terça-feira, 8 de setembro de 2026
In Concert - Maestro João Carlos, Péricles e Filarmônica de Goiás
Flamboyant In Concert encerra a temporada 2026 com João Carlos Martins, Péricles e Filarmônica de Goiás
Apresentação acontece no dia 29 de setembro, às 19h30, na Arena do Flamboyant Hall com repertório que atravessa música clássica, MPB, samba e pagode.
Goiânia recebe, no dia 29 de setembro, uma apresentação inédita, marcada pelo encontro de trajetórias musicais celebradas e estilos artísticos distintos na história da MPB. Na data, o Flamboyant In Concert traz à Arena do Flamboyant Hall o maestro João Carlos Martins, o cantor Péricles e a Orquestra Filarmônica de Goiás. Juntos, eles encerram a temporada 2026 do projeto, que, ao longo de duas décadas, promoveu mais de 160 shows memoráveis e encontros que valorizaram a cena cultural de Goiás.
A proposta do espetáculo traduz uma das marcas do projeto: aproximar o público de experiências musicais inéditas, capazes de conectar repertórios, artistas e emoções únicas a formatos exclusivos. Sob a regência de João Carlos Martins, um dos nomes mais importantes da música brasileira e referência internacional na interpretação da obra de Bach, a apresentação cria pontes entre o universo erudito e a música popular brasileira. Aos 86 anos, completados em 25 de junho de 2026, o maestro mostra seu dinamismo. Está à frente da Bachiana Filarmônica SESI-SP, dedica-se à turnê do espetáculo O Pianista e o Poeta e ainda assina um show exclusivo para o In Concert.
Reconhecido por sua trajetória de excelência, superação e dedicação à democratização da música clássica, João Carlos Martins construiu uma carreira consagrada como pianista. Mesmo após enfrentar doenças neurológicas e acidentes que o levaram a mais de 30 cirurgias, reinventou-se como maestro e como artista devotado à música. Entusiasta de projetos culturais e educacionais, segue atuando na formação de novas gerações de músicos e na ampliação do acesso à arte. Por isso, cada escolha para o show de Goiânia está sendo preparada para oferecer estética, sonoridade e variedade de instrumentos.
O repertório também visita o talento do cantor, compositor e instrumentista Péricles, um dos principais nomes do samba e do pagode brasileiro, à frente de sucessos que transitam pelo soul e R&B. Entre cordas, sopros e metais, a presença de talentos que consagram o trabalho da Orquestra Filarmônica de Goiás entre as referências do gênero no país engrandece a apresentação. Péricles participará de algumas das canções ao lado da orquestra e do maestro, que, em alguns momentos, irá se revezar ao piano, ampliando o diálogo artístico e a força de diferentes universos musicais.
Na seleção de canções previstas para a noite, o público poderá acompanhar obras que atravessam o tempo e evocam sensibilidades. Estão previstas “Jesus, Alegria dos Homens”, de Johann Sebastian Bach; “Dança Húngara”, de Johannes Brahms; “Cinema Paradiso”, de Ennio Morricone; “Amazing Grace”; e “What a Wonderful World”, além de muitas surpresas que visitam o vasto repertório da MPB.
Para o Flamboyant Shopping, o encerramento da edição 2026 reforça a relevância do In Concert como um dos projetos culturais mais tradicionais de Goiás. Criado em 2005, o evento se consolidou no calendário musical do Estado ao promover encontros entre o público goiano e grandes artistas da música brasileira e internacional, sempre com apresentações especiais e repertórios pensados para surpreender a cada edição. “Goiânia tem um público muito conectado, e o Flamboyant In Concert traz justamente essa proposta de aproximar as pessoas de artistas que fazem parte da história da música, sejam nomes da MPB ou internacionais. Ver essa iniciativa superar 20 edições e continuar despertando o interesse do público é algo muito significativo”, celebra Ricardo Leão, gerente de marketing do Flamboyant.
Ingressos limitados, experiências únicas
Os ingressos são limitados e podem ser obtidos mediante troca de notas fiscais de compras realizadas nas lojas aderentes e participantes da promoção no Flamboyant Shopping. Conforme regulamento disponível no site oficial www.flamboyant.com.br, a troca acontece presencialmente no posto localizado no piso 1, em frente à C&A, mediante apresentação das notas fiscais originais vinculadas ao CPF do participante e de documento oficial com foto. O período de participação para o show vai de 1º a 29 de setembro de 2026, ou enquanto houver ingressos disponíveis. Em 2026, o Flamboyant In Concert é patrocinado pela Claro e pela Unimed.
