terça-feira, 14 de julho de 2026
Saga Jazz Festival 2026 em Pirenópolis
Saga Jazz Festival 2026 em Pirenópolis
O Saga Jazz Festival será realizado no dia 15 de agosto de 2026, no Casarão Serra do Ouro, em Pirenópolis, reunindo artistas da cena instrumental brasileira em uma programação que celebra o jazz e a música brasileira. Entre as atrações confirmadas estão Igor Gnomo Trio, Hermeto Universal, projeto em homenagem a Hermeto Pascoal, e Grooveria Eletroacústica. O festival também contará com espaços de gastronomia e convivência ao ar livre. Os ingressos já estão disponíveis na Sympla.
Interativa Comunicação
CBCO recebe edição do FACO CLUBE Goiânia
No último dia 23, o CBCO (Centro Brasileiro de Cirurgia de Olhos) foi palco de mais uma edição do FACO CLUBE Goiânia , encontro científico promovido pela Sociedade Goiana de Oftalmologia (SGO) dedicado à atualização e ao debate sobre os avanços no tratamento da catarata. O evento reuniu oftalmologistas de diferentes regiões do país para discutirem casos clínicos, técnicas cirúrgicas e as mais recentes inovações na cirurgia de catarata, promovendo uma rica troca de experiências entre os participantes. Realizado de forma híbrida, sendo presencial no CBCO e on-line, com parceria do Laboratótio OFTA, o encontro do FACO CLUBE Goiânia reforçou o compromisso da instituição em participar da educação médica continuada e com o fortalecimento da oftalmologia em Goiás e no Brasil.
Karolina Vieira
Recife ganha protagonismo em romance que transforma a cidade em personagem
Recife ganha protagonismo em romance que transforma a cidade em personagem
"Entre Nós Três" traz cenários históricos e afetivos da capital pernambucana para conduzir história sobre memória, amizade e identidade
As ruas, pontes, praças e bairros do Recife são o pano de fundo principal na ambientação de “Entre Nós Três”, romance da escritora Mariana Bregieiro e publicado pela Editora Labrador. Ao longo da obra, a capital pernambucana acompanha o desenvolvimento dos personagens e influencia diretamente suas escolhas, emoções e lembranças, tornando-se uma personagem silenciosa.
Durante a história, acompanhamos Marina, jovem que enfrenta a dor e a saudade após a morte da mãe, a fotógrafa Liana Esteves. A descoberta de uma antiga fotografia desencadeia uma investigação sobre o passado da família e conduz a protagonista por diferentes momentos da história da cidade, aproximando memória pessoal e memória coletiva.
Recife aparece retratada de forma detalhada por meio de espaços conhecidos, como o Marco Zero, a Rua da Aurora, Boa Viagem, o bairro das Graças, a Universidade Federal de Pernambuco e diversos pontos tradicionais que ajudam a construir a atmosfera do romance. A ambientação valoriza aspectos históricos, culturais e arquitetônicos que dialogam com o desenvolvimento da narrativa.
Ao mesmo tempo, a obra retrata diferentes períodos da história recente do Brasil, especialmente os anos finais da ditadura militar e a campanha pelas “Diretas Já”. Os acontecimentos políticos servem de pano de fundo para conflitos pessoais, e mostram como grandes transformações nacionais repercutem na vida cotidiana da população.
A combinação entre ficção, pesquisa histórica e forte identidade regional aproxima o leitor da cidade – mesmo aquele que não a conhece pessoalmente. O resultado é um romance que evidencia o potencial da literatura para preservar memórias urbanas e apresentar novos olhares sobre um dos principais centros culturais do país.
“Entre Nós Três” marca a estreia literária de Mariana Bregieiro em um romance de fôlego que reúne drama, investigação, relações familiares e reconstrução histórica. Sua narrativa sensível sobre pertencimento mostra que conhecer uma cidade também significa compreender as histórias das pessoas que a habitam.
“Tem uma frase do Walter Salles que eu gosto muito: quanto mais um lugar é refletido de forma singular e afetiva, mais universal ele se torna. Não se trata de bairrismo, mas sim de escrever sobre o que você conhece e com isso convidar os leitores a conhecê-lo também”. – Mariana Bregieiro, escritora
Sobre a autora:
MARIANA BREGIEIRO nasceu no interior de São Paulo em 1991 e mudou-se para Recife ainda pequena. É formada em Direito e pós-graduada em Direito Processual Civil pela Universidade Federal de Pernambuco. Além de artigos jurídicos, publicou contos nas coletâneas “O ano em que fizemos contato”, “Por elas para elas” e “Transformações”. “Entre nós três” é seu primeiro romance.
