quarta-feira, 10 de junho de 2026

Mês do orgulho: Conheça as opções de tratamentos para gravidez homoafetiva

Mês do orgulho: Conheça as opções de tratamentos para gravidez homoafetiva Médica da Huntington Medicina Reprodutiva explica como funcionam, na prática, a inseminação e a FIV com gestão compartilhada para casais femininos São Paulo, junho de 2026 - No último dia 7 de junho, a 30ª edição da Parada LGBT SP 2026 reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista. Enquanto o evento marcava três décadas de luta por direitos, boa parte dos casais homoafetivos ainda desconhece que o Brasil já autoriza todos os procedimentos de reprodução assistida necessários para ter filhos biológicos. Dados do IBGE mostram que em 12 anos o número de lares formados por casais do mesmo gênero saltou de 59.957 para 391.080 no país. A doação de óvulos e de sêmen e a fertilização in vitro para casais formados por dois homens ou duas mulheres são práticas legais, seguras e realizadas em clínicas especializadas do país. "Muitos casais desconhecem essa possibilidade e acreditam que precisam buscar alternativas em outros países. No entanto, o Brasil oferece tratamentos de alta qualidade e com a segurança da legislação vigente", afirma a Dra. Claudia Gomes Padilla, especialista em reprodução assistida e coordenadora médica da Huntington Medicina Reprodutiva. Para casais de mulheres: inseminação, FIV e a opção de gestar juntas Casais formados por duas mulheres são os que mais procuram tratamentos de reprodução assistida no Brasil. Na maioria dos casos, o que se precisa é apenas da doação de sêmen, que deve ser anônima por resolução do CFM. A inseminação intrauterina é o caminho mais simples. A parceira que vai gestar passa por estimulação ovariana com hormônios por 9 a 10 dias, acompanhada por ultrassons para identificar o período fértil. No dia da inseminação, o médico introduz um cateter fino pelo canal cervical e deposita o sêmen do doador diretamente no fundo do útero. O procedimento é feito em consultório, sem anestesia e sem internação. As taxas de sucesso chegam a 30% por tentativa em mulheres com até 34 anos e caem para menos de 3% após os 40 anos. Já a fertilização in vitro (FIV) é indicada quando há fatores clínicos que reduzem as chances de inseminação ou quando o casal prefere maximizar as chances de sucesso. Na FIV, a parceira que fornece o óvulo passa por estimulação ovariana mais intensa, seguida de uma aspiração dos óvulos sob sedação. Os óvulos são fecundados em laboratório com sêmen doado. O embrião formado é incubado e seu desenvolvimento é monitorado antes da transferência para o útero. As chances de sucesso chegam a 60% por tentativa, a depender da idade de quem forneceu o óvulo. Dentro da FIV, há ainda a modalidade chamada gestação compartilhada ou método ROPA, reconhecida pelo CFM desde 2017. Nela, uma parceira doa o óvulo, que é fecundado em laboratório com sêmen doado, e o embrião é transferido para o útero da outra, que carrega a gravidez. As duas participam ativamente do processo, uma com o material genético e a outra com a gestação. "As duas mulheres podem participar ativamente do processo. Mas em todos os casos, a idade do óvulo, as condições clínicas e os riscos obstétricos precisam ser avaliados pelo médico para que o tratamento seja o mais seguro possível", diz a Dra. Claudia Padilla. Tecnologia a serviço do tratamento Em ambos os casos, a seleção do melhor embrião é uma etapa crítica. A Huntington foi pioneira no Brasil no uso de incubadoras com tecnologia time-lapse, que monitoram continuamente o desenvolvimento de até 240 embriões simultaneamente. A clínica também desenvolveu o MAIA, um software de inteligência artificial criado com dados da população brasileira, capaz de identificar estruturas invisíveis ao olho humano para estimar a probabilidade de implantação de cada embrião. Para casos com histórico de falhas ou maior risco genético, está disponível o PGT-A, um teste genético pré-implantacional que analisa os cromossomos do embrião antes da transferência, com acerto de até 98%. É especialmente relevante quando os óvulos utilizados são de mulheres após os 35 anos ou quando há histórico de perdas gestacionais. E para casais de homens? Casais formados por dois homens também têm caminhos legais no Brasil para ter filhos biológicos, por meio da fertilização in vitro com óvulos doados e barriga solidária. Esses procedimentos são regulamentados pelo CFM desde 2013 e realizados por clínicas especializadas em reprodução assistida. O que diz a lei O acesso de casais homoafetivos à reprodução assistida é regulamentado pelas Resoluções nº 2.013/13 e 2.294/2021 do Conselho Federal de Medicina. A doação de gametas é gratuita e anônima, o número de embriões transferidos é limitado (até dois para mulheres com até 37 anos; até três para as mulheres acima de 37 anos), a criança deve ser registrada com o nome das duas mães e ambas têm direito à licença maternidade. "É fundamental que os casais busquem informações precisas e acompanhamento profissional qualificado para tomar decisões conscientes. Para tratamentos com útero de substituição, por exemplo, são necessárias avaliação médica e psicológica, documentos específicos e, em alguns casos, autorização do CRM local", diz a Dra. Claudia. Sobre a Huntington Medicina Reprodutiva Com 30 anos de história e tradição, a Huntington Medicina Reprodutiva é uma das principais referências em reprodução assistida no Brasil. Ao longo de sua trajetória, construiu reconhecimento nacional pela excelência médica, rigor científico e pelo cuidado humano oferecido a pacientes e famílias que buscam realizar o sonho da parentalidade. A clínica atua com um portfólio completo de tratamentos em reprodução assistida, contemplando infertilidade feminina, masculina e do casal, congelamento de óvulos, fertilização in vitro, inseminação intrauterina, doação de gametas, oncofertilidade, aconselhamento genético e tecnologias avançadas de laboratório, como o sistema time-lapse, sempre com uma abordagem individualizada e acolhedora. Atualmente, a Huntington integra o Grupo Eugin, uma das maiores e mais respeitadas redes de reprodução assistida do mundo, presente em nove países. Essa conexão internacional fortalece o intercâmbio científico, a inovação contínua e o compromisso da Huntington com a evolução da medicina reprodutiva, mantendo o paciente no centro de todas as decisões. Renata Soller CEO renata.soller@coworkcom.com.br

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