quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Canetas emagrecedoras: os 10 efeitos colaterais mais relatados por usuários nas redes sociais

Canetas emagrecedoras: os 10 efeitos colaterais mais relatados por usuários nas redes sociais Segundo levantamento da Winnin, falta de energia, mau hálito, envelhecimento da pele e perda de colágeno são os conteúdos com mais visualizações sobre o tema Um levantamento feito pela Winnin, plataforma de inteligência cultural movida por IA, indicou quais são os possíveis efeitos colaterais das canetas emagrecedoras, as GLP-1, que mais incomodam os usuários do medicamento, com base no que as pessoas assistem em vídeo nas redes sociais. O estudo analisou ao todo mais de 233 mil vídeos em inglês, espanhol e português das plataformas Instagram, Youtube, TikTok, Facebook e Twitch, e concluiu que, quando o assunto são os efeitos colaterais das canetas, os que falavam sobre falta de energia e mau hálito foram os mais visualizados no período de um ano. “No contexto das GLP-1, assistir é uma maneira mais segura de consumir conteúdo, sem o risco de expor vulnerabilidades. É por isso que, neste caso, faz mais sentido analisar as visualizações do que as interações, como curtidas, comentários e compartilhamentos, nos vídeos, para entender o comportamento das pessoas”, explica Gian Martinez, CEO da Winnin. De acordo com o mapeamento, o envelhecimento da pele e a perda de colágeno, assim como a preservação muscular e a hipertrofia, vêm logo após entre os tópicos mais visualizados quando relacionados à GLP-1. "Com o avanço das canetas emagrecedoras, cresce também a necessidade de discutir a qualidade da perda de peso. Quando uma pessoa emagrece de forma muito rápida, existe o risco de perder não apenas gordura, mas também massa muscular, o que pode trazer impactos importantes para a saúde. A redução da musculatura está associada à queda do metabolismo basal, perda de força, maior risco de lesões e dificuldades para manter os resultados no longo prazo”, explica Guilherme Moscardi, gerente de operações da Ultra Academia e especialista em longevidade De acordo com o especialista, entre pessoas mais velhas, essa preocupação é ainda maior, já que o processo pode acelerar quadros de sarcopenia. “Por isso, o treinamento de força, aliado a uma ingestão adequada de proteínas e ao acompanhamento profissional, tem papel fundamental durante o emagrecimento. O objetivo não deve ser apenas reduzir o peso na balança, mas promover uma perda de gordura que preserve ao máximo a massa muscular e a funcionalidade do corpo”, explica. Vídeos sobre os efeitos psicológicos e emocionais trazidos pela GLP-1 também são muito assistidos, assim como aqueles relacionados aos padrões de beleza. A psiquiatra Carla Moura Weinstein (CRM 138857), comenta que, de modo geral, esses efeitos podem variar conforme a relação prévia que a pessoa que está utilizando o medicamento tem com o corpo, a comida e o próprio peso. “O emagrecimento pode melhorar a autoestima e a disposição, além de reduzir o sofrimento ligado ao estigma da obesidade. Também é comum a diminuição da preocupação constante com a comida e da sensação de luta permanente contra a fome, o que pode trazer alívio emocional significativo. Por outro lado, a perda de peso não garante melhora da imagem corporal. Em alguns casos, a percepção de si não acompanha a mudança física, e a insatisfação permanece”, explica. Segundo ela, especialmente para indivíduos com histórico de transtornos alimentares, compulsão, ansiedade ou depressão, o acompanhamento da saúde mental durante o tratamento é fundamental. “O peso corporal envolve muito mais do que saúde, pois ele impacta a autoestima, o pertencimento e a comparação social. As redes sociais pioram isso ao expor constantemente corpos, transformações e ‘antes e depois’. As canetas adicionam a ideia de uma mudança rápida e acessível, o que aumenta ainda mais o interesse por elas. Mas o problema é que esse tipo de conteúdo raramente mostra o processo completo de relação com a comida, saúde mental, acompanhamento médico, efeitos adversos e o que acontece após o fim do tratamento”, alerta a especialista. No fim da lista, aparecem ainda questões como a perda de volume facial, o controle de cabelo, os efeitos no sistema digestivo e ainda a possibilidade de um efeito rebote. De acordo com o estudo da Winnin, os conteúdos usando “#GLP1Community”, uma hashtag voltada a compartilhar experiências sobre o tratamento, cresceu 96% em volume de vídeo nos últimos três anos. Além disso, 31,8% da audiência, ou seja, 1 a cada 3 pessoas, é homem, mostrando que o público atento a essa demanda é mais diverso do que parece. Ainda segundo o estudo, quem tem entre 25 e 34 anos está mais interessado no assunto, mas há também aqueles e aquelas que já pesquisam sobre o tema mesmo tendo entre 13 e 17 anos. A conversa se torna mais intensa em países como México (+343,9%), Índia (+343,9%), Brasil (209,8%) e França (205,8%), onde houve um crescimento expressivo em relevância dos análogos de GLP-1 no último ano. Cuidados integrativos entram no radar de quem busca aliviar o enjoo Entre os efeitos gastrointestinais mais comuns associados ao uso de medicamentos da classe GLP-1 está a náusea. Isso acontece, entre outros fatores, porque esses medicamentos retardam o esvaziamento do estômago, fazendo com que o alimento permaneça por mais tempo no trato digestivo. A náusea aparece com frequência principalmente durante o período de aumento das doses. “Quando o esvaziamento gástrico fica mais lento, é comum surgir sensação de estômago cheio, desconforto e enjoo. Em quadros leves, antes de simplesmente acrescentar mais um medicamento à rotina, podemos olhar para estratégias de menor intervenção, como refeições menores, hidratação adequada, redução de alimentos muito gordurosos, técnicas de respiração e outras práticas integrativas. A ideia não é substituir um tratamento necessário, mas evitar uma carga medicamentosa adicional quando ajustes simples podem contribuir para o bem-estar”, explica a Dra. Márcia Varejão, pediatra, homeopata e com foco em medicina integrativa. A homeopatia também aparece entre as possibilidades complementares buscadas por alguns pacientes. Entre as opções disponíveis no mercado está o Cocculine, da Boiron, medicamento homeopático indicado como auxiliar no tratamento de náuseas. “Na medicina integrativa, o objetivo é ampliar as ferramentas de cuidado e individualizar a abordagem. Se a náusea é intensa, persiste ou começa a comprometer a alimentação e a hidratação, é fundamental procurar o médico e investigar o quadro”, reforça Márcia. Sobre a Winnin A Winnin é a plataforma de inteligência cultural que revela insights acionáveis para levar a relevância cultural da sua marca a outro nível. Hoje, gigantes globais como Coca-Cola, AB InBev, Red Bull, Netflix e L’Oréal confiam na Winnin para se manterem conectados à cultura, anteciparem tendências e permanecerem no topo do Share of Attention™. Luiza Lamas luiza.lamas@nr7.ag

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