto Rizzo. O espaço recebe exposições, concertos, espetáculos, mostras de cinema, clubes de leitura, oficinas, palestras e cursos gratuitos. Realiza também ações com mães atípicas e trabalha com gestão e produção cultural, coordenando eventos, captação de recursos e parcerias.
Serviço
Mostra Pública Germina – Confluências para Novas Danças
Quando: 24 de outubro (sábado), às 16h
Onde: Instituto Rizzo (Av. 94 c/ Av. Cora Coralina, 242, Setor Sul, Goiânia, GO)
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 16 anos
Informações: 62 99122-5976 | @rizzoinstituto
Assessoria de imprensa
Allysis Inteligência Empresarial
Contatos: 62 99975-0512 (Viviane Maia) |62 99971-2631 (Márcia Pimenta)
JADERALMEIDA lança 13ª edição do REPORT em São Paulo
JADERALMEIDA
JADERALMEIDA lança 13ª edição do REPORT em São Paulo
Publicação reúne reflexões sobre design, cultura e os processos que orientam a trajetória da marca
A JADERALMEIDA lança, no dia 22 de outubro, em São Paulo, a 13ª edição do REPORT, publicação dedicada ao design, à cultura e às diferentes formas de compreender e habitar o mundo. O encontro acontece no showroom JADERALMEIDA In&Out, das 18h às 22h, e contará com um talk entre o designer e arquiteto Jader Almeida e a jornalista Letícia Wilson, às 19h30.
Construído ao longo de treze edições, o REPORT reúne ideias, pesquisas, experiências e perspectivas que ajudam a compreender o repertório da JADERALMEIDA e os princípios que orientam sua trajetória. A publicação constitui um espaço de reflexão sobre o design e suas relações com a arquitetura, a arte, a cultura e a sociedade.
Nesta edição, o conteúdo parte do conhecimento acumulado ao longo do tempo para explorar diferentes dimensões da cultura da marca, articuladas em torno do fazer, da matéria, do habitar e da linguagem. A narrativa percorre processos criativos, pessoas, espaços e novos contextos, revelando como o pensamento e a prática do design se relacionam e se transformam.
Ao reunir essas perspectivas, o REPORT também registra um momento significativo para a JADERALMEIDA, marcado pela ampliação de sua presença internacional e pelo contato com diferentes realidades culturais. Um movimento que traz novas possibilidades de diálogo e reafirma a importância de preservar os princípios que sustentam sua identidade.
"Cada edição do REPORT é uma oportunidade de organizar ideias, revisitar processos e compartilhar um pouco do conhecimento que construímos ao longo da trajetória da marca. Nesta edição, queremos ampliar essa conversa e criar novas oportunidades de troca com arquitetos, designers, clientes e parceiros. A publicação ganha outro alcance quando deixa as páginas e passa a fazer parte de encontros e experiências", afirma Jader Almeida, designer e arquiteto.
O lançamento em São Paulo inaugura também uma nova proposta de circulação do REPORT, com a possibilidade de encontros em outros showrooms da JADERALMEIDA. A iniciativa aproxima o conteúdo editorial do público e amplia as oportunidades de compartilhar reflexões sobre processos, materiais, criação e cultura.
O lançamento acontece no showroom JADERALMEIDA In&Out, localizado na Avenida São Valério, 98, em São Paulo, e a programação contará com uma conversa entre Jader Almeida e a jornalista Letícia Wilson, que colaborou na organização e na escrita desta edição. O encontro abordará algumas das ideias presentes na publicação, seus processos de construção e as perspectivas que orientam o trabalho do designer.
Sobre a JADERALMEIDA
A JADERALMEIDA é pioneira e líder em seu segmento. Todos os anos, lança produtos reconhecidos pela qualidade, pela originalidade e pela inovação. A atemporalidade orienta a marca, que se mantém distante de modismos efêmeros, rupturas passageiras e frivolidades estéticas. Valorizado pelo público e pela crítica especializada internacional, o design de seus produtos soma mais de 128 condecorações e se destaca pela elegância, pela atenção aos detalhes e pelas virtudes do feito à mão.