Serviço:
Livro: Entre Nós Três
Autor: Mariana Bregieiro (@maribregieiro)
Editora: Labrador
Disponível em breve na pré-venda
Marcelo Boero
aspasevirgulas.com.br
Segundo implante capilar: quando ele é necessário?
Segundo implante capilar pode ser necessário mesmo após procedimento bem-sucedido
Cresce a procura pelo transplante capilar entre adultos jovens, mas especialistas alertam que, em alguns casos, uma segunda cirurgia faz parte da evolução do tratamento e não significa que o primeiro procedimento tenha falhado
A procura por transplantes capilares está cada vez mais precoce. Dados do Censo de Práticas 2025 da International Society of Hair Restoration Surgery (ISHRS) mostram que 95% dos pacientes que realizaram a primeira cirurgia de restauração capilar em 2024 tinham entre 20 e 35 anos. O levantamento também apontou um crescimento de 16,5% no número de mulheres submetidas ao procedimento em comparação com 2021, indicando que a busca por soluções para a calvície vem se ampliando entre diferentes perfis de pacientes.
Com o aumento da procura, também cresce uma dúvida comum entre quem pensa em realizar o procedimento ou já passou pela cirurgia: um único transplante capilar é suficiente para resolver o problema? Nem sempre. Em alguns casos, um segundo transplante pode ser indicado anos depois — e isso não significa, necessariamente, que o primeiro procedimento tenha falhado.
Segundo o médico especialista em implante capilar Dr. Cleber Stuque, a necessidade de uma nova cirurgia pode estar relacionada à evolução natural da calvície, à extensão da perda capilar ou à busca por maior densidade e naturalidade no resultado.
"O transplante redistribui os fios para as áreas calvas, mas não impede que a calvície continue evoluindo. Por isso, o acompanhamento médico e o tratamento clínico continuam sendo fundamentais para preservar os cabelos naturais", explica.
Quando um segundo transplante capilar é necessário?
A indicação depende da evolução de cada paciente, mas algumas situações são mais frequentes.
Uma delas ocorre quando a calvície já está bastante avançada. Nesses casos, nem sempre é possível cobrir toda a área afetada em uma única cirurgia. O tratamento pode ser planejado em duas ou até três sessões para alcançar uma cobertura mais uniforme, respeitando a disponibilidade de fios da área doadora.
Outra situação comum acontece quando o paciente realiza o transplante nas áreas já calvas, mas continua perdendo os cabelos naturais ao redor. Com o passar dos anos, os fios transplantados permanecem, enquanto novas regiões podem apresentar rarefação, tornando necessária uma nova intervenção.
"Esse cenário costuma ocorrer quando a calvície continua evoluindo e o paciente abandona o tratamento clínico após a cirurgia. O transplante não interrompe a doença; ele redistribui os fios existentes", ressalta o especialista.
Um segundo transplante significa que o primeiro deu errado?
Não necessariamente. De acordo com Dr. Cleber Stuque, muitos pacientes procuram uma nova cirurgia simplesmente porque desejam aumentar a densidade dos fios ou complementar áreas que perderam cabelo anos após o primeiro procedimento.
No entanto, também existem situações em que uma correção estética pode ser indicada.
Entre os principais motivos estão:
Baixa densidade dos fios transplantados;
linha frontal com aspecto artificial;
direcionamento inadequado dos fios;
distribuição irregular dos enxertos.
"As técnicas evoluíram muito nos últimos anos. Hoje buscamos reproduzir o desenho natural do cabelo, respeitando a direção dos fios e a anatomia de cada paciente, para que o resultado seja praticamente imperceptível", afirma.
Como saber se o resultado não evoluiu como esperado?
A ansiedade é comum após o transplante capilar, mas os especialistas alertam que o crescimento dos fios acontece de forma gradual.
Segundo o Dr. Cleber Stuque, o resultado definitivo costuma ser avaliado somente cerca de 12 meses após a cirurgia.
Antes desse período, alguns sinais podem indicar a necessidade de uma avaliação médica mais detalhada, como crescimento muito abaixo do esperado, inflamações persistentes no couro cabeludo ou dificuldade na integração dos enxertos.
Em situações mais raras, o desenvolvimento de doenças autoimunes após o procedimento também pode comprometer o resultado, embora não seja possível prever esse tipo de ocorrência.
É possível realizar um novo transplante na mesma área?
