quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Prime Video divulga trailer, cartaz e novas imagens de “Marília Mendonça: Sentimento Louco”

Prime Video divulga trailer, cartaz e novas imagens de “Marília Mendonça: Sentimento Louco” Série documental estreia em 16 de outubro e revisita a vida e a carreira da cantora com arquivos pessoais e depoimentos de familiares, amigos e parceiros de estrada O Prime Video divulgou o trailer, o cartaz oficial e novas imagens de “Marília Mendonça: Sentimento Louco”, série documental Original Prime que estreia em 16 de outubro. A produção retrata a trajetória da cantora goiana, sua ascensão no sertanejo e o legado de uma artista que marcou uma geração. Natural de Cristianópolis, em Goiás, Marília Mendonça conquistou o público com composições que traduzem experiências afetivas, uma presença autêntica e uma relação próxima com os fãs. Conhecida como a Rainha da Sofrência, tornou-se uma das principais vozes da música brasileira e contribuiu para ampliar o protagonismo feminino no sertanejo. Com acesso exclusivo a arquivos pessoais e depoimentos de familiares, amigos e parceiros de estrada, a série revisita momentos da vida e da carreira da artista. A proposta é apresentar os bastidores de sua trajetória, aproximando o público tanto da cantora que alcançou projeção nacional quanto da mulher por trás dos palcos. A produção também aborda a permanência de sua obra na memória do público. Mesmo após sua morte precoce, as canções de Marília seguem presentes na vida dos fãs, mantendo viva a conexão construída ao longo de sua carreira. “Marília Mendonça: Sentimento Louco” é o primeiro grande lançamento sobre a vida e a obra da cantora após o acordo de licenciamento firmado pela Amazon para a produção de projetos dedicados à sua história. Segundo a empresa, a iniciativa representa o maior investimento do serviço na memória de uma artista brasileira. O compromisso também inclui o filme “Marília”, com Marina Versos no papel-título e participação de Hermila Guedes, Klara Castanho, Sophia Valverde e Marcelo Serrado. Produzida pela Chatrone e pela Kromaki, a série documental tem direção de Susanna Lira. Valentina Castello Branco, Gabriela Altaf e Fabiana Assis integram a equipe de roteiristas. A produção estará disponível no Prime Video, como parte dos benefícios da assinatura Amazon Prime. Serviço *Prime Video divulga trailer, cartaz e novas imagens de “Marília Mendonça: Sentimento Louco”* Materiais: https://drive.google.com/drive/folders/1KrKd6S1ky-f0cdRH99O9XbCN41sVVHNw Trailer: https://youtu.be/cnP0s8A1z8c?is=nnmo3ykYOK9F3cbj Prime Vídeo: https://www.primevideo.com/-/pt_BR/ Informações para a imprensa: amazonprimevideo@atomicalab.com.br / (11) 2769-3806 Assessoria de Imprensa Local Palavra Comunicação Instagram: @palavracomunicacao E-mail: noticias@palavracom.com

