quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Harmonização de Fiuk chama atenção para cuidados faciais que começam a ganhar espaço após os 30
Harmonização de Fiuk chama atenção para cuidados faciais que começam a ganhar espaço após os 30
Cirurgião plástico explica como mudanças de colágeno, volume e sustentação levam pacientes mais jovens a procurar procedimentos e tecnologias com resultados discretos
Aos 35 anos, Fiuk mostrou nesta semana o resultado de uma harmonização facial realizada durante sua participação no programa Fofocalizando, do SBT. Ao comentar a mudança, o cantor afirmou que buscava corrigir pequenos pontos e chamou atenção principalmente para as alterações no rosto. A repercussão coloca novamente em discussão um movimento que chega aos consultórios de cirurgia plástica, pessoas na faixa dos 30 anos interessadas em cuidar da face antes que sinais mais acentuados do envelhecimento apareçam.
Dados recentes da American Academy of Facial Plastic and Reconstructive Surgery (AAFPRS) ajudam a dimensionar essa mudança de comportamento. A pesquisa anual da entidade aponta aumento de pacientes interessados em intervenções mais precoces e discretas, no estudo 57% dos cirurgiões consultados registram crescimento da procura por procedimentos cosméticos ou injetáveis entre pessoas com menos de 30 anos. Outro levantamento da associação identifica também maior participação da faixa de idade de 35 e 55 anos entre os pacientes submetidos a procedimentos como o facelift.
“Por volta dos 30 anos, muitas pessoas começam a perceber mudanças que ainda são pequenas, mas já modificam a aparência do rosto. A produção de colágeno diminui progressivamente, a qualidade da pele pode mudar e começamos a observar alterações de volume e sustentação. Isso não significa que exista um procedimento indicado para quem completou 30 ou 35 anos. O que existe é uma fase em que essas diferenças passam a ser percebidas e levam o paciente ao consultório”, explica David Di Sessa, cirurgião plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Essa procura não está associada necessariamente a uma mudança acentuada. No caso de pacientes mais jovens, que ainda apresentam boa sustentação facial, o planejamento pode envolver intervenções pontuais para tratar textura da pele, flacidez inicial, perda discreta de volume, contorno ou sinais de cansaço. Toxina botulínica, preenchimentos com ácido hialurônico e bioestimuladores de colágeno estão entre os recursos disponíveis, mas a escolha depende da característica que efetivamente precisa ser tratada.
“Existe uma diferença entre olhar para o rosto procurando lugares para aplicar produtos, e fazer uma avaliação detalhada. Nós analisamos pele, compartimentos de gordura, estrutura óssea, musculatura, proporções e movimentação. Em alguns pacientes, não existe necessidade de adicionar volume. Em outros, uma correção pequena pode ser suficiente para recuperar uma proporção que começou a mudar. O objetivo não deve ser criar outro rosto, mas trabalhar aquilo que realmente incomoda preservando as características individuais”, orienta o cirurgião plástico.
As tecnologias também passam a ocupar espaço nesse planejamento. Lasers podem ser utilizados em tratamentos voltados à textura, manchas e renovação da pele, enquanto recursos baseados em energia, como radiofrequência e ultrassom, apresentam indicações específicas de acordo com a profundidade e a alteração que se pretende tratar. A radiofrequência microagulhada também integra protocolos voltados à qualidade da pele e ao estímulo de colágeno. A escolha da tecnologia, intensidade e número de sessões depende da avaliação médica e das características dos tecidos.
“A tecnologia não deve ser escolhida pelo nome do aparelho ou porque determinada técnica aparece nas redes sociais. Primeiro identificamos se a queixa está na pele, no volume, na gordura, na musculatura ou na sustentação. A partir disso é possível entender se um equipamento pode contribuir, se existe indicação de um injetável ou se o melhor naquele momento é não intervir. O aparelho é uma ferramenta dentro do planejamento, não o tratamento por si só”, explica David.
A avaliação ganha ainda mais importância, porque nem todas as alterações percebidas depois dos 30 anos estão restritas à superfície da pele. Perda importante de peso, genética, exposição solar, tabagismo e características anatômicas podem antecipar flacidez ou modificar a distribuição do volume facial. Quando existe queda efetiva dos tecidos, procedimentos como minilifting ou outras técnicas cirúrgicas podem entrar na discussão, sempre de acordo com o grau de alteração apresentado e não apenas com a idade do paciente.
Para David Di Sessa, a procura mais precoce também modifica a conversa dentro do consultório. “O paciente de 30 ou 35 anos muitas vezes não chega querendo parecer mais jovem. Ele diz que parece cansado, que perdeu definição no rosto ou que começou a notar uma mudança nas fotografias. Nosso trabalho é identificar de onde vem essa percepção. Quanto mais precisa for essa análise, menor a necessidade de intervir em áreas que não precisam de tratamento e maior a possibilidade de manter um resultado natural”, conclui.
Sobre o especialista: David Di Sessa é médico cirurgião plástico, graduado pela Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), com residência em Cirurgia Plástica em Campinas e estágio de aperfeiçoamento na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, sob orientação do professor Ivo Pitanguy. Com mais de 15 anos de experiência e mais de 5 mil procedimentos realizados, atua com foco em resultados naturais e na melhora da qualidade de vida dos pacientes, realizando cirurgias plásticas faciais, corporais e das mamas. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), da Associação Paulista de Medicina (APM) e da Associação Médica Brasileira (AMB).
CRM-SP 112566
RQE 32162
Instagram: @daviddisessa
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Mayara Rodrigues
Assessora de Imprensa
mayara@maximasp.com.br
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