segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Psicólogo alerta para tabus masculinos e impacto emocional após o Novembro Azul

Saúde do homem: tabus seguem impedindo busca por ajuda psicológica mesmo após o Novembro Azul Especialista alerta que masculinidade tradicional ainda dificulta o autocuidado e o diagnóstico precoce de doenças físicas e mentais Encerrado o Novembro Azul, especialistas ressaltam que os desafios ligados à saúde emocional masculina permanecem e precisam de atenção contínua. Embora a campanha seja tradicionalmente voltada ao câncer de próstata, os dados mostram que os impactos emocionais têm peso decisivo na mortalidade dos homens. Informações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que eles vivem, em média, sete anos menos que as mulheres e estão entre os grupos que menos procuram apoio psicológico, mesmo diante de sinais evidentes de adoecimento mental. Segundo o psicólogo Danilo Suassuna, doutor em Psicologia e diretor do Instituto Suassuna, o problema está profundamente ligado ao modelo tradicional de masculinidade. “Durante décadas, os homens foram ensinados a não expressar vulnerabilidade e a suportar dor e frustração sem buscar ajuda. Esse comportamento afeta não apenas as relações, mas a forma como lidam com o próprio corpo e a própria saúde. Muitos só procuram apoio quando a situação já se tornou insustentável”, afirma. A OMS estima que os homens representem cerca de 75% dos suicídios no mundo, evidenciando o impacto da resistência ao cuidado emocional. No Brasil, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) mostra que apenas 20% procuraram atendimento psicológico no último ano, enquanto entre as mulheres esse número chega a 43%. Estudos também indicam aumento da automedicação, do consumo de álcool e da evitação de conversas sobre sentimentos como estratégias comuns para lidar com sofrimento mental. Para Suassuna, a combinação entre pressão por produtividade, estigma e silêncio cria um ciclo de adoecimento. “A ideia de invulnerabilidade faz com que muitos neguem o que sentem. Quando o sofrimento se acumula — no trabalho, na família ou no próprio corpo — a reação mais comum é esconder, minimizar e enfrentar sozinho. Esse isolamento emocional alimenta quadros de ansiedade, depressão e estresse crônico”, explica. O especialista aponta três barreiras que ainda afastam os homens do cuidado emocional: medo de julgamento, desconhecimento sobre o funcionamento da terapia e falta de referências masculinas que falem abertamente sobre saúde mental. Para ele, a prevenção precisa ser contínua e integrada à rotina. “É essencial criar espaços de escuta acolhedores e políticas públicas que tratem o cuidado emocional como parte natural da vida. Isso aproxima o homem do atendimento antes que ele chegue ao limite”, aponta. A ampliação do acesso a serviços psicológicos é vista como fator central para reduzir o número de homens que chegam tardiamente aos sistemas de saúde. Iniciativas comunitárias, ações educativas e redes de cuidado têm contribuído para democratizar o atendimento, tornando-o mais acessível e descomplicado. Suassuna reforça que prevenção médica e emocional caminham juntas. “Um homem emocionalmente equilibrado procura consultas de rotina com mais facilidade, reconhece sinais de alerta e toma decisões preventivas com mais autonomia. Saúde é um conjunto de práticas que preservam a vida, não apenas a ausência de sintomas”, conclui.
Sobre Danilo Suassuna Danilo Suassuna é psicólogo e doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás). Atua com adolescentes e jovens adultos, unindo ciência, escuta e presença para compreender os desafios emocionais da vida contemporânea. Autor de mais de oito livros em áreas como psicologia clínica, reprodução humana e assistência psicológica ao parto, é também presidente do Instituto Brasil Central de Educação e Saúde (IBCES) uma organização voltada à integração entre educação, saúde e cultura e fundador do Instituto Suassuna, referência na formação de psicólogos atuantes. Pelo Instituto, Danilo lidera iniciativas que ampliam o mercado de trabalho da psicologia, mostrando o bem potencial máximo da profissão na vida das pessoas. É também diretor da Editora Suassuna, que publica obras de referência na área, e coordenador da SUA Rádio, canal reconhecido pelo YouTube Health por levar conteúdo sobre saúde mental ao grande público. Sua trajetória une pesquisa, clínica e comunicação, com o propósito de tornar a psicologia mais próxima das pessoas, uma ferramenta real de transformação individual e coletiva. Para mais informações acesse o instagram: @danilosuassuna. Sobre o Instituto Suassuna O Instituto Suassuna realiza congressos, seminários, workshops e extensões voltadas aos profissionais da psicologia. E para isso, conta com um time de especialistas em educação. O instituto utiliza o Google for Education para transformar a maneira como os alunos e professores aprendem, trabalham e inovam juntos. A metodologia utilizada transforma o ensino em aprendizagem permitindo que os alunos evoluam no próprio ritmo, resultando em solucionadores de problemas criativos e também em colaboradores eficientes. Tudo é pensado e entregue com o objetivo de direcionar os produtos, funcionários, programas e filantropia para um futuro em que os alunos tenham acesso à educação de qualidade que eles merecem e que com isso, possam transformar o mundo. Para mais informações, acesse o site ou através do instagram e canal no youtube. Lara Comunicação Carolina Lara

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