Mulheres jovens também precisam se atentar ao câncer de mama

Mulheres jovens também precisam se atentar ao câncer de mama Neste Outubro Rosa mastologista esclarece cuidados que elas precisam ter desde mais novas Uma análise do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), com base em registros do Painel-Oncologia, identificou mais de 108 mil diagnósticos de câncer de mama em mulheres com menos de 50 anos no Brasil entre 2018 e 2023. Na faixa etária entre 40 e 49 anos foram registrados 71.204 casos, enquanto outros 19.576 ocorreram entre mulheres de 35 a 39 anos. No total, as mulheres com menos de 50 anos corresponderam a aproximadamente um terço dos diagnósticos registrados no levantamento. Os números reforçam que, embora o risco de câncer de mama aumente com a idade, a doença também pode ocorrer em mulheres mais jovens. O mastologista Wellington Souza, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, destaca que é importante que as mulheres conheçam suas próprias mamas. “Eu oriento minhas pacientes a conhecerem suas mamas. Elas podem fazer o autoexame regularmente, não como uma forma de rastreamento ou diagnóstico do câncer, mas principalmente para conhecer o que é normal para o próprio corpo e conseguir perceber quando alguma coisa mudou”, afirma. Se alguma alteração for encontrada, deve-se procurar um mastologista para avaliação. Entre os sinais que merecem atenção apontados pelo especialista estão o aparecimento de um nódulo novo, uma área endurecida ou diferente do restante da mama, mudança na textura da pele, vermelhidão persistente, retração da pele ou do mamilo e saída espontânea de secreção pelo mamilo, principalmente quando sanguinolenta. “É importante lembrar que uma dessas alterações não significa necessariamente que seja câncer. Muitas alterações nas mamas, principalmente nas mulheres mais jovens, são benignas. O importante é não ignorar uma mudança nova ou persistente e não tentar acompanhar ou diagnosticar a alteração sozinha. O diagnóstico precoce aumenta as possibilidades de tratamento e pode fazer uma grande diferença na evolução da doença”, ressalta o médico. Redução do risco Wellington Souza explica que não existe uma maneira de eliminar completamente o risco de câncer de mama, mas algumas escolhas ao longo da vida podem reduzi-lo. “O excesso de peso, o sedentarismo e o consumo de bebidas alcoólicas estão associados ao aumento do risco. Por outro lado, praticar atividade física regularmente, manter um peso adequado, não fumar e moderar ou evitar o consumo de álcool são atitudes importantes para a saúde e que podem contribuir para a redução do risco de câncer”, explica. O mastologista ressalta ainda que mesmo jovem e sem histórico familiar pode-se desenvolver a doença. “A maioria das mulheres que desenvolve câncer de mama não tem uma história familiar importante. Ter casos da doença na família pode aumentar o risco, especialmente em determinadas situações, mas apenas uma parcela dos cânceres de mama está relacionada a fatores genéticos ou hereditários”, esclarece. Alguns fatores relacionados à história reprodutiva também estão associados ao risco da enfermidade, como não ter tido filhos ou ter a primeira gestação após os 30 anos. “Isso não significa que adiar a maternidade cause câncer de mama. Estamos falando de fatores associados ao risco, e não de uma relação direta de causa e efeito. O desenvolvimento da doença envolve uma combinação de diversos fatores, muitos deles fora do controle da mulher”, pontua. Segundo o médico, é importante não transformar a prevenção em uma lista de regras, pois a maioria das mulheres que desenvolve câncer de mama não fez necessariamente algo “errado”. “A mensagem principal é que a mulher jovem não deve ter medo do câncer de mama, mas também não deve achar que ele é uma doença exclusivamente de mulheres mais velhas. Conhecer as próprias mamas, manter hábitos saudáveis e procurar avaliação médica quando surgir alguma alteração são cuidados que devem fazer parte da atenção à saúde desde cedo”, conclui.
O mastologista Wellington Souza ressalta que mesmo jovem e sem histórico familiar pode-se desenvolver a doença Arquivo pessoal COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS

Legado Incorporações na Porsche Cup Brasil

Legado Incorporações na etapa Endurance da Porsche Cup Brasil, realizada no dia 3 de outubro, no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília.
O comunicador especializado em esportes Bruno de Castro encontrou Bráulio de Paula e Victor Albuquerque, sócios da Legado Incorporações, durante a etapa Endurance da Porsche Cup Brasil, em Brasília. A prova de 300 quilômetros reuniu nomes como Felipe Massa, Nelsinho Piquet e Felipe Drugovich e teve ingressos esgotados no Autódromo Internacional Nelson Piquet.
A corretora Cecília Kopper e Marina Barros, coordenadora da Legado Incorporações em Brasília, durante a programação da Porsche Cup Brasil no último sábado (3). A presença da empresa no evento reforçou uma relação já próxima com o público brasiliense, que está entre os que mais têm buscado o Encontro das Águas, empreendimento de segunda moradia da incorporadora em Abadiânia (GO) . Ana Rita Monteiro