Em seus chamados templos de entusiasmo — hoje presentes em 10 showrooms —, arquitetura, arte, design e comportamento aparecem em cada detalhe. “Não os definimos apenas como espaços comerciais, mas como espaços de imersão em nosso mundo, onde o design é muito mais sentido do que descrito por palavras ou retóricas elaboradas, valendo-nos da máxima de que o bom design é autoexplicativo”, comenta Jader Almeida, idealizador do projeto.
As flagships oferecem soluções para o habitat em ambientes que articulam interior e exterior, com propostas adequadas, coerentes e elegantes em design e inspiração.
O compromisso da marca se reafirma na busca contínua por qualidade e novas fronteiras criativas. Suas combinações originais são desenvolvidas em diálogo com a equipe e apresentadas ao consumidor como possibilidades meticulosas para espaços de convivência.
Mais do que uma marca de prestígio, a JADERALMEIDA é referência em soluções sofisticadas para o modo de viver contemporâneo — concreto, funcional e impecavelmente elegante.
Fernanda Gmeiner
fernandagmeiner@a4eholofote.com.br
(11) 3897-4122
a4&holofote comunicação
rua alameda jaú,1742 cj 22
01420-904 são paulo sp
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Do vermelho ao bordô, tons avermelhados ganham destaque nos interiores da CASACOR Rio 2026
Do vermelho ao bordô, tons avermelhados ganham destaque nos interiores da CASACOR Rio 2026
De carpetes e paredes a estofados e marcenaria, a paleta aparece em oito ambientes da mostra e revela diferentes possibilidades de combinar cor, textura e personalidade
Ambiente Desvio Moderno, de Tom Castro Arquitetura, na CASACOR Rio 2026. Foto: André Nazareth
Do vermelho vivo ao bordô, os tons avermelhados conquistam espaço nos interiores e mostram como a cor pode transformar a percepção de um ambiente. Na CASACOR Rio 2026, a paleta aparece em diferentes propostas, ora como protagonista da composição, ora em detalhes que acrescentam profundidade e criam contrastes com outros materiais e tonalidades. Carpetes, paredes, painéis, marcenaria e estofados revelam a versatilidade dessas cores, que assumem diferentes expressões de acordo com a arquitetura e o conceito de cada projeto.
Para Patricia Mayer, diretora da CASACOR Rio, a diversidade de aplicações evidencia a influência das escolhas cromáticas na experiência dos espaços. “A cor tem um papel importante na maneira como percebemos e vivemos os espaços. Na mostra, é interessante observar como uma mesma paleta pode assumir diferentes identidades, de propostas mais intensas a composições acolhedoras, sempre em sintonia com a personalidade de cada ambiente”, afirma.
No Desvio Moderno, de Tom Castro Arquitetura, o vermelho vivo do carpete assume o protagonismo e estabelece uma conexão direta com a obra Desvio para o Vermelho, de Cildo Meireles, referência central para o conceito do ambiente. A cor reforça a intensidade da proposta, que aproxima modernismo, brutalismo e arte contemporânea.
No rooftop, o Bar do 19, assinado pela Capuri Arquitetura, aposta nas paredes vermelhas para destacar o lounge e construir uma atmosfera descontraída, inspirada nos tradicionais botecos cariocas. A tonalidade participa de uma composição que reúne peças de design, obras de arte e elementos garimpados, em diálogo com a paisagem do Centro do Rio.
A cor também aparece integrada à arquitetura na Casa Entre Tempos, de Gisele Taranto Arquitetura. A marcenaria, a tapeçaria e a parede compartilham a mesma tonalidade avermelhada, criando continuidade visual e uma identidade marcante para o espaço. Pensado para diferentes gerações, o projeto articula materiais naturais, mobiliário de épocas distintas e soluções de acessibilidade em uma residência que valoriza a convivência.
No Estúdio 7, de Amanda Miranda Arquitetura, o vinho surge na estante e oferece uma interpretação contemporânea da marcenaria, em contraste com o tapete azul. A combinação evidencia como a relação entre cores pode criar equilíbrio e personalidade mesmo em espaços compactos. Com 70 m², o loft reúne sala, cozinha, quarto e áreas de apoio em uma composição marcada pela mistura de cores, texturas e estampas.
Já na Casa Abraço DECA, assinada pelo Studio Marino, o tom de vinho aparece em um painel texturizado, acrescentando profundidade à composição. Com madeira, pedra, água, luz e vegetação, o projeto explora o acolhimento e a sensorialidade em uma residência que integra ambientes de estar, cozinha, quarto e banheiro.
