quarta-feira, 7 de outubro de 2026

De Kim Kardashian a Virginia Fonseca: conheça os famosos que aderiram à nova tecnologia queridinha da estética

De Kim Kardashian a Virginia Fonseca: conheça os famosos que aderiram à nova tecnologia queridinha da estética Tecnologia de radiofrequência desenvolvida na Coreia do Sul combina duas frequências e busca melhorar firmeza e sustentação da pele A busca por tratamentos estéticos com resultados mais naturais vem ganhando espaço entre celebridades. Entre os nomes associados ao XERF estão Kim Kardashian, Virginia Fonseca, Ana Hickmann, Rafa Uccman, Mariana Kupfer, Oprah Winfrey, Ruby Rose, Débora Secco, Alessandra Negrini e Vini Jr. Desenvolvido na Coreia do Sul, o XERF é uma nova geração de radiofrequência monopolar voltada principalmente para flacidez, sustentação e qualidade da pele. A tecnologia combina duas frequências, de 6,78 MHz e 2 MHz, permitindo que a energia alcance diferentes profundidades dos tecidos. A plataforma possui três configurações de profundidade e dez níveis de energia, que podem ser ajustados conforme a anatomia, a espessura dos tecidos e o grau de flacidez. O sistema também utiliza monitoramento e resfriamento da superfície da pele durante a aplicação. O XERF funciona por meio do aquecimento controlado dos tecidos, provocando alterações nas fibras de colágeno existentes e estimulando um processo progressivo de remodelação. Estudos histológicos sobre a radiofrequência monopolar de dupla frequência identificaram alterações na organização das fibras de colágeno, incluindo espessamento e encurtamento dos feixes, além de mudanças em planos fasciais. Esses resultados ajudam a explicar os efeitos de firmeza e sustentação observados clinicamente. “O diferencial do XERF está na forma como essa energia é entregue aos tecidos. Ele trabalha com duas frequências e consegue combiná-las durante o tratamento para alcançar diferentes profundidades. Isso é especialmente interessante porque o envelhecimento não acontece em um único plano”, explica a dermatologista, Maria Lígia Mendonça.
Na prática, a tecnologia pode ser utilizada em regiões como terço inferior da face, contorno mandibular, região abaixo do queixo, pescoço e área periocular. A indicação depende da avaliação médica e das características de cada paciente. O procedimento não utiliza agulhas e não exige um período significativo de recuperação. A tecnologia utiliza uma sequência de pulsos de energia associada a resfriamento integrado, permitindo controlar o aquecimento dos tecidos mais profundos e a proteção da superfície da pele. Procura A procura por tecnologias como o XERF acompanha uma mudança na própria concepção de rejuvenescimento. Segundo Maria Lígia, pacientes buscam cada vez mais preservar as características do próprio rosto, em vez de promover mudanças muito evidentes na aparência. “Durante muitos anos, a estética esteve bastante associada à transformação: preencher, aumentar, projetar, modificar. Agora estamos entrando em uma fase muito mais voltada para preservação, regeneração e longevidade da pele e dos tecidos. O paciente não quer necessariamente parecer outra pessoa. Ele quer olhar no espelho e reconhecer a própria face, mas com uma aparência mais descansada, firme e saudável.” afirma. O XERF também pode fazer parte de protocolos combinados. Isso porque o envelhecimento reúne diferentes aspectos, como flacidez, perda de estrutura e volume, alterações na qualidade da pele, manchas, rugas e mudanças musculares. “Uma das grandes evoluções da dermatologia estética está justamente em entender que dificilmente uma única tecnologia resolve todos os componentes do envelhecimento. Podemos associar tecnologias de firmeza a bioestimuladores de colágeno, ácido hialurônico quando existe necessidade de reposição estrutural, toxina botulínica para o componente muscular e outras tecnologias direcionadas à textura, manchas e qualidade da pele.” explica Maria Lígia. A médica reforça que a combinação de tratamentos deve partir de uma avaliação e não da simples soma de procedimentos. “O mais importante é que a associação tenha uma lógica médica. Não se trata de acumular procedimentos. Trata-se de diagnosticar quais componentes do envelhecimento estão presentes e escolher a melhor ferramenta para cada um deles.” afirma. Sobre o XERF Desenvolvido na Coreia do Sul, o XERF posteriormente ganhou espaço em mercados como Estados Unidos e Europa. Segundo dados divulgados pela fabricante, a plataforma ultrapassou 2 mil equipamentos instalados mundialmente em menos de dois anos após seu lançamento na Coreia, em maio de 2024. Para Maria Lígia, essa mudança também altera a forma de avaliar o resultado de um tratamento estético. “Um bom tratamento estético não deveria ser identificado pelo procedimento realizado. Quando alguém olha para um paciente e imediatamente percebe o preenchimento, a toxina ou determinada intervenção, talvez tenhamos perdido um pouco do objetivo. Para mim, o futuro da estética natural é justamente o contrário: o resultado aparece, mas o procedimento não.” Mari Hipólito mari@wpconectada.com

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