quarta-feira, 30 de setembro de 2026

DIA DO IDOSO - Você sabe qual o papel do geriatra?

Você sabe qual o papel do geriatra? Neste Dia do Idoso especialista esclarece dúvidas sobre essa especialidade Dados do Censo Demográfico de 2022 mostram que a população com mais de 60 anos teve um aumento de 56% em relação ao levantamento de 2010. São cerca de 32.113.490 pessoas que estão nessa faixa-etária, que representam 15,6% da população do Brasil, que gira em torno de 203.080.756. O número reforça a importância de datas como o Dia Nacional e Internacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro.
Para acompanhar esse crescimento também está aumentando a quantidade de geriatras no país. Pesquisa da Demografia Médica Brasileira 2025, publicação do Conselho Federal de Medicina e da Universidade de São Paulo, indica que existem 3.167 geriatras no Brasil, o que corresponde a 1,49 especialistas por 100 mil habitantes. O número parece baixo, mas ao se comparar com 2011, quando havia 662 geriatras, houve um crescimento de 378,4%. O geriatra Matheus Sihnel, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, explica que a geriatria é uma especialidade que foca no cuidado da saúde do idoso, tanto tratando múltiplas comorbidades quanto prevenindo o declínio funcional. Esse cuidado é direcionado principalmente para os indivíduos após os 60 anos. “É um segmento imprescindível para promoção do envelhecimento saudável, prevenir o declínio funcional e no manejo de múltiplas comorbidades, muitas vezes funcionando como um ponto de equilíbrio entre diversas intervenções”, pontua. Múltiplas especialidades Uma dúvida constante das pessoas é se a geriatria substitui o seguimento com múltiplos especialistas. O médico destaca que depende de cada caso, mas que na maior parte dos pacientes, a geriatria pode assumir boa parte dos cuidados clínicos realizados por muitas especialidades. “Em alguns casos específicos, o acompanhamento conjunto com outras especialidades é imprescindível, como por exemplo, no caso do apoio de nefrologista em pacientes em hemodiálise ou da cardiologia na indicação da intervenção em um caso de coronariopatia grave”, exemplifica.
Matheus Sihnel ressalta que de maneira geral, os idosos que mais se beneficiam do acompanhamento geriátrico quando há outros especialistas concomitantemente são aqueles mais frágeis, com múltiplas comorbidades. “Os que vem passando por prescrições extensas e muitas vezes apresentando benefício muito limitado ou até mesmo efeitos adversos diante das intervenções de vários profissionais”, afirma. Sobre a frequência do acompanhamento, o geriatra esclarece que ele sempre deve ser individualizado. “Os idosos mais hígidos e com comorbidades controladas, podem ser acompanhados semestralmente ou anualmente. Todavia, pacientes mais frágeis e com comorbidades descompensadas podem ter a necessidade de avaliações trimestrais ou até mensais”, orienta COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS

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