No Loft Pilotis, de Rafael Ramos Arquitetura, o bordô ganha destaque no sofá generoso de veludo da área social. A peça acrescenta cor e textura ao projeto, inspirado nos pilotis do Palácio Gustavo Capanema e na arquitetura modernista do Rio de Janeiro. A planta integrada, os volumes de madeira e os materiais naturais completam a proposta.
Em Um Lugar Para Todos, de Jairo de Sender e Corbellini Lopes Arquitetura, o bordô aparece combinado a verde-escuro e azul, ampliando as possibilidades da paleta. Projetado para um casal com mais de 60 anos, em que uma das moradoras é usuária de cadeira de rodas, o apartamento incorpora acessibilidade e flexibilidade em uma composição que também considera a convivência entre gerações.
A intensidade da cor se estende ao living Prosa Carioca, de Fernanda Medeiros Arquitetura, onde o bordô aparece nos estofados, no papel de parede e nos tapetes. A tonalidade se relaciona a outras cores presentes no ambiente, como mostarda e azul, além de materiais naturais e referências fotográficas do Centro do Rio, em uma interpretação da informalidade sofisticada da vida carioca.
Patricia Quentel, também diretora da CASACOR Rio, destaca a relação entre as escolhas cromáticas e a liberdade criativa dos profissionais. “Os tons avermelhados mostram como as escolhas cromáticas podem dar identidade a um projeto e criar diferentes sensações. Do vermelho vibrante ao bordô, a cor aparece em diálogo com materiais, texturas e obras de arte, revelando a liberdade criativa dos profissionais e diferentes formas de interpretar o morar contemporâneo”, afirma.
Os oito ambientes mostram que não existe uma única maneira de incorporar os tons avermelhados à decoração. Enquanto o vermelho vivo imprime força e protagonismo, o vinho e o bordô permitem composições mais profundas, seja em superfícies amplas, peças de mobiliário ou combinações com outras cores. Na CASACOR Rio 2026, a paleta aparece como um recurso para explorar diferentes atmosferas e expressar a identidade de cada projeto.
A CASACOR Rio 2026 está aberta à visitação até 8 de novembro, no Edifício Aliança da Bahia, no Centro do Rio de Janeiro. Em sua 35ª edição, a mostra reúne 47 ambientes sob o tema Mente e Coração, que propõe reflexões sobre as relações entre razão, sensibilidade e os espaços em que vivemos. A programação completa está disponível nos canais oficiais da CASACOR.
A CASACOR Rio de Janeiro 2026 tem Patrocínio Master Deca, Tinta Oficial Coral, Patrocínio Local Brastemp, Fragrância Oficial Glade, Apoio Local Portinari, Shopping Oficial CasaShopping, Fornecedor Oficial ALA, Hotel Oficial Fairmont Rio de Janeiro Copacabana, Parceiro de Tecnologia Claro, Patrocínio Institucional CAU/RJ, Apoio Institucional Prefeitura do Rio – Cultura e Visit Rio e Parceiro de Mídia O Globo.
Confira fotos dos diferentes momentos dos ambientes no link: https://tinyurl.com/casacorriocores
SERVIÇO – CASACOR Rio de Janeiro 2026
Onde: Edifício Aliança da Bahia, Rua Araújo Porto Alegre, 36, Centro, Rio de Janeiro – RJ
Quando: de 15 de setembro a 8 de novembro de 2026
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 22h
Horário da bilheteria: de terça a domingo, das 12h às 20h
Feriados: abertura excepcional na segunda-feira, 2 de novembro
Bilheteria digital: https://appcasacor.com.br/events/rio-de-janeiro-2026
Valores dos ingressos: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia-entrada).
Meia-entrada
- Idoso a partir de 60 anos.
- Estudante, apresentando documento válido com foto ou comprovante de pagamento.
- PCD (pessoa com deficiência) e seu acompanhante (conforme a Lei nº 12.933/2013).
- Professor da rede pública ou privada, apresentando documento válido com foto.
A promoção de pré-venda não é válida para meia-entrada. A comprovação será exigida na entrada.