Serviço
Flamboyant In Concert
Show: Maestro João Carlos Martins e Péricles com Orquestra Filarmônica de Goiás
Data: 29 de setembro
Horário: às 19h30
Onde: Arena do Flamboyant Hall
Acesso: troca de ingressos de notas fiscais
Confira a mecânica por setores:
Setor vermelho* – a cada R$ 2.000 em compras, vale um ingresso (limitado a quatro convites por CPF).
Setor verde* – a cada R$ 1.500 em compras, vale um ingresso (limitado a quatro convites por CPF).
Setor azul* – a cada R$ 1.000 em compras, vale um ingresso (limitado a quatro convites por CPF).
*Importante observar o período vigente das notas fiscais para cada show, conforme regulamento. Para a apresentação de setembro, por exemplo, serão aceitas notas fiscais com o CPF do cliente de compras efetuadas entre os dias 1º a 29 de setembro de 2026 ou enquanto houver ingressos disponíveis para trocas. O regulamento completo pode ser consultado no site www.flamboyant.com.br.
Ficha técnica
Flamboyant In Concert
Realização: Flamboyant Shopping
Período: maio a setembro de 2026
Total de shows: cinco
Expectativa de público por show: cerca de duas mil pessoas
Horário: 19h30
Classificação etária: livre
Ingressos: mediante troca de notas fiscais de lojas do Flamboyant, aderentes a promoção
Local do posto de trocas: em frente à C&A, piso 1
Parceria: Claro
Patrocínio: Unimed
Mídia Partner: Executiva FM 97,1
Assessoria de imprensa: FatoMais Comunicação
Informações: 3546-2016
Sobre o Flamboyant In Concert
A iniciativa criada pelo Flamboyant Shopping em 2005 evidencia o Flamboyant In Concert entre os melhores projetos de marketing da América Latina. Entre as conquistas que reforçam a afirmação estão a silver no ICSC Awards Global e diversos prêmios concedidos pela Associação Brasileira de Shopping Centers. Para os clientes, além de um projeto de padrões internacionais, está o legado de reunir nomes como Djavan, Milton Nascimento, Gal Costa, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Geraldo Azevedo, Titãs, Ivan Lins, Jota Quest, Billy Paul, Lulu Santos, Zé Ramalho, Maria Rita, Ira!, Zeca Baleiro e muitos outros. Ao final de 2026, o projeto chega à marca de 166 shows.
Informações para a imprensa:
FatoMais Comunicação -
Incorporadora promove em seus canteiros de obras conscientização e ação solidária como prevenção à violência doméstica
Incorporadora promove em seus canteiros de obras conscientização e ação solidária como prevenção à violência doméstica
Colaboradores da FGR Incorporações estão arrecadando roupas femininas e infantis, itens de higiene pessoal, bijuterias, acessórios, brinquedos e alimentos que serão doados ao Cevam. Uma em cada três brasileiras viveu alguma situação de violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses, aponta pesquisa
A campanha Agosto Lilás, voltada para prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher, se encerra, mas sua mensagem segue sendo essencial ao longo de todos os meses do ano. Números da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, produzida pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV) do Senado Federal, demonstram essa necessidade de se manter o assunto em evidência: uma em cada três brasileiras viveu alguma situação de violência doméstica ou familiar nos últimos 12 meses, mas apenas 4% declararam espontaneamente ter sofrido violência e outros 29% não se reconhecem como vítimas, embora tenham relatado situações concretas de agressão.
Nesse sentido, não só os indivíduos, as famílias, os veículos de mídia e órgãos públicos devem estar engajadas no tema, mas também as empresas precisam e devem contribuir para esse debate. Para Rafael Carlos Gonçalves, coordenador do Departamento de Gestão e Gente da FGR Incorporações a violência contra a mulher afeta diretamente a saúde física e mental, o desempenho profissional, a produtividade e a estabilidade econômica das colaboradoras e de suas famílias. “Esse ainda, infelizmente, é um problema estrutural do nosso país e também em boa parte do mundo. Sem falar que é um tema que afeta não só as mulheres e suas famílias, mas toda a sociedade, o que inclui as empresas”, avalia Rafael.
