sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Bumbum de Virginia reacende debate sobre limites e contorno dos glúteos
Bumbum de Virginia reacende debate sobre limites e contorno dos glúteos
Cirurgião plástico explica por que volume não deve ser o único parâmetro e detalha alternativas para tratar flacidez, celulite e proporção corporal
O resultado da harmonização glútea de Virginia Fonseca, voltou a chamar atenção nas redes sociais após a influenciadora publicar vídeos exibindo o corpo. A repercussão ganhou força quando uma amiga brincou e falou “vai explodir”. Dias antes, Virginia também havia retornado ao consultório responsável pelo procedimento para avaliar a evolução e a necessidade de novos retoques.
A exposição do procedimento coloca em evidência um tipo de tratamento que desperta interesse entre pacientes que desejam melhorar volume, contorno, firmeza e textura da pele dos glúteos sem recorrer a uma cirurgia. Para o cirurgião plástico David Di Sessa, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o resultado precisa ser analisado além do tamanho.
“O objetivo não é copiar um corpo, mas sim entender o que incomoda cada paciente, como flacidez, celulite, perda de volume ou falta de contorno. A indicação deve considerar a anatomia, a proporção corporal e a qualidade da pele. As referências vistas nas redes podem ajudar o paciente a comunicar suas preferências, mas não determinam quanto produto deve ser aplicado ou qual técnica é indicada”, enfatiza o cirurgião.
A chamada harmonização glútea não corresponde a uma única técnica. O planejamento pode envolver recursos diferentes conforme a queixa apresentada e deve considerar proporção entre cintura, quadril, coxas e glúteos, além da qualidade da pele. No caso de Virginia, o profissional responsável informou que o tratamento busca melhorar contorno e firmeza.
Entre os protocolos utilizados por David Di Sessa em seu consultório, sem relação com o tratamento realizado por Virginia, está o B2S, desenvolvido e executado exclusivamente pelo cirurgião. A técnica combina, em uma única aplicação, três produtos voltados a necessidades diferentes dos glúteos e busca melhorar firmeza, volume, contorno e aparência da celulite sem prótese ou internação.
No protocolo, o bioestimulador de colágeno é utilizado para estimular colágeno e melhorar a firmeza da pele. O ácido hialurônico atua no volume e no desenho do contorno, enquanto a toxina botulínica é empregada dentro do planejamento médico com o objetivo de auxiliar na aparência da celulite. A combinação e a quantidade utilizadas dependem das características de cada paciente.
“A combinação estratégica desses produtos permite tratar diferentes queixas em uma única sessão. A aplicação exige conhecimento anatômico e planejamento preciso, porque a quantidade de produto, os pontos de aplicação e a indicação variam conforme o objetivo e as características de cada paciente”, explica Di Sessa.
O retorno de Virginia ao consultório pouco mais de um mês após o procedimento, também chama atenção para outro aspecto dos tratamentos injetáveis. Avaliar o resultado não significa necessariamente realizar uma nova aplicação e a evolução precisa ser acompanhada antes de qualquer decisão sobre manutenção, já que alguns efeitos são imediatos e outros aparecem gradualmente.
“Fatores como tônus muscular, espessura da pele, grau de celulite, proporção corporal e resposta individual influenciam o resultado. Por isso, não existe uma quantidade de produto ou uma frequência de aplicação que sirva para todos. Aumentar volume repetidamente sem reavaliar essas características pode comprometer a naturalidade e afastar o tratamento do objetivo inicial”, ressalta David.
O profissional ressalta que uma imagem pode servir como inspiração estética, mas o planejamento deve ser personalizado. “Quando o tratamento respeita a estrutura corporal e a individualidade do paciente, o resultado tende a ser mais harmônico e seguro, por isso procedimentos injetáveis exigem técnica, produtos regularizados e acompanhamento adequado. Mesmo sem cirurgia, todo tratamento estético precisa de indicação médica, segurança e responsabilidade”, finaliza o cirurgião.
Sobre o especialista
David Di Sessa é médico cirurgião plástico, graduado pela Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), com residência em Cirurgia Plástica em Campinas e estágio de aperfeiçoamento na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, sob orientação do professor Ivo Pitanguy. Com mais de 15 anos de experiência e mais de 5 mil procedimentos realizados, atua com foco em resultados naturais e na melhora da qualidade de vida dos pacientes, realizando cirurgias plásticas faciais, corporais e das mamas. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), da Associação Paulista de Medicina (APM) e da Associação Médica Brasileira (AMB).
CRM-SP 112566
RQE 32162
Instagram: @daviddisessa
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Mayara Rodrigues
Assessora de Imprensa
mayara@maximasp.com.br
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