quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
Musculação no verão: como adaptar o treino para amenizar os efeitos do calor
Musculação no verão: como adaptar o treino para amenizar os efeitos do calor
Altas temperaturas aumentam o risco de desidratação e fadiga na musculação; ajustes no treino ajudam a manter o rendimento
Com a chegada do verão, aumenta o número de pessoas que mantêm ou intensificam a rotina de musculação. Férias, carnaval e metas estéticas típicas da estação impulsionam a frequência nas academias. Ao mesmo tempo, crescem os riscos associados ao treino em altas temperaturas, como desidratação, queda de rendimento, tontura e mal-estar. O interesse pelo tema aparece também nas buscas online: termos como “treinar no calor”, “hidratação no treino” e “queda de pressão após exercício” costumam registrar alta entre dezembro e março, segundo dados do Google Trends.
Do ponto de vista fisiológico, o calor interfere diretamente na resposta do corpo ao exercício. Para manter a temperatura corporal estável, o organismo aumenta o fluxo de sangue para a pele, o que reduz a quantidade disponível para os músculos. Esse processo eleva a frequência cardíaca, acelera a perda de líquidos pelo suor e diminui a capacidade de sustentar cargas elevadas por longos períodos.
“O corpo precisa conciliar o resfriamento com o fornecimento de oxigênio e nutrientes aos músculos. Isso aumenta o custo fisiológico do exercício e antecipa a fadiga”, explica o treinador físico Lucas Florêncio, da Smart Fit. Segundo ele, no calor, o uso dos estoques de carboidrato ocorre de forma mais rápida, o que contribui para a queda de rendimento durante o treino.
Diante desse cenário, adaptar a musculação no verão não significa treinar menos, mas com estratégia. A ideia é ajustar o estímulo para manter a segurança e a consistência sem comprometer os resultados. “A mesma carga e o mesmo volume que funcionam em temperaturas amenas podem se tornar excessivos no calor, porque a percepção de esforço aumenta”, afirma Florêncio.
Entre os ajustes mais recomendados está a ampliação dos intervalos de descanso. Pausas maiores entre as séries ajudam a reduzir a frequência cardíaca e facilitam a dissipação do calor. Outra estratégia é reduzir pontualmente o volume total do treino, com menos séries, mantendo a carga sempre que possível. Dessa forma, é possível preservar a intensidade sem sobrecarregar o sistema cardiovascular.
O aumento da sudorese também exige atenção. No verão, a perda de líquidos e eletrólitos, como sódio e potássio, é maior, o que pode favorecer câimbras, tontura e fadiga precoce. A hidratação deve começar antes do treino, continuar durante a atividade e ser reforçada após o término. Para sessões mais longas, a reposição de eletrólitos pode ser indicada, especialmente em ambientes muito quentes.
Sinais como tontura, visão turva, dor de cabeça intensa, calafrios ou confusão mental não devem ser ignorados. Esses sintomas podem indicar queda de pressão ou exaustão térmica e são motivo para interromper o treino imediatamente. “Treinar no calor exige mais atenção aos sinais do corpo. Persistir apesar do mal-estar aumenta o risco de problemas mais graves”, alerta o treinador.
Outro ponto importante é desmistificar a ideia de que suar mais significa queimar mais gordura. O suor é apenas um mecanismo de resfriamento do corpo. A redução de peso observada após treinos intensos no calor está relacionada, principalmente, à perda de água e não à queima de gordura. Estratégias para “suar mais”, como usar agasalhos ou treinar em locais sem ventilação, aumentam o risco de desidratação e prejudicam a performance.
Diretrizes de entidades como o American College of Sports Medicine reforçam que, em ambientes quentes, a adaptação do treino é fundamental para reduzir riscos e manter a qualidade do estímulo. Ajustar carga, volume e descanso, priorizar a técnica e investir em hidratação são medidas importantes.
Sobre o Grupo Smart Fit
O Grupo Smart Fit detém as marcas de academias Smart Fit, Bio Ritmo e Nation CT, as marcas de studios Race Bootcamp, Vidya Studio, Tonus Gym, One Pilates, Jab House, Kore e Velocity, além do agregador Total Pass e do produto digital Queima Diária. A rede Smart Fit é líder do mercado de academias na América Latina, com aproximadamente 5,2 milhões de alunos. A cada 100 latino-americanos, 1 treina na Smart Fit. Atualmente, são 2 mil unidades em 16 países. No Brasil, a Smart Fit está presente em mais de 170 cidades, em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Conheça mais sobre a Smart Fit no site oficial.
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