quinta-feira, 16 de julho de 2026

Depois que Virginia Fonseca viralizou com técnica facial, dermatologista explica o que é verdade e o que é mito sobre o dermaplaning

Depois que Virginia Fonseca viralizou com técnica facial, dermatologista explica o que é verdade e o que é mito sobre o dermaplaning Dra. Carla Vidal esclarece dúvidas sobre o procedimento que promete pele mais lisa e luminosa, mas precisa ser realizado com critérios Mais um procedimento de skincare ganhou força nas redes sociais. Desta vez, foi o dermaplaning ou, pelo menos, uma técnica semelhante realizada com lâmina facial. O assunto voltou aos holofotes depois que a influenciadora Virginia Fonseca compartilhou sua rotina de cuidados com a pele utilizando uma lâmina para remover os pelos do rosto, despertando curiosidade entre milhões de seguidores e reacendendo o interesse pelo procedimento. A facilidade aparente do método faz parecer que qualquer pessoa pode reproduzi-lo em casa. Mas, segundo a dermatologista Dra. Carla Vidal, a técnica vai muito além da simples remoção dos pelos. "O dermaplaning é um procedimento que promove uma esfoliação física extremamente controlada. Ele remove células mortas da superfície da pele e também os pelos finos, proporcionando uma textura mais uniforme e um aspecto de luminosidade imediata. Mas ele precisa ser indicado para o paciente certo e realizado com técnica adequada", explica a especialista. Dra Carla diz que, embora o procedimento tenha conquistado espaço nas redes sociais por proporcionar um efeito visual instantâneo, ele não substitui tratamentos dermatológicos e tampouco deve ser encarado como um cuidado universal. "O que vemos nas redes é uma simplificação de um procedimento que possui indicações e contraindicações. Nem toda pele se beneficia do dermaplaning. Em pacientes com acne inflamatória, rosácea ativa, infecções ou processos inflamatórios importantes, por exemplo, a técnica pode piorar o quadro", fala. Outro ponto cercado de dúvidas é a crença de que raspar os pelos faz com que eles cresçam mais grossos. Segundo Dra. Carla, trata-se de um dos maiores mitos sobre o assunto: "O pelo não muda sua espessura, quantidade ou velocidade de crescimento porque foi raspado. Essa percepção acontece porque a lâmina corta o fio em sua parte mais espessa, criando uma sensação diferente quando ele volta a crescer. Mas biologicamente ele continua exatamente o mesmo", diz ela. Além do efeito de pele mais lisa, o dermaplaning também favorece a aplicação de cosméticos e pode potencializar alguns protocolos dermatológicos. "Quando bem indicado, ele melhora a reflexão da luz na pele, facilita a absorção de alguns ativos e pode ser um excelente complemento dentro de um plano de tratamento. Mas não deve ser visto como um procedimento isolado ou como uma solução para todos os problemas da pele", explica Dra Carla. Para a médica, o maior cuidado atualmente é justamente a influência das redes sociais sobre decisões relacionadas à saúde da pele: "As tendências digitais têm um enorme poder de despertar interesse, mas pele não é moda. O tratamento precisa respeitar o histórico, o tipo de pele, a presença de doenças e os objetivos de cada paciente. O que funciona para um influenciador pode não ser a melhor escolha para outra pessoa". Abaixo, Dra Carla comenta os principais mitos e verdades em relação à técnica: MITO: “Raspar o rosto faz o pelo nascer mais grosso e escuro.” “O dermaplaning não altera a estrutura do pelo. A sensação de que ele cresce mais grosso acontece porque a lâmina corta o fio de maneira reta, deixando a ponta mais aparente durante o crescimento. A espessura, a cor e a velocidade de crescimento continuam determinadas pela genética e pelos hormônios”, explica Dra Carla. MITO: “Dermaplaning é apenas uma depilação facial.” "Apesar de remover os pelos finos do rosto, o procedimento também promove uma esfoliação superficial controlada, retirando células mortas acumuladas na camada mais externa da pele. Por isso, quando bem indicado, pode melhorar textura e luminosidade", diz a médica. MITO: “Se uma celebridade fez, qualquer pessoa pode fazer.” “Cada pele possui necessidades e limitações diferentes. Pessoas com acne inflamatória, rosácea ativa, dermatites, infecções ou sensibilidade importante precisam de avaliação antes de realizar o procedimento, pois a técnica pode agravar alguns quadros”, alerta a dermatologista. MITO: “Dermaplaning deixa a pele mais fina e sensível permanentemente.” “Quando realizado corretamente, o procedimento remove apenas células superficiais da pele e não causa afinamento permanente. Porém, a realização inadequada ou excessiva pode provocar irritação, inflamação e sensibilização”, diz MITO: “É seguro fazer dermaplaning em casa com qualquer lâmina.” “O procedimento exige cuidados de higiene, técnica e avaliação da condição da pele. O uso de instrumentos inadequados ou sem preparo pode aumentar o risco de cortes, irritações, infecções e manchas” MITO: “Dermaplaning resolve manchas, rugas e acne.” “O procedimento pode melhorar temporariamente a textura e o viço da pele, mas não trata sozinho condições como melasma, acne ou envelhecimento cutâneo. Cada queixa exige uma estratégia dermatológica específica”, fala a médica. “Em um momento em que vídeos de poucos segundos são capazes de transformar procedimentos dermatológicos em tendências virais, é importante ressaltar que a saúde da pele não acompanha algoritmos. Antes de aderir ao tratamento da vez, a avaliação médica continua sendo o caminho mais seguro para garantir resultados estéticos sem comprometer a integridade da pele, afinal, uma pele bonita começa, antes de tudo, por uma pele saudável”, finaliza Dra Carla. Tatiana Fanti tatiana@primadonna.etc.br

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