terça-feira, 11 de agosto de 2026
Dia do Estudante: maratonas de estudo aumentam casos de dores musculares e tensão emocional entre candidatos ao Enem e vestibulares
Dia do Estudante: maratonas de estudo aumentam casos de dores musculares e tensão emocional entre candidatos ao Enem e vestibulares
Especialista explica como horas seguidas na mesma posição, aliadas ao estresse e à ansiedade, podem afetar o corpo, reduzir a concentração e comprometer o rendimento durante a preparação para provas.
Na reta final para o Enem, vestibulares e concursos públicos, é comum que estudantes ampliem a carga horária de estudos na tentativa de melhorar o desempenho. O esforço, porém, costuma vir acompanhado de outro fenômeno: o aumento das dores musculares, da fadiga física e da tensão emocional provocadas por longos períodos sentado, postura inadequada e altos níveis de estresse.
Dores no pescoço, ombros, costas e região lombar, além de dores de cabeça tensionais e sensação constante de rigidez muscular, estão entre as principais queixas de quem passa horas em frente ao computador ou aos livros. Embora muitos considerem esses sintomas uma consequência natural da rotina de preparação, especialistas alertam que eles podem comprometer a concentração, reduzir a produtividade e até prejudicar a qualidade do sono.
Segundo Mayra Morais, CEO da Fast Massagem, o problema está diretamente relacionado à combinação entre sobrecarga física e emocional.
"Durante os períodos de preparação para provas importantes, muitos estudantes permanecem sentados por várias horas consecutivas, repetindo movimentos ao escrever ou digitar e, muitas vezes, sem fazer pausas. Esse comportamento sobrecarrega a musculatura e favorece o aparecimento de dores, principalmente no pescoço, ombros, costas, punhos e região lombar", afirma.
O estresse também se manifesta no corpo
Além da permanência prolongada na mesma posição, a ansiedade característica da preparação para provas exerce um papel importante no surgimento dos desconfortos físicos.
Em situações de estresse, o organismo libera hormônios como o cortisol, responsáveis por manter o corpo em estado de alerta. Quando essa resposta ocorre de forma contínua, a musculatura permanece contraída por mais tempo, favorecendo dores, sensação de peso, rigidez e redução da mobilidade.
"Não é apenas a postura que provoca dor. O componente emocional também influencia diretamente a tensão muscular. O estudante muitas vezes percebe apenas o desconforto físico, mas ele está relacionado também ao nível de estresse acumulado durante a preparação", explica Mayra.
Pausas ajudam mais do que estudar sem interrupção
Uma das estratégias mais importantes para reduzir os impactos da rotina intensa de estudos é respeitar intervalos ao longo do dia. Permanecer horas seguidas sentado reduz a circulação, aumenta a fadiga muscular e favorece a sobrecarga da coluna.
Nesse contexto, técnicas de relaxamento, como a massagem, podem funcionar como um recurso complementar para aliviar a tensão física acumulada.
"A massagem relaxante ajuda a reduzir a tensão muscular, melhora a circulação sanguínea e proporciona sensação de bem-estar. Ao diminuir os desconfortos físicos, o estudante tende a retornar aos estudos mais confortável, descansado e com maior disposição", destaca.
Ela ressalta que a técnica não substitui tratamentos médicos ou psicológicos quando necessários, mas pode integrar uma rotina de autocuidado voltada à promoção da saúde física e mental.
O descanso também faz parte da preparação
A especialista explica que a busca por produtividade leva muitos candidatos a negligenciar necessidades básicas do organismo, como pausas, sono e atividade física. No entanto, esses fatores têm impacto direto sobre a capacidade de aprendizagem.
"O cérebro precisa de períodos de descanso para consolidar o conteúdo estudado. Da mesma forma, o corpo precisa de movimento para evitar dores e fadiga. Estudar por muitas horas sem interrupção nem sempre significa aprender mais."
Como evitar dores durante a preparação para as provas
Para reduzir os impactos da rotina intensa de estudos, Mayra recomenda algumas medidas simples:
fazer pausas de cinco a dez minutos a cada 50 ou 60 minutos de estudo;
levantar da cadeira e caminhar por alguns minutos durante os intervalos;
alongar pescoço, ombros, braços e coluna ao longo do dia;
manter postura adequada e utilizar cadeira e mesa compatíveis com a altura do corpo;
posicionar a tela do computador na altura dos olhos;
praticar atividade física regularmente;
dormir entre sete e nove horas por noite;
manter boa hidratação e alimentação equilibrada;
reduzir o tempo de telas nos momentos de descanso;
incluir estratégias de relaxamento, como respiração profunda, meditação e massagem.
Equilíbrio pode fazer diferença no desempenho
À medida que a data das provas se aproxima, cresce a preocupação em revisar conteúdos e aumentar o tempo dedicado aos estudos. No entanto, especialistas lembram que rendimento não depende apenas da quantidade de horas em frente aos livros.
"Cuidar da saúde física e mental é parte da preparação. Um corpo menos tenso e uma mente mais equilibrada favorecem a concentração, melhoram a disposição e ajudam o estudante a enfrentar esse período de forma mais saudável", conclui Mayra Morais.
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