sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Avanço dos canais digitais reforça importância do letramento em saúde

Canais digitais ampliam o acesso a medicamentos: por que o esse avanço aumenta a importância do letramento em saúde? Para a ACESSA, facilidade de acesso precisa vir acompanhada de informação de qualidade para que o consumidor faça escolhas conscientes e responsáveis São Paulo, 07 de outubro de 2026 – A digitalização da jornada de saúde está ampliando as possibilidades de acesso a informações, serviços e medicamentos. Nos últimos meses, o tema também avançou no campo regulatório, em agosto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu um processo para regulamentar a contratação, por farmácias, de canais digitais e plataformas de comércio eletrônico para logística e entrega de medicamentos. A transformação acontece também na forma como as receitas são emitidas e controladas. A partir de 30 de setembro, o Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) inicia uma nova etapa, com funcionalidades para emissão e controle eletrônico de receitas. A mudança será gradual e não elimina, neste momento, a utilização de receitas em papel. Esse cenário amplia a conveniência e as possibilidades de acesso, mas também coloca em evidência uma questão fundamental: quanto mais informações, produtos e serviços de saúde estão disponíveis, maior é a necessidade de saber identificar, compreender e utilizar esses recursos de maneira adequada. Para a ACESSA – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde, acesso e informação precisam caminhar juntos. “O avanço dos canais digitais pode facilitar a jornada de cuidado, mas não significa que a pessoa esteja automaticamente preparada para tomar decisões sobre sua saúde. Por isso, é importante o letramento em saúde para que a pessoa possa ter a capacidade de acessar, compreender, avaliar e utilizar informações de maneira consciente e responsável”, afirma Cibele Zanotta, presidente-executiva da ACESSA. Letramento em saúde vai além de encontrar informação Em um ambiente em que uma grande quantidade de conteúdos sobre saúde está disponível a poucos cliques, o desafio não está apenas em encontrar uma informação, mas em avaliar sua qualidade, compreender o que ela significa e identificar como pode ou não ser aplicada a uma situação específica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define letramento em saúde como a capacidade de acessar, compreender, avaliar e utilizar informações e serviços de saúde de maneira a promover e manter a saúde e classifica o letramento em saúde como um determinante da saúde. Isso significa que uma pessoa pode ter acesso a uma grande quantidade de conteúdo e, ainda assim, enfrentar dificuldades para distinguir uma informação baseada em evidências de uma recomendação sem fundamento, compreender uma orientação ou reconhecer quando determinado sintoma exige avaliação profissional. “Letramento em saúde não é simplesmente saber ler uma bula ou pesquisar um sintoma na internet. É ter condições de compreender aquela informação, avaliar sua relevância e tomar uma decisão adequada, inclusive reconhecer quando é hora de procurar um profissional de saúde”, explica Cibele. No caso de situações como dor e febre, por exemplo, o autocuidado pode envolver medidas não medicamentosas e, quando apropriado, o uso responsável de medicamentos isentos de prescrição (MIPs). Para isso, é necessário compreender as orientações de uso, observar possíveis contraindicações e reconhecer sinais que indiquem a necessidade de avaliação profissional. O Guia de Autocuidado em Saúde da ACESSA, que aborda o tema da dor, reforça justamente essa dimensão. “Autocuidado envolve reconhecer sinais de alerta, seguir as recomendações de uso e buscar atendimento quando a dor persiste, piora ou apresenta características incomuns”, comenta Cibele. A importância do autocuidado ganha outra dimensão quando considerada no contexto dos desafios globais de acesso à saúde. Segundo a OMS, aproximadamente 4,6 bilhões de pessoas no mundo não estão cobertas por serviços essenciais de saúde. A organização também estima que 2,1 bilhões enfrentam dificuldades financeiras relacionadas aos gastos com saúde, incluindo 1,6 bilhão de pessoas que vivem ou são empurradas para a pobreza em razão de despesas diretas com cuidados de saúde. Nesse cenário, a OMS reconhece o potencial das intervenções de autocuidado para ampliar opções e autonomia, especialmente quando acompanhadas de informações precisas, acessíveis e adequadas, além do suporte dos profissionais de saúde quando necessário. É a partir dessa visão que a ACESSA lançou o Manifesto “Pratique o Autocuidado em Saúde”, que propõe uma mobilização permanente em torno de uma cultura de autocuidado baseada em informação de qualidade, autonomia e responsabilidade. O documento estabelece quatro pilares para essa discussão: Letramento em saúde, ampliando a capacidade de compreender e utilizar informações confiáveis; Acesso ao autocuidado, fortalecendo as possibilidades de cuidado disponíveis às pessoas; Uso responsável de medicamentos isentos de prescrição (MIPs); Sustentabilidade do sistema de saúde, considerando o papel do autocuidado na prevenção e no cuidado de condições de menor complexidade. A proposta é ampliar a compreensão de que autocuidado não se resume a uma decisão individual ou ao uso de determinado produto. É uma jornada que começa com informação, passa pela capacidade de tomar decisões conscientes e inclui também o reconhecimento dos limites do cuidado individual. Para a ACESSA, em um cenário de maior acesso digital a informações, serviços e soluções de saúde, fortalecer o letramento em saúde torna-se fundamental para que a conveniência se traduza em autonomia responsável e não apenas em mais informação disponível. O Manifesto “Pratique o Autocuidado em Saúde” está disponível no site da ACESSA. Sobre a ACESSA Fundada em 1994, a ACESSA – Associação Brasileira da Indústria de Produtos para o Autocuidado em Saúde é uma entidade sem fins lucrativos que atua pela valorização do autocuidado responsável, da educação em saúde e do uso racional de medicamentos isentos de prescrição. A associação promove iniciativas voltadas à ampliação do acesso à saúde, autonomia do cidadão e sustentabilidade dos sistemas de saúde, além de manter interlocução ativa com órgãos governamentais, entidades nacionais e organizações internacionais relacionadas ao setor. Assessoria de Imprensa ACESSA Felipe Marques - felipe.marques@andall.ag Kesly Cordeiro - kesly.cordeiro@andall.ag Fabíola Capalbo - fabiola.capalbo@andlall.ag

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