Importante: gratuidade para crianças de até 10 anos, mediante comprovação.
Um mesmo CPF pode comprar no máximo 10 ingressos.
Venda para grupos: para compras acima de 10 ingressos ou por CNPJ, envie um e-mail para daniele@tresplus.com
Estacionamento
Não há estacionamento próprio.
Sobre a CASACOR
A CASACOR Rio de Janeiro é uma das mais completas plataformas culturais de arquitetura, paisagismo e design de interiores das Américas. O evento reúne, anualmente, renomados arquitetos, decoradores e paisagistas e, em 2026, chega à sua 35ª edição no Rio de Janeiro, no Edifício Aliança da Bahia.
Mais informações:
www.casacor.com.br
Fernanda Gmeiner
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Vidro de garrafas de gin vira joias exclusivas em ação inédita de Bombay Sapphire com Beatriz Brennheisen
Bombay Sapphire
Gin Bombay Sapphire se une à joalheria Brennheisen e transforma suas garrafas em joias exclusivas inspiradas em seus botânicos
Marca dá nova vida ao vidro azul de suas garrafas e cria dez pingentes únicos; iniciativa integra o Circuito de Joias Bombay em São Paulo e Rio de Janeiro
E se uma garrafa de gin pudesse ganhar uma segunda vida e se transformar em joia? É a partir dessa ideia que Bombay Sapphire, marca de gin premium do Grupo Bacardi, apresenta uma coleção exclusiva de dez pingentes produzidos a partir do vidro azul reciclado de suas próprias garrafas, em parceria com a designer e artista plástica Beatriz Brennheisen.
O projeto transforma um dos elementos mais reconhecíveis de Bombay Sapphire — o icônico azul de sua garrafa — em matéria-prima para a joalheria. Em sintonia com o momento da marca, guiada pela beleza estética e pelo convite a ver o mundo pelo azul de Bombay, a iniciativa propõe uma nova forma de olhar para esse elemento tão característico.
O vidro, que poderia seguir seu ciclo convencional de descarte e reciclagem, ganha um novo destino e é ressignificado em pedras que passam a integrar peças desenvolvidas especialmente para a marca. Assim, o projeto traduz, em matéria e forma, a narrativa de “A Caminho do Azul”: um percurso de transformação que parte do icônico azul de Bombay para criar algo novo, singular e inesperado.
Cada um dos dez pingentes únicos é inspirado nos botânicos que compõem a receita do gin e que também estão representados nas ilustrações da garrafa: bagas de zimbro, da Toscana; sementes de coentro, do Marrocos; casca de limão-siciliano, da Espanha; raiz de lírio, da Itália; alcaçuz, da China; amêndoas, da Espanha; raiz de angélica, da Saxônia; casca de cássia, do Vietnã; bagas de cubeba, da Indonésia; e grãos do paraíso, de Gana e Costa do Marfim.
A coleção será apresentada como parte do Circuito de Joias Bombay, iniciativa que acontece entre 11 de outubro e 11 de novembro em bares e restaurantes selecionados de São Paulo e do Rio de Janeiro. A ativação transforma as casas parceiras em espaços de experiência, com ambientação especial e um cardápio criado especialmente para o circuito.
As joias, no entanto, terão uma circulação exclusiva: os dez pingentes serão usados apenas por influenciadores escolhidos pela marca, reforçando o caráter único e colecionável da criação. Para o público, a experiência também se desdobra em brindes colecionáveis na ativação “Circuito de Joias Bombay”, que apresenta brindes como pulseiras personalizadas inspiradas em um dos 10 botânicos de Bombay Sapphire ou chaveiros com a miniatura da garrafa..
Do vidro reciclado à joia
Para desenvolver as peças, Brennheisen partiu da própria garrafa de Bombay Sapphire e de sua experiência com a reutilização de materiais na joalheria contemporânea. O desafio foi transformar o vidro de embalagem em uma matéria-prima capaz de assumir protagonismo em uma joia.
“Quando vi a garrafa de Bombay Sapphire, sabia que esse caso não seria um problema, e sim uma grata surpresa: trazer essa coloração de vidro de embalagem para o universo das joias”, explica a designer.