Sim. O procedimento pode ser repetido na mesma região, desde que seja respeitado o tempo necessário para cicatrização e avaliação completa do primeiro transplante.
"O ideal é aguardar aproximadamente um ano. Somente após esse período conseguimos avaliar o resultado definitivo e planejar uma nova cirurgia, caso ela seja realmente necessária", explica.
Quando bem indicado e realizado em condições adequadas, o segundo transplante apresenta taxas de sucesso semelhantes às do primeiro.
Cinco erros que podem comprometer os resultados do transplante capilar
O sucesso do procedimento depende não apenas da técnica cirúrgica, mas também dos cuidados adotados pelo paciente antes e depois da cirurgia.
Os erros mais comuns são:
interromper o tratamento clínico da calvície;
acreditar que o transplante impede novas quedas de cabelo;
não seguir corretamente as orientações médicas no pós-operatório;
esperar o resultado definitivo antes de completar um ano;
deixar de realizar o acompanhamento periódico com o especialista.
O transplante faz parte do tratamento da calvície
Especialistas reforçam que o transplante capilar melhora a distribuição dos fios, mas não elimina a causa da calvície. Por isso, medicamentos e acompanhamento médico continuam sendo fundamentais para controlar a evolução da perda capilar e preservar os cabelos naturais ao longo do tempo.
"O sucesso do transplante não depende apenas da cirurgia. A continuidade do tratamento clínico é essencial para manter os resultados e retardar a progressão da calvície. Quando o paciente entende isso, as chances de alcançar um resultado duradouro são muito maiores", conclui o Dr. Cleber Stuque.
Sinais de que um segundo transplante capilar pode ser indicado
A calvície continuou avançando após a primeira cirurgia;
Novas áreas do couro cabeludo passaram a apresentar falhas;
O paciente deseja aumentar a densidade dos fios transplantados;
O primeiro procedimento deixou baixa cobertura ou aspecto pouco natural;
Ainda existe disponibilidade segura de fios na área doadora para uma nova cirurgia.
WP Conectada
Justiça suspende cobrança contra empresas de formatura em Goiás
Justiça suspende cobrança contra empresas de formatura em Goiás
Tribunal entendeu que valores cobrados ainda precisam ser analisados antes de bloqueios e cobranças contra as empresas
O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) suspendeu temporariamente a cobrança feita contra as empresas Keeper Meios de Pagamento S.A. e FM 2 Produções Ltda., responsáveis pela organização de uma formatura de medicina em Aparecida de Goiânia.
A decisão foi assinada pelo desembargador Itamar de Lima, da 3ª Câmara Cível do TJGO, e impede, por enquanto, que sejam realizados bloqueios de contas, penhora de bens ou outras medidas de cobrança contra as empresas até que o caso seja melhor analisado.
O processo começou após o cancelamento dos eventos de formatura durante a pandemia da Covid-19. Depois do cancelamento, a comissão de formatura entrou na Justiça pedindo a devolução de valores pagos às empresas organizadoras.
Na decisão de primeira instância, a Justiça determinou que parte do dinheiro deveria ser devolvida à comissão. Porém, também ficou definido que deveriam ser descontados 10% referentes à multa contratual e os valores relacionados aos serviços efetivamente prestados pelas empresas antes do cancelamento.
Segundo a decisão judicial, esses serviços ainda precisariam ser analisados e calculados em uma fase posterior do processo chamada “liquidação de sentença”, etapa usada para definir o valor final que deve ser pago.
A defesa das empresas alega que a cobrança foi iniciada antes da definição final desses valores.
A advogada Sara Nascente, especialista do escritório STG Advogados, afirma que a decisão do TJGO reconhece que ainda existe uma discussão importante sobre os serviços realizados pelas empresas durante a preparação da formatura. “Entendemos que vários serviços foram prestados ao longo da preparação da formatura, mesmo com o cancelamento dos eventos. Por isso, esses valores precisam ser analisados antes de qualquer cobrança definitiva”, explicou.
Ela também afirmou que a sentença original não estabeleceu um valor fechado para devolução. “O próprio processo previa uma fase para calcular esses valores, com apresentação de provas e discussão entre as partes. Foi isso que levamos ao Tribunal”, disse Sara.
Ao analisar o recurso, o desembargador entendeu que existem indícios de que o cumprimento da sentença começou sem a definição correta do valor devido.
Na decisão, o magistrado também considerou que manter a cobrança neste momento poderia causar prejuízos financeiros às empresas, como bloqueio de contas bancárias e penhora de bens antes da conclusão da discussão judicial.
