sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Parque Leolídio di Ramos Caiado é oásis para Goiânia 2 e população do entorno

Parque Leolídio di Ramos Caiado é oásis para Goiânia 2 e população do entorno Arquiteta e engenheiro do projeto relembram como foi seu desenvolvimento e implantação Fim de semana chega e as famílias da região norte já têm um destino certo para praticar caminhar, encontrar amigos, fazer piquenique ou lanchar na feirinha ou, simplesmente, curtir o ar fresco e a sombra de uma árvore. Sim, o local é um parque, mas não é os conhecidos Vaca Brava, Flamboyant, Areião ou Lago das Rosas.
O destino é o Parque Leolídio di Ramos Caiado, a principal atração do Setor Goiânia 2. A pedagoga Brenda Almeida e seu esposo são frequentadores assíduos. Moram no Setor Industrial Paulista, mas sempre estão por lá. “É o parque de que mais gostamos, por ser arborizado e porque tem a feirinha no domingo", diz. O casal Pedro Egídio e Ana Paula Lemos são do Jardim Curitiba 2 e também estão sempre por lá. Morador do Goiânia 2, o ex-servidor público Weber de Paula Oliveira Barbosa, de 44 anos, é atletista, pratica trail running e é o único goiano a participar da Ultra-Trail du Mont-Blanc (UTMB), uma das principais ultramaratonas de montanha do mundo. O lugar que ele treina? Parque Leolídio di Ramos Caiado pelo menos quatro vezes na semana. “Nele eu faço corrida e treino de bicicleta", conta. Inaugurado em 2010, o Parque Leolídio Caiado possui quase 124 mil metros quadrados e está entre os maiores da capital. Oferece área verde e infraestrutura voltada ao bem-estar, o local é um convite ao descanso, à prática esportiva e ao convívio social. O lugar conta com dois lagos em seu centro, playground, pista de caminhada, ciclovia e um ponto aconchegante para descanso. É um refúgio urbano planejado que oferece acessibilidade, gramados extensos, espaços para piquenique e segurança para a prática de atividades físicas. Até mesmo os animais de estimação conseguem aproveitar o passeio, pois no parque existe também um pet place. A arquiteta e paisagista Yara Hasegawa, com vasta experiência em implantação e revitalização de áreas verdes públicas, e à convite da Tropical Urbanismo, foi a responsável pelo projeto do parque. “Foi uma honra poder trabalhar ali, porque a região norte não tinha um parque desse porte. A inspiração para desenvolvê-lo foi seu formato de U e com um lençol freático muito pujante. A gente tinha uma insurgência de água que sempre ficava empossada, mesmo nas épocas mais quentes do ano, então pensamos em transformar isso num lago e o parque acontecer no entorno desse grande lago”, relembra.
Composição Yara Hasegawa ressalta que o projeto foi feito para atender a todas as faixas etárias e público, com pista de bicicleta bidirecional, pista de caminhada, estação de ginástica, quiosques, parque infantil e dois lagos. “Uma vez na semana o parque recebe brinquedos diferentes, adaptados a crianças com necessidades especiais, e ele fica de frente ao primeiro lago, numa área muito privilegiada. Eu, como arquiteta e paisagista, sou uma entusiasta de áreas públicas que de fato funcionam. Saber que você está entregando uma área que estava degradada, sem utilização, e transformá-la pensando no potencial ecológico dela, de um ambiente de recursos naturais, mas dando um cunho social para ele é muito gratificante”, salienta. O engenheiro civil Raphael Gualberto foi o responsável pela execução do projeto do Parque Leolídio di Ramos Caiado. “Foi um desafio, pois trata-se de um local que a intervenção foi criteriosa no sentido de preservação dos remanescentes vegetais em uma área já antropizada” afirma ele, lembrando que o tempo de implantação foi curto, apenas um ano. “É um espaço bastante generoso para atender a população da região”, pontua. Ambos destacam a sensação de dever cumprido com a realização do Parque Leolídio di Ramos Caiado. “Muita felicidade por transformar uma área abandonada, degradada pelo acúmulo de lixo e entulho em um local sustentável, do ponto de vista ambiental, e um espaço de lazer para as pessoas da região que estava faltando até aquele momento”, pontua Raphael Gualberto. “É uma sensação de gratidão de dever cumprido e eu fico extremamente feliz. E quando essas áreas são implantadas e ela tem uso é sinal de que o projeto está caminhando para um lugar certo”, complementa Yara. Comunicação Sem Fronteiras

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