O processo começa com a seleção de partes específicas da garrafa que apresentam a espessura necessária para receber a lapidação. O vidro é então transformado em pedras e trabalhado com a técnica rose cut, tradicionalmente utilizada na joalheria para valorizar a superfície e o movimento de luz das pedras.
A escolha da lapidação também permite explorar uma característica essencial do material reaproveitado: sua transparência. As facetas criadas no vidro fazem com que a luz atravesse e se movimente sobre o azul característico de Bombay Sapphire.
“São anos de estudos com vidros e várias formas de cravá-los em joias contemporâneas. Dessa vez, a opção foi trazer ainda mais para a joalheria tradicional, não no design, mas na lapidação”, conta Brennheisen.
As pedras de vidro azul são combinadas à prata com acabamento em ródio branco, escolha que reforça o contraste entre o metal e a cor vibrante do material reciclado.
Uma segunda vida para a garrafa
A transformação do vidro em joia também representa uma extensão da pesquisa de Brennheisen sobre reutilização de materiais e novas possibilidades para o design contemporâneo.
Para a designer, trabalhar com um material que originalmente foi pensado para o universo das embalagens, com proposta de apresentar e armazenar um produto, permite questionar a percepção sobre o que pode ou não ser considerado uma matéria-prima preciosa.
“Representa anos que experimento livremente a reutilização de material e o quanto, cada vez mais, não é possível a extração. As matérias-primas disponíveis, se valorizadas como fizemos nessa coleção, impactam e trazem beleza de forma tal qual”, afirma.
Em vez de criar uma joia que apenas remete à garrafa, o projeto transforma a própria garrafa em parte da joia.
Sobre Bombay Sapphire
Criada na Inglaterra e inspirada na tradição dos gins londrinos do século XVIII, Bombay Sapphire é uma das marcas de gin premium mais reconhecidas do mundo. Parte do portfólio da Bacardi Limited, a marca se destaca por sua icônica garrafa azul e pelo processo pioneiro de infusão a vapor, que preserva os aromas naturais dos botânicos, resultando em um gin equilibrado, cítrico e sofisticado.
Sobre o Grupo Bacardi
Fundada por Don Facundo Bacardí Massó, em Santiago de Cuba no ano de 1862, a Bacardi está na sua sétima geração da família a comandar a empresa. Com presença em mais de 170 países, a companhia tem um portfólio com mais de 200 marcas e rótulos, incluindo o rum Bacardi, líder de vendas e premiações no mundo; o gin Bombay Sapphire, líder mundial em sua categoria; e a vodka Grey Goose, líder na categoria super premium.
Bombay Sapphire
bacardi@rpmacomunicacao.com.br
RPMA COMUNICAÇÃO
Dengue grave: estudo do Einstein mapeia impacto da doença em UTIs brasileiras
Análise de uma década revela quais perfis de pacientes concentram o maior risco de morte por doença
São Paulo, outubro de 2026 — O maior e mais abrangente estudo sobre dengue grave em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) na América do Sul revelou os indicadores registrados nas primeiras 24 horas de internação que ajudam a identificar pacientes com maior risco de morte. Conduzida por profissionais do Einstein Hospital Israelita, em conjunto com Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), a pesquisa analisou mais de 40 mil admissões em UTIs ao longo de 10 anos (2015 a 2024) e identificou como principais fatores associados à mortalidade por dengue grave a idade avançada, a fragilidade prévia dos pacientes e sinais precoces de queda de pressão. O artigo foi publicado no periódico científico internacional Journal of Critical Care.
A investigação avaliou duas grandes bases de dados nacionais complementares: o registro "UTIs Brasileiras", contemplando 32.016 internações em 357 hospitais públicos e 454 privados, e o banco de dados administrativo do DATASUS, com 11.241 admissões em UTIs públicas do Sistema Único de Saúde (SUS).
Grupos de maior risco e fatores críticos
A mortalidade hospitalar acumulada atingiu 8,2% no registro de UTIs brasileiras e 18,6% na base do DATASUS. O mapeamento identificou três grupos que exigem atenção especial no acompanhamento de casos graves de dengue:
Idosos: a mortalidade aumentou com a idade, passando de 3,5% entre pacientes de até 40 anos para 14,4% entre aqueles com mais de 65 anos no registro de UTIs. Na base do DATASUS, esse percentual chegou a 30% na mesma faixa etária.