A advogada Juliana Cunha, também do STG Advogados e que participou da elaboração do recurso, afirmou que a suspensão garante mais segurança jurídica para que o processo continue sendo discutido. “A suspensão evita cobranças e bloqueios antes da definição correta dos valores que ainda estão sendo discutidos na Justiça”, afirmou.
Com a decisão, a cobrança fica suspensa até o julgamento final do recurso pelo Tribunal de Justiça de Goiás.
Mariana Hipolito
Sua escova de dentes pode prolongar a gripe ou te contaminar de novo
Sua escova de dentes pode prolongar a gripe ou te contaminar de novo
Durante o inverno, onde gripes e resfriados são bem mais comuns, alguns cuidados são indispensáveis, inclusive com a sua escova de dentes
Durante o inverno, os brasileiros ficam expostos ao frio e ao tempo seco, momento em que a gripe se aproveita do sistema imunológico mais fraco. Em meio ao espirro do colega de trabalho, ou da tosse da atendente do supermercado, é muito difícil se proteger completamente. Uma vez gripado, é necessário alguns cuidados para não prolongar a doença ou se recontaminar depois, sendo uma delas jogar a sua escova de dentes fora.
Apesar de parecer absurdo em um primeiro momento, associar a escova de dentes à gripe faz todo sentido. A dentista Nathália Ungarelli, que atende no Órion Complex, em Goiânia, explica que durante episódios de gripe, resfriado ou infecções virais, os vírus e bactérias podem permanecer nas cerdas da escova por algum tempo, principalmente quando ela é armazenada em ambientes úmidos ou fechados.
Isso quer dizer que a escova de dentes, por si só, não causa nenhuma dessas doenças respiratórias, e sim que pode favorecer a recontaminação e prolongar a exposição a microrganismos, atrasando a recuperação. A doutora também ressalta que se a escova ficar próxima de outras, pode haver contaminação cruzada, aumentando o risco de transmissão para outras pessoas da casa.
No fim das contas, a dentista alerta que caso você fique gripado ou resfriado, mesmo que a escova de dentes seja nova e você tenha começado a usar à poucos dias, será necessário mandar ela para a lixeira e começar a usar outra.
Troca regular da escova de dentes
A escova de dentes também pode causar outros problemas além da gripe, como também pode favorecer o desenvolvimento de doenças como gengivite, periodontite, candidíase oral, herpes recorrente e até infecções respiratórias em pessoas mais vulneráveis.
Para evitar que a escova de dentes se torne um inimigo do corpo, Nathália pontua que é necessário fazer o armazenamento adequado da escova, evitando lugares muito úmidos, e nunca deixando elas expostas e em lugares sujos.
Tão importante quanto, é o cuidado em manter a troca da escova de dentes regular. Segundo a dentista, o ideal é que a escova de dentes seja trocada a cada três meses. Mas caso as cerdas estejam abertas - elas não limpam e ainda machucam a gengiva - ou se a escova cair em um local contaminado, é necessário que a troca seja feita imediatamente.
Cuidados com a escova de dentes
A Dra. Nathália explica que os cuidados com a escova de dentes não são coisa de outro mundo, e que o básico bem feito sempre funciona. Primeiramente, é necessário escolher as escovas com cerdas macias ou extramacias, com maior número de cerdas e todas do mesmo tamanho, além de cabo reto e cabeça arredondada.
Além do cuidado na hora de escolher, a Dra. Nathália lembra que existem cuidados diários, como lavar bem a escova após a escovação e retirar o excesso de água. Este último, pode ser feito batendo levemente o cabo da escova na pia, tomando cuidado para que a cabeça da escova não entre em contato com a superfície.
Por fim, guarde a escova em posição vertical, para que seque naturalmente, mantenha a escova distante do vaso sanitário e evite o contato entre escovas diferentes.
COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS
O mofo dentro da sua casa pode ser o inimigo invisível que está te deixando doente
O mofo dentro da sua casa pode ser o inimigo invisível que está te deixando doente
Apesar de ter uma função biológica específica e necessária, o mofo que habita dentro de casa pode ser um perigo silencioso para crianças, idosos, asmáticos e pessoas com rinite ou imunidade baixa
Tempo frio sob uma chuva calma, porém contínua. Você está debaixo da coberta, deitado no sofá vendo televisão, mas algo te chama atenção na parede: o mofo está tomando conta. Quando o calor vai embora, o mofo volta a assombrar os lares brasileiros. Mais do que uma questão estética que compromete paredes e armários, a presença de fungos nos ambientes fechados é um gatilho crítico para crises respiratórias e alergias graves.
