segunda-feira, 15 de junho de 2026

Einstein: Quando a torcida no futebol se torna um risco para o coração?

Quando a torcida no futebol se torna um risco para o coração? Especialista do Einstein em Goiânia alerta para problemas cardiovasculares ligados ao estresse e aos excessos na vibração durante os jogos do Mundial
A cada quatro anos, o principal torneio do futebol mundial mexe com a rotina - e com o coração - de milhões de pessoas. Jogos decisivos, tensão até o último minuto, comemorações intensas. Tudo isso faz parte da experiência de torcer. Mas o que nem sempre entra em campo nessa conversa é o impacto real que essa montanha-russa emocional pode ter no organismo. Segundo o cardiologista Humberto Graner, do Einstein em Goiânia, o corpo reage a emoções intensas como se estivesse diante de uma ameaça. “Em momentos de forte tensão, há liberação de adrenalina e cortisol, hormônios ligados ao estresse. Isso aumenta a pressão arterial, acelera o coração e eleva o consumo de oxigênio”, explica. Na maioria das pessoas, essas alterações são passageiras. Mas, para quem já tem predisposição a doenças cardiovasculares, podem funcionar como gatilho. Não por acaso, estudos já associaram grandes eventos esportivos a um aumento de casos de infarto, arritmias e AVC, efeito direto do estresse emocional agudo sobre o coração. Dor no peito, falta de ar, palpitações, suor frio, tontura e aumento súbito da pressão arterial não devem ser encarados apenas como “emoção do jogo”. “O corpo avisa quando está sobrecarregado. Ignorar isso pode ser perigoso”, alerta o médico. Além da tensão das partidas, outro fator de preocupação é a mudança de hábitos durante o período de competição. Dormir menos, exagerar no álcool, consumir energéticos, fumar mais e trocar refeições equilibradas por petiscos e alimentos ultraprocessados aumentam significativamente os riscos para o coração. “O problema raramente é o gol aos 48 minutos do segundo tempo. É tudo o que a pessoa faz com o organismo antes, durante e depois dele”, esclarece o cardiologista. Embora os casos mais graves sejam mais comuns em pessoas com hipertensão, arritmia ou histórico cardiovascular, os jovens também não estão livres dos riscos. Ansiedade intensa, privação de sono, predisposição genética e uso de estimulantes podem favorecer episódios cardíacos importantes mesmo em pessoas sem diagnóstico prévio. Para aproveitar os jogos de forma mais segura, o especialista recomenda manter hábitos básicos de cuidado, como hidratação adequada, sono regular, controle do consumo de álcool e continuidade das medicações prescritas. “Manter uma rotina minimamente equilibrada ajuda o organismo a lidar melhor com o estresse. A prática de atividade física e o acompanhamento médico regular também são fundamentais”, avalia o especialista. Sobre o Einstein em Goiânia O Einstein em Goiânia é o primeiro hospital privado da rede fora de São Paulo, inaugurado em 2021. Com 18 mil metros quadrados, a unidade dispõe de 35 leitos operacionais, cinco salas cirúrgicas, pronto atendimento 24 horas, incluindo ortopedia e pediatria, UTI, serviço de transplante de medula óssea, rins e fígado. Possui atendimento pediátrico completo, cobrindo desde procedimentos simples até casos de alta complexidade. Também foi pioneiro na implantação da primeira plataforma de cirurgia robótica de Goiás, com mais de 2 mil procedimentos realizados até o primeiro trimestre de 2026. A unidade conta, ainda, com um centro de ensino, que oferece mais de 15 cursos de pós-graduação em saúde e gestão hospitalar, além de formações de curta duração, e com um centro de inovação dedicado ao desenvolvimento de tecnologias para aprimorar o setor de saúde na região. FatoMais Comunicação

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