Amanda Caldas Natividade, analista do Departamento de Gestão e Gente da FGR Incorporações, juntamente com outros colaboradores do Departamento de Saúde e Segurança do Trabalho da incorporadora, coordena uma ação interna que está levando conscientização a colaboradoras e colaboradores, mas também mobilizando a solidariedade de todos.
Segundo ela, ao longo deste último mês de agosto e parte de setembro durante os DSS, que são os Diálogos Semanais de Segurança nas obras, foram convidadas Polícias Militares mulheres do Batalhão Maria da Penha de Goiânia, membros do grupo Mulher + Segura da Guarda Municipal de Senador Canedo e a delegada Bruna Coelho, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Aparecida de Goiânia, para ministrarem breves palestras sobre prevenção e mecanismos de enfrentamento à violência domésticas contra as mulheres. “Levamos essa ação de conscientização para os cinco maiores canteiros de obras em andamento hoje e na nossa Área de Assistência Técnica. Além disso, em paralelo, estamos arrecadando até o dia 11 de setembro em todas as nossas obras roupas femininas e infantis, itens de higiene pessoal, bijouterias, acessórios, brinquedos e alimentos itens que serão doados ao Cevam [Centro de Valorização da Mulher, em Goiânia]”, afirma Amanda, ao anunciar que os itens arrecadados serão entregues ao Cevam ainda neste mês de setembro.
A analista de gestão e gente da FGR explica que os pontos de arrecadação dos itens estão na sede da FGR, na Cidade Empresarial em Aparecida de Goiânia, na obra do Jardins Berlim, em Senador Canedo; no Jardins Cannes, em Aparecida de Goiânia; e nas salas de Segurança do Trabalho de todas as obras da incorporadora.
Inspiração
Amanda explica ainda que a arrecadação dos itens para o Cevam foi inspirada em outra campanha solidária interna da FGR chamada “Calor que Constrói”. Na oportunidade, colaboradores das obras dos Jardins Turim, Jardins Berlim, Jardins Zurique e Jardins Cannes, arrecadaram agasalhos, coberturas e itens de higiene pessoal para lar de idosos, em Senador Canedo e em Goiânia.
A ideia partiu da equipe de Saúde e Segurança do Trabalho do Jardins Turim, em Senador Canedo, mas logo ganhou a forte adesão dos funcionários das obras e também da sede administrativa da FGR. Ao todo foram arrecadadas mais de 220 peças de agasalhos e de cobertores que foram doados para o Recado do Sonho - Lar para Idosos, em Senador Canedo; e para o Centro de Idosos Sagrada Família, em Goiânia.
COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS
Técnica de massagem de 25 minutos é criada para aliviar tensão e promover relaxamento
Técnica de massagem de 25 minutos é criada para aliviar tensão e promover relaxamento
Método desenvolvido pela empresária Mayra Morais concentra movimentos em cabeça, pescoço e trapézio e busca atender pessoas com rotinas de estresse e pouco tempo disponível
A busca por alternativas rápidas para reduzir a tensão provocada pela rotina tem impulsionado o interesse por técnicas de bem-estar que possam ser incorporadas ao dia a dia. Entre as propostas está a Alívio Fast, método de massagem criado pela empresária Mayra Morais, CEO da rede Fast Massagem, com sessões de 25 minutos.
A técnica concentra o atendimento na região da cabeça, pescoço e trapézio, áreas que costumam acumular tensão muscular. A sessão utiliza movimentos circulares nas têmporas, estímulos suaves na região dos olhos e sobrancelhas, além de manobras na mandíbula e compressões leves.
De acordo com Mayra, a proposta surgiu a partir da percepção de uma demanda entre clientes que buscavam uma experiência mais direcionada para regiões afetadas pelo estresse. “A Alívio Fast nasceu para quem não tem tempo, mas precisa parar. É um refúgio silencioso em meio ao caos do dia a dia”, afirma.
Além do trabalho corporal, a técnica é estruturada para proporcionar um período de pausa durante a rotina. Ao longo da sessão, o cliente permanece deitado e em silêncio, criando um intervalo dedicado ao relaxamento.
