sexta-feira, 19 de junho de 2026

A epidemia silenciosa da dor crônica no Brasil

A epidemia silenciosa da dor crônica no Brasil Condição afeta milhões de brasileiros, impacta a saúde mental e gera prejuízos econômicos que ainda são pouco debatidos pela sociedade A dor crônica tem se consolidado como um dos maiores desafios de saúde pública do século XXI. Caracterizada por sintomas persistentes por mais de três meses, ela afeta milhões de pessoas em todo o mundo e vem crescendo de forma significativa no Brasil. Apesar da elevada incidência, o tema ainda recebe pouca atenção em debates públicos, políticas de saúde e até mesmo dentro do ambiente familiar. Estudos internacionais apontam que cerca de 30% da população adulta convive com algum tipo de dor crônica. No Brasil, condições como fibromialgia, lombalgia, enxaqueca crônica e dores musculoesqueléticas estão entre as principais causas de sofrimento prolongado, afastamento das atividades cotidianas e redução da qualidade de vida. Além dos impactos físicos, a dor crônica está diretamente associada ao aumento dos índices de ansiedade, depressão, estresse e isolamento social. A convivência diária com sintomas persistentes pode comprometer relacionamentos, carreira profissional e autoestima. Muitas vezes, o sofrimento emocional torna-se tão incapacitante quanto a própria dor física. Segundo a psicóloga Jordana Ribeiro, é fundamental compreender que a dor não afeta apenas o corpo. “A dor crônica modifica a forma como a pessoa se relaciona com o mundo, com sua rotina e consigo mesma. Quando não há acolhimento adequado, o sofrimento emocional tende a se intensificar e criar um ciclo difícil de romper”, explica. O impacto econômico também chama atenção. A dor crônica está entre as principais causas de afastamentos do trabalho, aposentadorias precoces e redução da produtividade. Especialistas alertam que os custos indiretos gerados pela condição podem representar bilhões de reais anualmente, afetando empresas, famílias e os sistemas de saúde. Para Jordana Ribeiro, romper o silêncio em torno da dor crônica é uma necessidade urgente. “Precisamos parar de tratar a dor apenas como um sintoma isolado. Ela é uma condição complexa que exige cuidado multidisciplinar, informação e empatia. Quanto mais falamos sobre o tema, mais pessoas conseguem buscar ajuda e tratamento adequado”, conclui.
Serviço A epidemia silenciosa da dor crônica no Brasil Instagram: @jordanaribeiropsi Thaís Freitas

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