segunda-feira, 6 de julho de 2026
Goiás é o 5º estado que mais contrata jovens, segundo IBGE
Goiás é o 5º estado que mais contrata jovens, segundo IBGE
Programa Menor Aprendiz tem sido a principal ferramenta social para acesso ao primeiro emprego. Em Goiânia, jovem que começou a trabalhar em incorporadora como menor aprendiz tornou-se acionista da empresa
Lançado há 25 anos, o programa Jovem Aprendiz atingiu em 2025 seu maior patamar em números de contratações desde sua criação: 715 mil efetivações formais de jovens trabalhadores na faixa de 14 a 24 anos. Goiás tem papel preponderantemente nessa inserção dos jovens no mercado de trabalho, ocupando a quinta colocação nacional entre os estados que mais contrataram pessoas nessa faixa etária, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O programa Jovem Aprendiz é hoje a principal ferramenta social para promoção da empregabilidade juvenil, que ainda é a faixa etária mais atingida pelo desemprego no Brasil: 11,4% para quem tem de 18 a 24 anos, e 19,9% para quem tem 14 e 17 anos. Números que estão bem acima da média nacional geral - 5,1%. Os dados são do IBGE e referem-se ao ano de 2025.
De acordo com informações da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Seds), atualmente são cerca de 8.500 jovens ativos no programa de socioaprendizagem. Uma dessas jovens é Geovana Moreira Martins, 19 anos, que há quase um ano assumiu sua primeira oportunidade de trabalho, na FGR Incorporações, empresa goiana líder no Centro-Oeste na construção de condomínios de casas.
Cursando a faculdade de Psicologia pela manhã e trabalhando na FGR à tarde, Geovana começou a atuar no administrativo das obras do Jardins Lyon, empreendimento da incorporadora localizada em Aparecida de Goiânia, desempenhando atividades como verificação de documentação, agendamento de exames admissionais e demissionais, redação de ofícios para bancos e outras rotinas administrativas. “Mas agora estou trabalhando na sede da FGR, onde estou envolvida com a troca de cartões de ponto e também organizando documentações relacionadas à rescisões de trabalho”, explica a jovem.
Ao lembrar do seu primeiro contato com o trabalho de forma profissional, Geovana lembra do nervosismo do primeiro dia, que segundo ela, logo passou com o acolhimento dado pela empresa. “Eu não tinha nenhuma experiência de trabalho, então para gente que é jovem é bem mais difícil. Então, nesse sentido, acho que é um programa que acolhe os jovens mesmo”, destaca.
Há quase um ano de empresa, diz que já aprendeu muitas coisas que, segundo ela, serão importantes para sua vida e carreira profissional. “Aprendi a me relacionar melhor com as pessoas e como me portar no ambiente de trabalho. Numa empresa do tamanho da FGR, você tem gente de várias formações, várias idades, várias vivências”, relata Geovana.
De menor aprendiz a acionista
O programa Jovem Aprendiz foi a grande porta de entrada para a contadora Denise Rodrigues, que em 2011, aos 16 anos, assumiu sua primeira experiência de trabalho na FGR Incorporações. “Comecei como arquivista, trabalhando em um departamento que cuidava de todos os documentos da empresa, todas as áreas responsáveis, todos os departamentos”, lembra.
Foi só o início de uma jornada que levou a uma posição que ela jamais imaginava na época. Denise, que hoje é a atual coordenadora contábil da FGR, foi recentemente convidada e tornada acionista da empresa. “Confesso que até me sinto emocionada ao falar dessa minha trajetória, e ver onde consegui chegar e o quanto ainda posso crescer”, diz.
Denise fala com orgulho sobre sua trajetória de 15 anos na empresa que lhe deu sua primeira oportunidade de trabalho. Ela se lembra que, como uma jovem aprendiz, chegou com muito nervosismo e insegurança, mas esses sentimentos foram passando na medida em que percebeu o acolhimento da empresa. “O ambiente aqui sempre foi de muita educação, cordialidade e respeito por todos, independe de função ou hierarquia, e isso foi me deixando mais confortável e com confiança”, relata.
Construção de talentos
De acordo com Rafael Carlos Gonçalves, especialista em gestão de pessoas e coordenador da área de Recursos Humanos da FGR Incorporações, o Programa Jovem Aprendiz tem um papel muito importante na formação e na inserção dos jovens no mercado de trabalho. Segundo ele, a iniciativa representa, muitas vezes, o primeiro contato dos jovens com o ambiente corporativo, com as responsabilidades profissionais e com oportunidades reais de desenvolvimento. “Acho que mais do que cumprir uma função social, o programa contribui para a construção de experiência, disciplina, aprendizado técnico e desenvolvimento comportamental, preparando esses jovens para os desafios da carreira e ampliando suas perspectivas profissionais”, pontua o coordenador de recursos humanos da FGR.
Segundo Rafael, a FGR percebe os jovens trabalhadores aprendizes como talentos em construção. “Dentro da nossa política de RH, buscamos proporcionar um ambiente de aprendizado, acolhimento e desenvolvimento para esses jovens, onde eles possam se sentir parte da empresa, e se sintam seguros para desenvolver suas habilidades e construir sua trajetória profissional”, afirma Rafael.
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