terça-feira, 5 de maio de 2026

Febre do álbum da Copa reacende consumo impulsivo e exige controle financeiro do brasileiro

Febre do álbum da Copa reacende consumo impulsivo e exige controle financeiro do brasileiro Movimento sazonal impulsionado pelo torneio leva consumidores a acumular pequenos gastos que, somados, pressionam o orçamento doméstico A proximidade da Copa do Mundo volta a movimentar o consumo no Brasil, impulsionada pela tradicional corrida para completar o álbum de figurinhas. O fenômeno, que se repete a cada edição do torneio, ganha força em um momento de atenção redobrada com as finanças: levantamento do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), divulgado em 2025, aponta que 46% dos brasileiros admitem fazer compras por impulso com frequência, especialmente em períodos sazonais. Para especialistas, a combinação entre apelo emocional e compras recorrentes pode gerar impacto relevante no orçamento. Ricardo Hiraki, sócio-fundador da Plano Fintech e especialista em educação financeira, afirma que o comportamento coletivo intensifica o consumo. “A Copa cria um senso de pertencimento. As pessoas querem participar, completar o álbum, trocar figurinhas. Isso ativa o efeito manada e faz com que decisões financeiras sejam menos racionais”, diz. O movimento não se limita ao entretenimento. Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), datas e eventos específicos elevam temporariamente o consumo das famílias, muitas vezes sem planejamento prévio. No caso das figurinhas, o impacto se dilui em pequenos valores, o que dificulta a percepção do gasto total. “Um pacote parece barato, mas a repetição diária ou semanal transforma isso em um valor significativo no fim do mês”, afirma o especialista. A dinâmica evidencia um padrão comum no consumo impulsivo. Pequenas compras recorrentes, associadas a estímulos emocionais, passam despercebidas no dia a dia, mas comprometem a organização financeira. “O problema não é o álbum em si, mas a falta de limite. Quando não há planejamento, o hobby deixa de ser lazer e passa a gerar descontrole”, afirma. Casos de extrapolação não são raros. Em edições anteriores da Copa, relatos de consumidores que gastaram centenas ou até milhares de reais para completar o álbum ganharam repercussão. O padrão se repete agora, com maior facilidade de compra digital e acesso ampliado aos produtos. “Hoje, a compra é mais acessível, o que reduz a barreira e aumenta o risco de excesso”, explica. Além do impacto direto no orçamento, o comportamento revela fragilidades na educação financeira. A ausência de planejamento para gastos sazonais tende a se repetir em outros momentos, como datas comemorativas e promoções. “Quem não se organiza para um evento como a Copa provavelmente também terá dificuldade em outras situações de consumo emocional”, diz. Para empresas, o fenômeno também traz oportunidades. O aumento da demanda abre espaço para estratégias de venda, ações promocionais e engajamento do consumidor. Ao mesmo tempo, exige responsabilidade na comunicação e na oferta de produtos. “Negócios que entendem o comportamento do consumidor conseguem vender mais, mas também podem contribuir com práticas conscientes, como incentivo à troca de figurinhas e kits mais equilibrados”, afirma. O especialista aponta cinco formas de evitar gastos impulsivos com o álbum da Copa e proteger o orçamento Diante do aumento dos gastos impulsivos, o especialista aponta medidas práticas para manter o equilíbrio financeiro durante períodos de maior consumo: Definir um limite de gasto antes de começar Estabelecer um valor máximo para investir no álbum ajuda a evitar excessos e mantém o controle ao longo do processo. Acompanhar os gastos ao longo das semanas Registrar cada compra permite visualizar o total acumulado e ajustar o comportamento antes que o orçamento seja comprometido. Priorizar trocas em vez de novas compras Participar de grupos e encontros para troca de figurinhas reduz a necessidade de adquirir novos pacotes. Evitar compras por impulso em momentos emocionais Reconhecer o impulso e adiar a decisão de compra pode reduzir gastos desnecessários. Incluir o gasto no planejamento mensal Tratar o álbum como uma despesa planejada, e não eventual, ajuda a manter a organização financeira. Para o especialista, o principal ponto é a consciência sobre o próprio comportamento. “Não se trata de deixar de participar, mas de fazer isso com clareza. Quando o consumidor entende para onde o dinheiro está indo, ele passa a ter mais controle e toma decisões melhores”, afirma. O fenômeno do álbum da Copa, embora pontual, expõe um padrão recorrente no consumo brasileiro. Pequenos gastos, quando não monitorados, acumulam impacto relevante e comprometem o equilíbrio financeiro. A diferença está na forma como cada consumidor se organiza para lidar com esses estímulos. Sobre Ricardo Hiraki Ricardo Hiraki é empreendedor e investidor em inovação e no mercado imobiliário. CEO e cofundador da Plano Fintech, é administrador com pós-graduação pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atuou por quase dez anos em posições de liderança na área financeira no ambiente corporativo, com foco em gestão, controle de custos e apoio à tomada de decisão executiva. Desde a fundação da Plano, Hiraki passou a se dedicar à criação e ao investimento em negócios de impacto, com o objetivo de ampliar o acesso à saúde financeira no Brasil. Sua atuação está concentrada no desenvolvimento de soluções que combinam tecnologia, educação financeira e novos modelos de serviço, voltados à organização do orçamento, redução de dívidas e decisões financeiras mais conscientes. Para saber mais, acesse o Instagram ou pelo Linkedin. Sugestão de fonte: clique aqui Sobre a Plano Fintech Fundada em 2018, a Plano Fintech é uma empresa de educação financeira que desenvolve soluções para pessoas que desejam organizar a vida financeira e tomar decisões mais conscientes sobre o uso do dinheiro. A empresa já apoiou mais de 200 mil brasileiros na redução de dívidas e no reequilíbrio financeiro. A atuação da Plano combina plataforma digital com acompanhamento humano de educadores financeiros, permitindo a criação de planejamentos personalizados, identificação de excessos e estratégias práticas para redução de custos e despesas. Com presença em todo o Brasil, a fintech utiliza tecnologia, princípios de ESG e Open Finance para gerar impacto social em escala. Para saber mais, acesse o Instagram, o Linkedin ou pelo site. Fontes de pesquisa SPC Brasil e CNDL https://www.spcbrasil.org.br Confederação Nacional do Comércio (CNC) https://www.cnc.org.br

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