A empresária afirma que a procura pelo método está relacionada principalmente a queixas de tensão na cabeça, pescoço e ombros. “Percebi essa necessidade quando vários clientes passaram a pedir, espontaneamente, uma massagem só para cabeça e pescoço. Era o corpo pedindo pausa”, relata.
Embora seja procurada por pessoas que relatam estresse, tensão muscular e dores na região da cabeça, a massagem não substitui avaliação médica ou tratamento profissional em casos de sintomas persistentes. Dores de cabeça frequentes, enxaqueca e quadros de ansiedade, por exemplo, devem ser avaliados individualmente por profissionais de saúde.
Para Mayra, o principal diferencial da técnica está justamente na duração reduzida. A proposta é permitir que o cuidado com o corpo seja incluído na rotina mesmo para quem dispõe de pouco tempo.
“Não é necessário separar uma grande parte do dia para fazer uma pausa. A ideia é oferecer um momento curto de cuidado que possa caber na rotina”, explica.
Sobre a Fast Massagem
A Fast Massagem é uma rede especializada em serviços de bem-estar e autocuidado, criada por Mayra Morais. A empresa trabalha com atendimento sem hora marcada e oferece diferentes técnicas de massagem, com foco em praticidade e relaxamento
Wp Conectada
Mari Hipólito
+55 62 99802 2523
mari@wpconectada.com
Imersão na Ásia
Imersão na Ásia
A dermatologista Dra. Maria Lígia e o nutrólogo Dr. Arthur Rocha, embarcaram em uma jornada de atualização profissional pela Ásia, com passagem pela Coreia do Sul e Japão.
Na Coreia do Sul, os especialistas vão conhecer clínicas de dermatologia e se aprofundar nos estudos sobre o skincare coreano, reconhecido mundialmente pelas técnicas e cuidados voltados à saúde e aparência da pele. O objetivo é conhecer de perto os métodos utilizados no país e desvendar os principais segredos por trás da famosa pele coreana.
A viagem segue para Tóquio, no Japão, onde a Dra. Maria Lígia participa do AMWC Asia, um dos grandes congressos da área de dermatologia e estética, reunindo especialistas e novidades do setor. A experiência promete trazer novos conhecimentos, tendências e tecnologias da Ásia para a atuação dos profissionais em Goiás na Clínica Supreme.
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Instituto Elon Soares realiza aulão prático sobre impermeabilização para alvenaria
Instituto Elon Soares realiza aulão prático sobre impermeabilização para alvenaria
Aulão gratuito, em Trindade, é aberto à comunidade em geral e acontece nesta terça-feira (08/09)
Ter um imóvel sempre belo, com a pintura conservada e a estrutura protegida é um desejo dos proprietários, mas muitos erram em só pensar nesta questão somente na hora em que o problema aparece. Proteger o imóvel de infiltrações que podem comprometer tanto a estética quanto a estrutura do imóvel é um dever que deve ser realizado ainda no planejamento da obra e da reforma e não deve ser negligenciado. Quem explica é o professor Oswaldo Serafim, consultor técnico há 19 anos na indústria AkzoNobel e com mais de 26 anos na área de tintas.
O especialista irá ministrar um aulão gratuito com o tema Aditivos e Impermeabilização para Alvenaria, em parceria com a Coral Tintas, na próxima terça-feira, 08 de setembro, das 19h às 22h na sede do Instituto Elon Soares, no Jardim Scala, em Trindade, Goiás. O evento é aberto a profissionais que desejam se qualificar ainda mais na área ou até para membros da comunidade que possam se interessar em replicar este aprendizado em casa.
De acordo com o instrutor, o aulão visa fomentar entre os profissionais do mercado brasileiro o uso correto dos produtos na área de tintas e impermeabilização para que alcancem os melhores resultados. “Temos bons produtos no mercado interno, disponíveis para o consumidor; mas, muitas vezes, o produto não atende aos requisitos, por causa de má aplicação, feita de forma inadequada ou indevida”, avalia ele.