Bougainville recebe roda de conversa sobre câncer de mama

Bougainville recebe roda de conversa sobre câncer de mama APCAM Conecta reúne especialistas, pacientes e rede de apoio em ação do Outubro Rosa; encontro, que acontece no dia 17, terá participação da influenciadora Brenda Gontijo, diagnosticada recentemente com a doença
O câncer de mama pode fazer parte da vida de uma mulher, mas não precisa definir toda a sua história. É com essa mensagem que a APCAM, entidade que acolhe e orienta pacientes em Goiânia, promove no dia 17 de outubro, a partir das 17h, o APCAM Conecta, uma roda de conversa sobre a doença em suas diferentes etapas: antes, durante e depois. O encontro acontece no Bougainville Shopping, em edição especial do Outubro Rosa, sob o lema “Informação que aproxima. Acolhimento que fortalece.” A programação vê a mulher de forma integral e aborda prevenção, diagnóstico, tratamento, direitos das pacientes, saúde emocional, reabilitação e apoio. Participam profissionais de mastologia, psicologia, nutrição, advocacia, fisioterapia, direito e do SUS e de representantes da rede de apoio, como familiares, amigos e comunidade. Uma das convidadas é a influenciadora Brenda Gontijo, que recebeu recentemente o diagnóstico de câncer de mama. O evento também terá apresentação musical e coffee break ao final. “Ninguém deveria enfrentar o câncer de mama sozinho. Esse encontro é para isso: informar, aproximar e lembrar a cada mulher que ela tem uma rede ao seu lado. Contar com o apoio oficial do Bougainville nessa ação de conscientização, assim como dos profissionais, fornecedores e voluntários que fazem a APCAM acontecer o ano inteiro, é muito importante para nós”, comenta Rita de Cássia, voluntária da APCAM.
Três décadas de acolhimento Fundada em 1996, a APCAM – Associação dos Portadores de Câncer de Mama completa 30 anos de atuação. A entidade filantrópica e sem fins lucrativos acolhe e presta assistência a pacientes e familiares, e mantém grupos de convivência, palestras, oficinas, atividades de dança e ações de autoestima, como o Dia da Beleza e o Miss APCAM. Toda semana, compra carne para preparar o almoço oferecido às pacientes em tratamento no CORA, no Hospital das Clínicas, pois muitas delas precisam de muito mais do que atendimento médico: precisam de acolhimento, alimentação, transporte e dignidade. Como ajudar A associação sobrevive principalmente de doações e de ações como a Loja Rosa, bazares e pamonhadas. Podem ser doados sutiã pós-mastectomia ou cirúrgico, hidratantes, braçadeiras e luvas de compressão, alimentos não perecíveis, carne e outras proteínas, perucas, cabelos para a confecção de perucas, cadeiras de rodas e medicamentos. Também é possível contribuir financeiramente. Serviço: APCAM Conecta – roda de conversa sobre o câncer de mama Quando: sábado, 17 de outubro, das 17h às 20h Onde: piso 3 do Bougainville Shopping Inscrição gratuita no @bougainvilleshopping Da Cidade o Coração, Bougainville Shopping Com 36 anos de trajetória, o Bougainville é um tradicional ponto de encontro no Setor Marista, o bairro mais nobre da capital. Reúne operações de moda, gastronomia, beleza e entretenimento, além de proporcionar momentos de respiro, em um ambiente acolhedor e charmoso. O shopping tem orgulho de fazer parte da história de Goiânia e oferece cultura, diversão e praticidade para os moradores da região. Possui a primeira sala VIP de cinema da cidade, a única agência VAPT VUPT com emissão de passaporte, o tradicional Empório Piquiras, entre outras marcas goianas. A gestão é da administradora de shopping centers NIAD. Kasane Dora Teruel Assessora de Imprensa

Outubro Rosa: além do tratamento, o câncer de mama também exige cuidado com as emoções

