segunda-feira, 3 de agosto de 2026
Agosto Dourado reforça importância da amamentação exclusiva nos primeiros seis meses
Agosto Dourado reforça importância da amamentação exclusiva nos primeiros seis meses
Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul orienta famílias sobre benefícios do leite materno, armazenamento seguro e apoio à mãe
O Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização sobre o aleitamento materno, reforça a importância da amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida como uma das principais estratégias de proteção à saúde infantil. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) destaca que o leite materno oferece nutrientes essenciais, fortalece a imunidade, reduz o risco de infecções e contribui para o desenvolvimento saudável do bebê, além de favorecer o vínculo entre mãe e filho.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde recomendam que os bebês sejam amamentados exclusivamente até os seis meses, sem necessidade de água, chás, sucos ou outros leites. Depois desse período, a orientação é manter a amamentação até os dois anos ou mais, junto com a alimentação complementar saudável.
Para o médico pediatra e titular da Comissão de Sindicância da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Leandro Meirelles Nunes, a amamentação deve ser protegida por meio de informação segura e apoio contínuo à mãe.
“O leite materno é um alimento vivo, com propriedades nutricionais e imunológicas fundamentais para o bebê. Mas, para que a amamentação aconteça de forma plena, a mãe precisa de orientação, acolhimento e uma rede de apoio que compreenda a importância desse cuidado”, afirma.
A SPRS orienta que a família esteja atenta também aos cuidados com a retirada, conservação e oferta do leite materno, especialmente quando a mãe precisa se ausentar ou contar com familiares e cuidadores. Antes da ordenha, é importante lavar bem as mãos e os braços, prender os cabelos e evitar conversar, tossir ou espirrar durante o processo. Os frascos devem ser de vidro, com tampa plástica de rosca, e precisam ser esterilizados antes do uso.
Após a coleta, todos os recipientes devem receber etiqueta com data e horário da primeira retirada. O leite mais antigo deve ser consumido primeiro. Conforme orientação do Ministério da Saúde, o leite materno pode ser conservado por até 12 horas na geladeira e por até 15 dias no congelador ou freezer. A recomendação é manter o frasco nas prateleiras internas da geladeira, nunca na porta, onde há maior variação de temperatura.
Na hora de oferecer ao bebê, o leite não deve ser aquecido no micro-ondas nem fervido diretamente no fogão, pois o calor excessivo pode comprometer suas propriedades. O ideal é aquecer em banho-maria, com o fogo desligado. Depois da oferta, o leite que sobrar no copinho ou na mamadeira deve ser descartado e não deve retornar à geladeira.
Além dos cuidados técnicos, a continuidade da amamentação depende de apoio real à mãe. A SPRS destaca que familiares e cuidadores podem ajudar assumindo tarefas da casa, preparando refeições, cuidando de outras rotinas do bebê, como banho, troca de fraldas e sono, e oferecendo o leite ordenhado com paciência, sem pressionar a mãe ou a criança.
“Amamentar não deve ser uma responsabilidade solitária. A rede de apoio precisa cuidar também da mãe, lembrando que descanso, alimentação adequada, hidratação e tranquilidade interferem diretamente nesse processo”, destaca Leandro.
O acompanhamento com pediatra pode prevenir dificuldades, orientar a família e reduzir o risco de desmame precoce.
Redação: Marcelo Matusiak
Sobre a Sociedade de Pediatria do RS
A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul foi fundada em 25 de junho de 1936 com o nome de Sociedade de Pediatria e Puericultura do Rio Grande do Sul pelo Prof. Raul Moreira e um grupo de médicos precursores da formação pediátrica no Estado. A entidade cresceu e se desenvolveu com o espírito de seus idealizadores, que, preocupados com os avanços da área médica e da própria especialidade, uniram esforços na construção de uma entidade que congregasse os colegas que a cada ano se multiplicavam no atendimento específico da população infantil. Atualmente conta com cerca de 1.750 sócios, e se constitui em orgulho para a classe médica brasileira e, em especial, para a família pediátrica.
Marcelo Roxo Matusiak
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