quarta-feira, 3 de junho de 2026

Arquitetas mostram que é possível viver em um ambiente inovador, mas com um toque de casa de vó

Arquitetas mostram que é possível viver em um ambiente inovador, mas com um toque de casa de vó O aconchego, o conforto e a estética da casa de vó, que traz à tona memórias afetivas, pode ser reproduzido equilibrando história com sofisticação. Saiba como Muitos de nós ainda nos lembramos das casas com piso de taco de madeira, com diversos quadro com moldura ampla na parede, do toca disco, da máquina de escrever, itens que ainda vivem no imaginário e que podem sim ser usados nas habitações atuais, mas sem deixá-las com cara de casa velha ou desatualizada. As arquitetas Ana Maria Miller, Elisa Torres e Tainá Torres da Mahanaim Arquitetura provaram com o living “Permane(ser) na Casa Cor 2026 que aliar o aconchego e memórias afetivas à tecnologia dá um match perfeito, ainda que seja em um apartamento compacto. Tainá Torres explicou que foi um desafio desenvolver o conceito do projeto em um ambiente compacto de 42 m² , mas o objetivo de criar um living extremamente aconchegante, que equilibrasse o estar coletivo com o individual, foi alcançado com sucesso. As arquitetas criaram espaços coletivos, mas também de permanência individual. “Criamos a poltrona de leitura, o local do piano e uma sala de estar, dentro da ideia de que seja possível de se compartilhar momentos na ocupação destes espaços ou de se ficar só”, enfatizou Ana Maria Miller. Segundo ela, a ideia principal é de que todos que visitem o espaço tenham vontade de ficar, de permanecer e nada mais aconchegante do que casa de vó. “Um lugar que oferece uma nostalgia gostosa, com elementos que remetem aos anos 60, equilibrando com o mobiliário que é extremamente contemporâneo”, destacou Miller.
veja dicas de detalhes que fizeram a diferença no living e podem ser reproduzidos na sua casa: 1- Invista em itens de família para compor a decoração: Itens de mobiliário de uso pessoal ou de família que foram cedidos pelas próprias arquitetas. O piano é da casa da mãe da Tainá, a máquina de escrever e o toca disco são da própria casa dela e alguns quadros foram pintados pela Elisa, com referências à Art Déco de Goiânia.
2 - Atualize formatos de itens com aspecto mais antigo: As arquitetas apostaram em detalhes que remetem à estética dos anos 60, com pontos de art déco e ao mesmo tempo equilibraram com tecnologia, automação e os elementos remetem a este equilíbrio, como a janela e os painéis que são curvos. O formato curvo traz fluidez, leveza e um toque de contemporaneidade ao ambiente.
3 - Busque materiais com estética antiga, mas que sejam inovadores: Um exemplo é o piso utilizado, que se assemelha ao taco de madeira, mas é piso vinílico amadeirado produzido pela indústria Vexa e fornecido por meio da parceria com a Essence Acabamentos. Ana Maria Miller explica que esse ponto foi um desafio , pois a ideia era implantar um piso que lembrasse o taco de madeira numa paginação maior e que permitisse o assentamento em formato de L, conhecido como espinha de peixe, o que foi possível com este material mais atual. As arquitetas explicam que fazer essa troca de produtos que fazem referência aos antigos, mas são mais atuais, têm mais tecnologia e benefícios é uma boa opção. O taco de madeira, por exemplo, é um produto de mais difícil manutenção, não pode ser molhado. “Já o vinílico é muito mais aconchegante ao toque, por exemplo, quando se anda descalço não se sente desconforto . Ele é fácil e rápido de assentar e tem tecnologia que favorece a limpeza”, destacou Tainá. COMUNICAÇÃO SEM FRONTEIRAS

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