Outubro Rosa: além do tratamento, o câncer de mama também exige cuidado com as emoções Psicanalista explica como pacientes e familiares podem lidar com medo, ansiedade e mudanças provocadas pelo diagnóstico e pelo tratamento O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil. Para o triênio 2026–2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 78,6 mil novos casos por ano no país. Entre as mulheres, a doença representa aproximadamente 30% dos casos novos de câncer. Durante o Outubro Rosa, a atenção costuma se concentrar na prevenção, na importância do diagnóstico precoce e no acesso ao tratamento. Mas existe uma outra dimensão que também merece espaço: como lidar emocionalmente com o impacto que o câncer provoca na vida da paciente e de toda a família? Receber um diagnóstico de câncer pode despertar medo, insegurança, ansiedade e uma série de dúvidas sobre o futuro. Para quem está ao redor, o desafio também pode ser grande. Filhos, companheiros, pais, irmãos e amigos muitas vezes passam a viver uma rotina de preocupação e nem sempre sabem como oferecer apoio sem transformar o cuidado em excesso de cobrança ou proteção. “A doença não atinge somente o corpo. Ela também pode provocar uma ruptura na maneira como a pessoa se percebe, se relaciona e imagina o próprio futuro. Por isso, é importante que exista espaço para falar sobre o medo, a tristeza, a raiva e todas as emoções que podem aparecer durante esse processo”, explica Araceli Albino, presidente do Sindicato dos Psicanalistas do Estado de São Paulo. Segundo a psicanalista, buscar apoio emocional não significa abandonar o tratamento médico ou acreditar que a força psicológica, sozinha, seja responsável pela recuperação. O acompanhamento emocional pode funcionar como um espaço de acolhimento para que a pessoa consiga elaborar aquilo que está vivendo e encontre maneiras de atravessar cada etapa do tratamento. O cuidado também pode se estender aos familiares. Muitas vezes, quem acompanha uma pessoa com câncer tenta demonstrar força o tempo todo e acaba deixando as próprias emoções de lado. “O familiar também pode sentir medo, angústia e impotência. Reconhecer esses sentimentos não significa ser fraco ou deixar de apoiar quem está doente. Pelo contrário, cuidar da própria saúde emocional pode ajudar essa pessoa a estar mais presente e disponível”, afirma Araceli. Nem sempre é preciso encontrar as palavras certas Diante de alguém que recebeu um diagnóstico de câncer, familiares e amigos podem ter dificuldade para saber o que dizer. Na tentativa de incentivar, frases como “você precisa ser forte” ou “vai dar tudo certo” podem acabar criando uma cobrança involuntária para que a pessoa esconda sentimentos difíceis. Para Araceli, mais importante do que encontrar uma frase perfeita é oferecer escuta e presença. Permitir que a pessoa fale sobre seus medos, respeitar seus momentos de silêncio e perguntar de que maneira ela gostaria de ser ajudada podem ser atitudes mais acolhedoras. O Ministério da Saúde também destaca a importância do apoio de amigos e familiares para pessoas que enfrentam o câncer, reforçando que o cuidado emocional faz parte do suporte ao paciente. Cuidar da mente também pode fazer parte da jornada A psicanálise pode ser um espaço para que pacientes e familiares encontrem acolhimento durante esse período. Na Clínica Ana Joaquina, ligada à atuação de Araceli Albino, são oferecidos atendimentos terapêuticos. O valor das sessões é definido após uma triagem inicial, de acordo com as condições e necessidades apresentadas. A proposta é oferecer um espaço de escuta para quem está enfrentando as mudanças provocadas pelo diagnóstico, pelo tratamento ou pela convivência próxima com alguém que está passando por essa experiência. “O mais importante é compreender que não existe uma maneira única ou correta de reagir ao diagnóstico. Cada pessoa vai elaborar essa experiência de uma forma. Ter um espaço onde possa falar sem julgamentos pode fazer diferença para atravessar esse momento”, completa Araceli. O Outubro Rosa, portanto, também pode ser um convite para ampliar a conversa. Além de lembrar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, a campanha pode ajudar a reforçar que cuidar de quem enfrenta o câncer também significa olhar para suas emoções, seus medos e suas relações. Afinal, o tratamento acontece no corpo, mas a experiência da doença envolve a pessoa inteira e também aqueles que caminham ao seu lado. Telma Cascello

