terça-feira, 2 de junho de 2026

Junho Violeta | Coçar os olhos pode acelerar doença ocular

Junho Violeta | Coçar os olhos pode acelerar doença ocular Médica oftalmologista alerta para o ceratocone, condição silenciosa e progressiva que pode afetar crianças e adolescentes Seu filho costuma coçar os olhos com frequência? O hábito, que parece simples e inofensivo, pode ser perigoso e um fator determinante para o desenvolvimento e o agravamento do ceratocone, uma doença ocular degenerativa que pode atingir desde crianças e adolescentes. Junho ganha a cor violeta justamente para alertar sobre essa condição progressiva que afeta a córnea, compromete a qualidade da visão e, muitas vezes, evolui de forma silenciosa. Considerado uma doença de difícil percepção, o ceratocone costuma ser confundido com alterações comuns no grau dos óculos. O alerta se torna ainda mais relevante porque o ato recorrente de esfregar os olhos está diretamente ligado à progressão da doença. A médica oftalmologista Larissa Bowens, do Hospital Oftalmos, explica que a pressão mecânica repetida compromete a estrutura da córnea. “É como dobrar uma folha de papel repetidamente no mesmo lugar: com o tempo, o papel cede”, compara. Segundo ela, esse processo enfraquece as fibras de colágeno, favorecendo a deformação da córnea e acelerando a evolução da doença, especialmente em pacientes com alergias oculares. Esse comportamento cria um ciclo preocupante: alergia, coceira, esfregar os olhos e, assim, a piora progressiva da visão. “Por isso, tratar bem a alergia não é apenas uma questão de conforto. É uma medida de proteção da visão”, enfatiza a médica oftalmologista. Para conscientizar pais, adolescentes e jovens adultos, a Dra. Larissa explica que o ceratocone ocorre quando a córnea perde sua forma natural. “A córnea é aquela camada transparente na frente do olho, responsável por focar a luz para que a gente enxergue com nitidez. No ceratocone, essa estrutura vai perdendo a forma: começa a afinar e a se projetar para frente, formando um cone”, detalha. Entre os principais sinais de alerta estão a visão embaçada, que não melhora adequadamente com o uso de óculos, a sensibilidade excessiva à luz, a dificuldade para enxergar à noite e a percepção de halos ao redor das luzes. Em crianças e adolescentes, a troca frequente do grau merece atenção especial. “Quando uma criança ou um adolescente troca o grau duas ou três vezes em um ano, isso não é normal e precisa ser investigado”, alerta a oftalmologista. Embora possa afetar diferentes faixas etárias, o ceratocone costuma se manifestar entre os 10 e os 25 anos, podendo continuar a progredir até a fase adulta jovem. Segundo a Dra. Larissa, isso acontece porque a córnea ainda está em desenvolvimento nesse período da vida, tornando-se mais vulnerável às alterações estruturais. Além disso, é nessa fase que o hábito de coçar os olhos costuma ser mais intenso, especialmente entre jovens com histórico de alergias. “Se você tem um filho adolescente que usa óculos e vive coçando os olhos, não deixe de consultar um oftalmologista. Uma avaliação completa pode revelar sinais que passariam despercebidos em uma consulta de rotina”, orienta. Além dos fatores comportamentais, o ceratocone também apresenta influência genética. Ter um familiar de primeiro grau com a doença aumenta significativamente o risco de desenvolvimento. “Não é para assustar, é para vigiar. Quanto mais cedo identificamos a situação, mais simples é o tratamento. É a diferença entre um paciente que vai levar uma vida normal usando lentes de contato e outro que vai precisar de um transplante de córnea”, explica a especialista do Oftalmos. Tratamentos atuais O cuidado com o ceratocone varia conforme o estágio da doença. Nos quadros iniciais, o principal objetivo é interromper a progressão, e o procedimento mais indicado é o crosslinking. “Ele não cura a doença nem devolve a forma original da córnea, mas faz algo muito valioso: estaciona o avanço dela”, destaca a oftalmologista. A técnica fortalece as fibras de colágeno, tornando a córnea mais resistente. Em estágios intermediários, lentes de contato rígidas gás-permeáveis (RGP) ou esclerais costumam oferecer melhor qualidade visual por compensarem de forma mais eficaz as irregularidades da córnea. Já nos casos avançados, quando há deformação acentuada ou cicatrização, o transplante de córnea pode ser indicado. “Com diagnóstico precoce e acompanhamento adequado, a grande maioria dos pacientes com ceratocone tem uma vida completamente normal. Junho Violeta é sobre isso: conhecimento que salva a visão”, finaliza a Dra. Larissa. Sobre o Oftalmos Fundado há quase 20 anos, o Oftalmos Hospital de Olhos é referência em oftalmologia no Litoral Centro-Norte de Santa Catarina. Une tecnologia de ponta aos mais modernos equipamentos do mercado, com uma infraestrutura completa para acolher o paciente em todas as etapas do atendimento ocular. No mesmo local, são realizadas consultas, exames, cirurgias e adaptação de lentes. É reconhecido pelo atendimento humanizado e pela excelência no cuidado visual em cada detalhe. O Oftalmos de Balneário Camboriú se tornou o único hospital do Litoral Centro-Norte catarinense a ser certificado pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) no Nível 1. Essa conquista comprova a dedicação da marca em garantir a máxima segurança do paciente, a padronização dos processos e a qualidade clínica em todas as etapas do atendimento. O selo ONA reforça o compromisso da instituição em oferecer práticas assistenciais alinhadas aos mais altos padrões nacionais de saúde, proporcionando confiança e tranquilidade para quem busca excelência no cuidado com a visão. Martha Kienast Produtora de Conteúdo martha@grupoodp.com.br

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