Ele reforça que investir na impermeabilização durante a obra não é gasto, é investimento, que vai resultar em mais durabilidade e qualidade da obra. “No Brasil há uma tradição de construção com alvenaria, que envolve cimento, areia e tijolo, basicamente. É uma superfície muito seca, mas quando ela recebe um contato com água, esta invade aquela superfície e migra para outras partes da alvenaria. Se a superfície tiver apenas uma pintura comum, pode ocorrer manchas, mau-cheiro e outros problemas decorrentes da infiltração além de prejudicar a vida útil daquele imóvel”, esclarece.
Oswaldo destaca que a impermeabilização traz como benefícios aumento da vida útil do imóvel, manutenção da qualidade e do estado de uso, uma estética saudável, proteção da saúde dos moradores evitando propagação de mofo, além de contribuir com a valorização dos imóveis. No aulão, segundo ele, haverá explicação teórica e prática sobre como preparar a superfície, reconhecimento do estado do local de aplicação, orientação sobre quantas vezes o produto deve ser aplicado ou qual produto específico para cada finalidade.
São 45 vagas no total. Para participar os interessados devem fazer inscrição prévia pelo link: https://forms.gle/ABSRebEoxhccE7JT6
Sobre o Instituto Elon Soares
O Instituto Elon Soares é uma instituição sem fins lucrativos fundada em 2025 pelo Grupo Soares. Com sede em Trindade, Goiás, o objetivo do IES é promover a dignidade do ser humano por meio do trabalho, um lema de vida do fundador da instituição e do Grupo Soares, o senhor Elon Soares. Com foco na promoção de mais oportunidades de trabalho e geração de renda, o Instituto oferece diversos cursos gratuitos na área da construção civil para a comunidade e também oferece apoio na inclusão no mercado de trabalho.
Entre os cursos oferecidos atualmente estão o de pintor de paredes, de instalador de pisos, de aplicador de impermeabilização, encanador/instalador hidráulico, instalador de telhados e de personal organizer.
COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS
Depressão: quando a tristeza não é apenas "coisa da idade"
Depressão: quando a tristeza não é apenas "coisa da idade"
Apatia, dores persistentes, alterações no sono e até problemas de memória na terceira idade podem esconder um quadro depressivo
São Paulo, setembro de 2026 – A ideia de que um idoso está triste porque envelheceu pode esconder um problema de saúde. Na terceira idade, a depressão nem sempre se manifesta pela tristeza. Apatia, isolamento, dores persistentes, alterações no sono e no apetite e dificuldades de memória também podem indicar o quadro, que ainda é subdiagnosticado.
No Brasil, cerca de 36 milhões de pessoas têm 60 anos ou mais, segundo o Ministério da Saúde . E a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 15% das pessoas com 70 anos ou mais vivem com algum transtorno mental. Depressão e ansiedade estão entre os problemas mais comuns nessa faixa etária, mas frequentemente permanecem sem diagnóstico e tratamento.
“Envelhecer envolve mudanças e adaptações a perdas, mas a depressão modifica a maneira como a pessoa vive”, afirma Luis Alberto Saporetti, geriatra do Hospital Sírio-Libanês.
Segundo o especialista, tristeza e depressão não são sinônimos. “Tristeza é uma emoção. Quando os sentimentos permanecem por muito tempo, é preciso prestar atenção. Na depressão, há perda de prazer, desânimo, sensação de culpa ou inutilidade e prejuízo na vida cotidiana.”
Um dos motivos que dificultam o reconhecimento da depressão na velhice é a forma como ela se manifesta. Irritabilidade, falta de energia, apatia, insônia, perda de apetite, emagrecimento, dificuldade de concentração e queixas físicas podem ser sinais mais evidentes do que tristeza ou choro.
“A apatia merece atenção especial. É aquela perda de iniciativa em que a pessoa vai deixando de fazer coisas que antes faziam parte da vida. Pode parar de cozinhar, cuidar do jardim, encontrar os amigos, passear, cuidar da aparência ou participar da família”, afirma Saporetti.
O problema é que, nessa fase da vida, sintomas físicos também podem ser atribuídos automaticamente à idade ou a doenças já existentes. Uma dor persistente, por exemplo, pode ter uma causa orgânica, mas também pode ser agravada pela depressão e vice-versa.
“A relação entre dor crônica e depressão é de mão dupla. A dor pode limitar a mobilidade, prejudicar o sono, reduzir atividades prazerosas e favorecer o isolamento. Ao mesmo tempo, a depressão pode aumentar o sofrimento associado à dor e dificultar a adesão ao tratamento”, explica o médico.