Pacientes mais vulneráveis e com comorbidades: a mortalidade foi de 17% entre os pacientes identificados como frágeis no momento da internação. Esse grupo inclui, por exemplo, pessoas que já apresentavam limitações físicas ou outros problemas de saúde que reduzem a capacidade do organismo de reagir a doenças graves. Além disso, 35% apresentavam pelo menos uma doença crônica ativa.
Pacientes que desenvolvem comprometimento circulatório grave: entre aqueles que precisaram de medicamentos para elevar a pressão arterial (vasopressores) nas primeiras 24 horas de internação em UTI, a mortalidade foi de 55,4%, segundo análise da base de dados UTIs Brasileiras.
Sobre os mecanismos que tornam a doença tão letal nestes perfis, a rápida deterioração do sistema circulatório exige atenção imediata aos primeiros sinais. "A dengue costuma ter evolução benigna na maior parte dos casos, mas na sua manifestação grave o vírus desencadeia uma reação inflamatória e circulatória muito agressiva, levando ao choque. A taxa de mortalidade superior a 50% nos pacientes que precisam de vasopressores nas primeiras horas mostra o quão crítico é esse comprometimento. Em idosos e doentes crônicos, a capacidade de recuperação do organismo é menor, o que favorece a rápida piora do quadro clínico. Por isso, a avaliação médica não pode tardar ao primeiro sinal de alerta: converter a complexidade da doença em diagnóstico precoce é o que salva vidas", explica o Dr. Henrique Fonseca, pesquisador da Academic Research Organization (ARO) do Einstein.
Primeiras 24 horas revelam os perfis mais vulneráveis
Ao analisar as taxas de mortalidade hospitalar, a pesquisa constatou que quanto mais grave o quadro do paciente no momento da chegada à UTI, maior o risco de óbito. Essa relação é observada especialmente entre aqueles que já necessitam de suporte intensivo imediato na admissão, indicando um nível de criticidade que reduz drasticamente as chances de recuperação.
Os indicadores registrados nas primeiras 24 horas de internação mostram que 5,8% dos pacientes precisaram de ventilação mecânica invasiva, 7,2% receberam medicamentos vasopressores para manter a pressão arterial e 1,7% necessitaram de terapia renal substitutiva (diálise). Entre os pacientes que precisaram de vasopressores logo no primeiro dia de internação, a mortalidade hospitalar alcançou 55,4%, o maior percentual observado entre os grupos analisados no estudo.
Para os pesquisadores, esses indicadores das primeiras 24 horas funcionam como uma ferramenta valiosa para reconhecer precocemente os perfis mais vulneráveis e antecipar intervenções. "Os dados sugerem que a demora para admitir o paciente na UTI, com sua chegada num momento de maior gravidade, pode contribuir de forma relevante para um desfecho desfavorável. É por isso que buscamos, com essa pesquisa, gerar inteligência de vida real a partir dos indicadores para que os profissionais consigam reconhecer e agir rapidamente, muito antes de o paciente entrar em choque", avalia o Dr. Luciano Azevedo, pesquisador da Academic Research Organization (ARO) do Einstein.
Gestão e Aprimoramento de Fluxos
A partir dos achados, o mapeamento oferece subsídios práticos para orientar a tomada de decisão. "O estudo mostra que, se quisermos reduzir de forma sustentável as mortes por dengue no país, o nosso foco de gestão deve ser aperfeiçoar os fluxos de regulação e triagem pré-hospitalar. Em cenários de sobrecarga de leitos ou epidemias sazonais, a priorização máxima no encaminhamento intensivo e de urgência deve ser dada imediatamente a idosos, portadores de comorbidades e pacientes com sinais precoces de queda de pressão, garantindo o acesso antes que o quadro se torne irreversível", destaca Lucas Corrêa, gerente do Centro de Estudo e Promoção de Políticas de Saúde do Einstein.
O artigo “Clinical outcomes of dengue patients requiring intensive care in Brazil: A 10 year nationwide observational study” foi conduzido por pesquisadores da Academic Research Organization (ARO) e do Centro de Estudo e Promoção de Políticas de Saúde do Einstein Hospital Israelita em conjunto com Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), Epimed Solutions, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidad Autónoma de Chile e Universidade NOVA de Lisboa (Portugal).
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