Outubro Rosa

Outubro Rosa A Brasal Incorporações promove uma programação especial de conscientização e autocuidado, com palestras ministradas pelo médico do trabalho Vitor Hugo Soares em alusão à campanha de prevenção ao câncer do colo do útero. Organizadas pela equipe de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) e equipe médica, as atividades serão realizadas na sede administrativa da empresa e nos canteiros de obras dos empreendimentos Closer 23, Platz 36 by Brasal e Artesano Reserva Marista.
Kasane Dora Teruel Assessora de Imprensa Dora@kasane.com.br

Ex-repórter da Band vítima de assédio sexual lança manifesto feminista

Bruna Drews investiga as formas de domesticação da psique feminina em 'A Pílula Lilás' Após denunciar o assédio sexual que sofreu em uma importante emissora de televisão, repórter transforma experiências pessoais e profissionais em manifesto feminista sobre violência, silenciamento, misoginia e autonomia feminina
Medo, culpa, pressão estética, silenciamento e submissão. Em A Pílula Lilás, a jornalista e escritora Bruna Drews investiga como diferentes mecanismos sociais atuam na domesticação da psique feminina e condicionam mulheres a determinados comportamentos, papéis e expectativas. Construída como um manifesto feminista, a obra percorre temas como violência patriarcal, feminicídio, cultura do estupro, misoginia propagada nas redes sociais, pressão estética e transtornos alimentares. Repórter há mais de 15 anos, ela traz para a obra episódios vividos nos bastidores do telejornalismo brasileiro e algumas das reportagens que mais a marcaram, entre elas coberturas de casos de feminicídio e violência doméstica. Vítima de assédio sexual por parte de um apresentador de televisão, em um caso de forte repercussão nacional, Bruna encontrou na experiência da denúncia e nos acontecimentos que se seguiram um dos pontos de partida para a produção da obra. “O episódio aconteceu em 2018, quando eu ainda trabalhava como repórter de televisão”, relata a autora. “Comentários sobre meu corpo e situações constrangedoras durante as entradas ao vivo eram rotina, mas eu fazia o que muitas mulheres fazem para sobreviver no ambiente de trabalho: engolia, sorria e seguia trabalhando. O episódio que me fez decidir denunciar aconteceu em uma confraternização da emissora. Em determinado momento, o apresentador começou a comentar que eu tinha emagrecido, que preferia meu corpo antes, quando eu era mais ‘encorpada’, e fez uma declaração sexual explícita sobre se masturbar pensando em mim. Foi uma situação extremamente constrangedora, ainda mais porque havia outras pessoas na mesa. Na hora, eu fiquei paralisada. Só depois consegui dimensionar o que tinha acontecido.” O caso dominou a imprensa brasileira e, nas redes sociais, Bruna Drews passou a ser alvo de insultos e ameaças. Na esfera criminal, no entanto, uma questão processual impediu o prosseguimento da denúncia. Embora a notícia-crime tenha sido datada dentro do prazo legal, o documento foi protocolado dias após o limite previsto. Diante disso, o Ministério Público pediu a extinção da punibilidade e o caso foi arquivado sem que houvesse investigação ou depoimentos de testemunhas. Ao revisitar esse período, a autora discute como hierarquias, relações de poder, medo de retaliações e a cultura do silêncio podem contribuir para a naturalização de comportamentos abusivos nos ambientes profissionais. Para Bruna, em estruturas fortemente hierarquizadas, o medo de perder o emprego, de ser considerada “problemática” ou “difícil”, de sofrer retaliações ou deixar de receber oportunidades pode dificultar a reação e a denúncia. “No telejornalismo, isso pode ser ainda mais perverso porque existe muito ego e uma lógica de poder muito forte”, relata. O processo de escrita do livro durou cerca de um ano, mas foi precedido por um longo período de leituras e pesquisas. Ao retornar às