Perda de memória é outro sinal que pode confundir familiares. Como a depressão pode comprometer a atenção e a capacidade de tomar decisões, o idoso pode parecer mais lento cognitivamente, ter dificuldade para acompanhar uma conversa ou reclamar constantemente de esquecimentos.
Isso não significa, porém, que toda alteração de memória seja consequência de um quadro depressivo. Depressão e doenças neurodegenerativas, como demências, podem coexistir e precisam ser diferenciadas por meio de uma avaliação profissional.
“Quando existe uma mudança significativa da memória, principalmente se ela é progressiva ou começa a prejudicar atividades como administrar dinheiro, medicamentos, compromissos ou tarefas domésticas, é necessária uma investigação”, diz Saporetti.
Para o médico, o mais importante é entender que a idade, isoladamente, não causa depressão. “Muitas vezes são as condições nas quais aquela pessoa está envelhecendo que aumentam ou diminuem sua vulnerabilidade”, diz.
Convivência também é cuidado
Manter vínculos sociais pode funcionar como fator de proteção. Atividades comunitárias, grupos de convivência, cursos, encontros com amigos, familiares, comunidades religiosas e voluntariado podem contribuir para o bem-estar. Mas, quando a depressão está instalada, o idoso pode não ter disposição para retomar a vida social.
“Estimular não significa obrigar. O idoso precisa, primeiro, ser ouvido. A insistência, ainda que bem-intencionada, pode aumentar a culpa e o sofrimento”, explica Saporetti.
A atividade física também pode ajudar na prevenção e no tratamento. A OMS recomenda, para adultos mais velhos, pelo menos 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa por semana, além de exercícios de fortalecimento muscular e atividades que trabalhem equilíbrio e força.
Para os familiares, mudanças persistentes no comportamento devem servir de alerta. Deixar de fazer atividades de que gostava, evitar pessoas, perder o apetite, dormir mal, reclamar constantemente de dores ou perder a iniciativa são sinais que merecem atenção.
“É importante escutar antes de aconselhar. O familiar pode oferecer ajuda concreta, como marcar uma consulta, acompanhar o idoso ou ajudá-lo a explicar ao profissional o que está acontecendo”, pondera o especialista.
O diagnóstico é clínico e considera o histórico da pessoa, estado mental, condições físicas, medicamentos utilizados e o contexto psicossocial. O tratamento pode envolver psicoterapia, medicamentos ou a combinação das duas abordagens, de acordo com cada caso.
“Envelhecer não significa perder a vontade de viver, nem viver triste e isolado. Quando o sofrimento se prolonga, apaga o interesse pela vida e reduz a autonomia, não devemos simplesmente dizer que é da idade”, diz Saporetti.
Autonomia também é parte do envelhecimento saudável
A promoção do envelhecimento saudável também passa por preservar a autonomia e a capacidade funcional, que reúne as habilidades físicas e mentais necessárias para realizar as atividades do dia a dia. Essa é uma das propostas do Mova-se, projeto do Sírio-Libanês, criado em sintonia com as diretrizes da Década do Envelhecimento Saudável da ONU.
O programa oferece atividades físicas para pessoas com 60 anos ou mais e busca contribuir para que os participantes mantenham a independência e a capacidade de cuidar da própria vida. As atividades são definidas a partir das necessidades de cada pessoa, identificadas também por meio de avaliações periódicas que consideram aspectos físicos, cognitivos, psicológicos, nutricionais e sensoriais.
“O envelhecimento saudável também envolve preservar a autonomia e a capacidade de realizar as atividades do dia a dia. Por isso, quando mudanças começam a comprometer a rotina, a independência ou o interesse pela vida, é importante olhar para além da idade, escutar o idoso e buscar ajuda”, finaliza Saporetti.
Confira as cinco dicas para identificar sinais da depressão na terceira idade:
Não atribua mudanças à idade
Apatia, isolamento, perda de interesse, dores persistentes, alterações no sono e no apetite ou problemas de memória não devem ser tratados simplesmente como consequências do envelhecimento.