A pneumologista Karla Curado, que atende no centro clínico do Órion Complex, explica que o mofo é uma colônia de fungos que se desenvolve em ambientes úmidos, quentes e sem ventilação. “Eles fazem mal à saúde porque liberam partículas microscópicas no ar, chamadas esporos. Quando essas partículas são inaladas, podem irritar as vias respiratórias e desencadear reações inflamatórias e alérgicas, principalmente em pessoas mais sensíveis, como crianças, idosos, asmáticos e pessoas com rinite ou imunidade baixa”, explica a especialista.
Apesar dos fungos serem decompositores de matéria orgânica, sendo fundamentais para a reciclagem de nutrientes no ecossistema, quando estão proliferados em quantidade excessiva são prejudiciais para a nossa saúde. “Os esporos entram pelo nariz, que, em primeiro momento, gera tosse e espirro. Quanto mais partículas de mofo, a obstrução nasal vai ser mais intensa. Se os esporos conseguirem passar do nariz, eles podem percorrer a laringe e depois o pulmão. No fim, podem gerar complicações mais graves, como a pneumonite de hipersensibilidade, que é uma inflamação dos pulmões causada pela inalação de poeira e mofo”, conta a médica.
Além deste problema de saúde, a exposição prolongada a ambientes com bolor pode também ocasionar em ataques de rinite alérgica, crises de asma, sinusite, bronquite, tosse crônica, irritação nos olhos e na garganta. Também, é possível desenvolver condições como dermatites e alergias de pele, fibrose pulmonar e pneumonia de hipersensibilidade.
Segundo a doutora Karla Curado, muitas pessoas só percebem que os sintomas pioram quando ficam em determinados ambientes da casa, especialmente quartos, banheiros ou locais fechados com infiltração e pouca ventilação. Nesse sentido, torna-se preocupante quando o primeiro instinto é tratar somente os problemas respiratórios quando, na verdade, a causa está no ambiente.
A solução pode ir além das paredes
Não adianta apenas limpar a superfície com produtos químicos se a causa do mofo for em função da estrutura do imóvel. A umidade excessiva geralmente é fruto de infiltrações, falta de impermeabilização adequada ou baixa ventilação. Glênio Forte, proprietário da Rede da Construção Fortecon, afirma que “uma das regras de ouro na construção civil é que a impermeabilização preventiva custa uma fração minúscula da obra, enquanto consertar o estrago depois custa caro e dá dor de cabeça”.
Antes de tudo, é preciso dar atenção ao solo, explica Glênio. “O solo em que a casa será construída deve ser impermeabilizado de forma rigorosa, porque se a umidade subir pelas paredes, o mofo será um problema crônico e difícil de resolver depois que o projeto estiver pronto. Antes do assentamento dos revestimentos e pisos, as chamadas ‘áreas molhadas’ como banheiro, cozinha, lavanderia e sacadas devem receber uma camada de impermeabilizante”.
Glênio afirma que planejar ambientes ventilados e bem iluminados é essencial, como também garantir que o caimento do telhado e das lajes estejam corretos e não acumulem água da chuva. Além disso, as calhas e rufos devem ser dimensionados para afastar a água das paredes externas.
“Agora, se a casa está pronta e tem mofo, alguns itens ajudam a conter o problema, como seladores e tintas antimofo, que possuem aditivos fungicidas e bactericidas. Estes são ideais para tetos de banheiros, cozinhas e paredes internas que sofrem com condensação”, explica o empresário. Para áreas externas e lajes, ele indica mantas líquidas ou asfálticas. Por fim, ele aponta que hidrofugantes e silicones são ideais para tijolos e pedras aparentes, que impedem a água da chuva de penetrar na estrutura externa e causar manchas e mofo no lado de dentro.
Sinais de que você é vítima do mofo
A médica Karla Curado pontua uma lista de sintomas que, se observados, provavelmente é necessário tomar providências para a manutenção do ambiente e da saúde respiratória com acompanhamento profissional:
Espirros frequentes;
Nariz entupido ou escorrendo;
Coceira no nariz, olhos e garganta;
Tosse persistente;
Chiado no peito;
Falta de ar;
Sensação de aperto no peito;
Dor de cabeça;
Irritação nos olhos;
Cansaço excessivo;
Falta de ar e fadiga aos mínimos esforços.
COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS
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