próprias experiências a partir de novos referenciais, a autora passou a enxergá-las não apenas pela perspectiva de quem as viveu, mas também como parte de fenômenos sociais que atingem outras mulheres. “Algumas experiências que durante muito tempo foram apenas dor passaram a adquirir outro significado. O que um dia foi trauma acabou se transformando em propósito”, reflete. O título da obra nasce de uma inversão de sentido. Bruna recupera a metáfora da “pílula”, apropriada pelo movimento red pill como uma suposta revelação masculina sobre mulheres e relações entre os sexos, para propor o movimento contrário: imaginar o que aconteceria se as mulheres pudessem tomar uma pílula capaz de romper narrativas que aprenderam a aceitar sobre seus corpos, desejos, comportamentos e escolhas. A Pílula Lilás reúne diferentes referências da psicologia e do pensamento feminista. A obra dialoga com autores como Carl Jung, Simone de Beauvoir, Naomi Wolf, Clarissa Pinkola Estés e Márcia Tiburi, entre outros, a partir de ideias que contribuem para a investigação dos mecanismos sociais, culturais e psicológicos que moldam a identidade e o comportamento das mulheres. “Minha aproximação com a psicologia analítica de Jung, por exemplo, aconteceu depois que li Mulheres que Correm com os Lobos, de Clarissa Pinkola Estés. O livro despertou um interesse maior pelo pensamento junguiano e pela ideia de que existe uma dimensão mais profunda da psique que pode ser afastada, reprimida ou domesticada ao longo da vida. Essa perspectiva dialogou muito com o que eu queria investigar em A Pílula Lilás. A ideia de voltar ao eu mais profundo, de reconhecer aspectos de nós mesmas que foram abafados e de recuperar uma relação mais autêntica com nossos desejos, nossa intuição e nosso instinto”, afirma. Ao aproximar experiências pessoais de questões coletivas, o livro propõe um percurso de tomada de consciência. A recusa à submissão e a recuperação da autonomia aparecem como possibilidades de ruptura com padrões incorporados ao longo da vida. Mais do que oferecer respostas, Bruna pretende fazer com que as leitoras questionem comportamentos, culpas e situações que aprenderam a considerar naturais. “Muitas das experiências que estão no livro são muito íntimas, mas também são experiências coletivas. Quero que a leitora encontre ali uma situação que viveu, uma culpa que carregou, um comportamento que sempre achou que fosse apenas dela, e perceba que talvez exista algo maior por trás disso. A Pílula Lilás não foi escrita para oferecer respostas prontas, agradar todo mundo ou ser fácil de engolir. Quero que o livro provoque perguntas. Espero que, após a leitura, alguma mulher passe a olhar para si mesma com mais autonomia e questione aquilo que sempre acreditou que precisava aceitar. Se o livro conseguir produzir esse deslocamento, já terá cumprido seu papel”, finaliza Bruna Drews. Sobre a autora: Bruna Drews é jornalista, escritora e pesquisadora de comportamento feminino. Graduada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, atuou por mais de 15 anos no jornalismo televisivo, com passagens por grandes emissoras de TV aberta. Na Record, foi repórter do Programa do Gugu e do jornalismo da emissora; na Band, integrou as equipes de Tá na Tela, Café com Jornal e Brasil Urgente. Ao longo da carreira, cobriu diferentes temas e realidades, experiência que contribuiu para a construção de um olhar crítico sobre questões sociais, comportamento e os mecanismos culturais que influenciam especialmente a vida das mulheres. Atualmente, dedica-se à escrita e à pesquisa sobre comportamento, sociedade e subjetividade feminina. A Pílula Lilás Editora ‏ : ‎ Editora Labrador Autora: Bruna Drews - @abrunadrews Número de páginas: ‎224 Preço: R$ 69,90 Vendas: Amazon Imprensa: Iara Filardi - 55 11 99318 3805 atendimento@iarafilardi.com

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