Escute antes de aconselhar
Converse com o idoso sem julgamentos ou cobranças. Em vez de dizer que ele precisa “reagir” ou “pensar positivo”, pergunte como ele está se sentindo e mostre que você está disponível para ajudar.
Procure avaliação profissional
Mudanças no comportamento, no humor, no sono, no apetite ou na memória devem ser investigadas. Depressão pode coexistir com outras doenças e precisa de diagnóstico adequado.
Mantenha vínculos e uma rotina ativa, sem pressionar
Convivência social e atividade física podem contribuir para a saúde mental, mas quem está deprimido pode não ter disposição para participar. O estímulo deve respeitar os limites e o momento da pessoa.
Leve a sério falas sobre morte ou autoagressão
Pensamentos de morte associados a sofrimento intenso, desesperança ou risco de autoagressão exigem avaliação imediata. Nessa situação, o idoso não deve ficar sozinho.
1 Ministério da Saúde. Saúde da Pessoa Idosa. Acesso em 18/08/2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa
2 WHO. Mental health of older adults. Acesso em 18/08/2026. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-of-older-adults
3 WHO. Physical activity. Acesso em: 19/08/2026. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/physical-activity
Sobre o Sírio-Libanês
A Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, instituição filantrópica que completou 100 anos em 2021, atua diariamente para oferecer e compartilhar com a sociedade uma assistência médico-hospitalar de excelência, com atendimento humanizado e individualizado em mais de 60 especialidades. Desde 2007, é reconhecida pela Joint Commission International (JCI), principal órgão mundial em qualidade e segurança hospitalar, e é a única instituição no Brasil a possuir também a acreditação da JCI em Atenção Primária à Saúde.
Por meio da Faculdade Sírio-Libanês, contribui para a formação de profissionais de saúde éticos e preparados para atuar com base em boas práticas, além de fomentar o desenvolvimento científico com estudos e pesquisas nacionais e internacionais. A instituição oferece graduação, pós-graduação lato sensu e stricto sensu, residências médicas e multiprofissionais, cursos de atualização, estágios, seminários e reuniões científicas.
O Sírio-Libanês foi pioneiro na criação de programas de Saúde Populacional, que reúnem empresas, operadoras e equipes de Atenção Primária no cuidado contínuo e qualificado, apoiando a gestão do benefício do plano de saúde e promovendo qualidade de vida e produtividade. Atualmente, está presente com dois hospitais e cinco unidades em São Paulo e Brasília. Saiba mais em nosso site: https://hospitalsiriolibanes.org.br/
Contatos para imprensa: Agência Fato Relevante
E-mail: imprensa.siriolibanes@agenciafr.com.br
Imprensa Sírio-Libanês
imprensa.siriolibanes@agenciafr.com.br
O uso de remédios para a saúde mental está em alta
Neste Setembro Amarelo, psiquiatra analisa esse aumento e orienta sobre sua utilização
De acordo com levantamento elaborado pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), e divulgado ano passado, entre 2013 e 2023 o uso de medicamentos antipsicóticos aumentou mais de 50% no Brasil e o atendimento psicossocial no Sistema Único de Saúde (SUS) dobrou. A pesquisa mostra que o uso de medicação para tratamentos relacionados à saúde mental saltou de 29 milhões, em 2013, para 44,6 milhões em 2023 - acréscimo de 73,6 milhões. Já o número de atendimentos psicossociais no SUS nesse período passou de 13,1 milhões para 26,4 milhões.
A psiquiatra Renata Pedroso Carvalho, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, acredita que esse crescimento se deve tanto a um aumento do sofrimento psíquico, quanto a uma mudança positiva na forma como as pessoas enxergam a saúde mental. “Hoje se fala mais sobre o assunto, existe menos estigma em procurar um psiquiatra ou um psicólogo e, consequentemente, pessoas que antes sofreriam durante anos sem tratamento estão chegando mais aos serviços de saúde. Ao mesmo tempo, o aumento do consumo de medicamentos precisa ser analisado com cuidado. Nem todo sofrimento emocional é necessariamente um transtorno mental e nem todo sofrimento precisa ser tratado com medicação”.
Tristeza, frustração, ansiedade diante de determinadas situações e períodos de maior vulnerabilidade fazem parte da experiência humana. Porém, a psiquiatra destaca que o papel do médico é justamente diferenciar aquilo que é uma resposta esperada da vida, daquilo que passou a gerar sofrimento persistente, prejuízo funcional ou caracteriza um transtorno que necessita de tratamento. “Então vejo esse aumento como resultado de vários fatores: temos mais pessoas adoecendo, reconhecendo que precisam de ajuda e maior acesso ao tratamento, mas também precisamos estar atentos para não transformar automaticamente todo sofrimento humano em diagnóstico e medicação”.
Quando tomar
Renata Pedroso Carvalho lembra que tratamento em saúde mental não é sinônimo de medicamento, que eles só são recomendados quando existe uma indicação clínica, depois de uma avaliação individualizada. “Isso pode acontecer em transtornos como depressão, ansiedade, transtorno bipolar, esquizofrenia, TDAH, entre outros, dependendo da gravidade, dos sintomas e do impacto que eles estão causando na vida daquela pessoa. Em muitos casos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida podem ser suficientes; em outros, a medicação é fundamental, muitas vezes associada a essas outras estratégias”, explica.
Sobre os jovens estarem sendo medicados com maior frequência, a médica pontua que o mais importante não é a idade em que a pessoa começa a tomar uma medicação, mas se existe uma indicação adequada e acompanhamento. “Existem transtornos que começam ainda na infância ou adolescência e, nesses casos, o tratamento correto pode ser fundamental para o desenvolvimento e para a qualidade de vida daquele jovem. O cuidado é que crianças e adolescentes ainda estão em fase de desenvolvimento e, por isso, a indicação precisa ser mais criteriosa, considerando benefícios, possíveis efeitos colaterais e a necessidade de acompanhamento ao longo do tempo”, destaca.
Piadas
Existem memes e piadas com vários remédios indicados para tratamentos da saúde mental. A psiquiatra é a favor de falar sobre esse usando o humor, deixando diagnósticos e tratamentos mais leves, mas destaca que o problema é quando essa familiaridade vira banalização. “Isso (brincadeiras) ajuda a diminuir o estigma em torno da saúde mental e do próprio tratamento, mas as pessoas passaram a tratar alguns medicamentos como se fossem inofensivos e não é bem assim. São medicamentos importantes e que têm seu lugar no tratamento, mas precisam de indicação e acompanhamento médico. Alguns deles, inclusive, podem causar tolerância e dependência quando utilizados de forma inadequada”.
Renata alerta também sobre o perigo de se tomar esse tipo de remédio sem indicação médica, pois não é porque o remédio é conhecido ou porque alguém próximo usa que ele é seguro para o outro. “O risco começa justamente quando a pessoa pensa: ‘se fez bem para ele, pode fazer bem para mim também’. Em saúde mental não funciona assim. Um mesmo sintoma pode ter causas completamente diferentes, e usar uma medicação sem avaliação pode, além de causar efeitos colaterais, mascarar sintomas e até atrasar o diagnóstico e o tratamento correto. Medicação psiquiátrica precisa de indicação e acompanhamento”.
Duração do tratamento
Os chamados remédios de tarja preta precisam ser introduzidos e retirados de forma gradual. “Começar com uma dose muito alta pode aumentar bastante a chance de efeitos colaterais e fazer, inclusive, com que a pessoa abandone um tratamento que poderia funcionar bem se fosse introduzido da maneira correta”, explica a médica, destacando que parar de uma vez também pode trazer problemas. “Dependendo do medicamento, podem aparecer sintomas de retirada e haver retorno ou piora dos sintomas que estavam sendo tratados. Por isso, uma coisa que eu sempre reforço é: não aumente, diminua ou pare uma medicação por conta própria. Se alguma coisa não está indo bem, converse com o profissional que acompanha você para ajustar o tratamento com segurança”, orienta.
Já o tempo de tratamento depende do diagnóstico, da gravidade, da resposta à medicação e também do histórico de cada pessoa, podendo ser por alguns meses, durar anos ou ser por tempo indeterminado. “O importante é que a necessidade da medicação seja reavaliada ao longo do tempo. Usar um medicamento por muitos anos não significa necessariamente que exista algo errado, assim como estar se sentindo bem não significa que seja o momento de parar. Não existe uma receita única, o tratamento precisa fazer sentido para aquele paciente e para aquele momento”, salienta Renata Pedroso Carvalho.
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