segunda-feira, 11 de maio de 2026
Mercado revisa projeções sobre cota chinesa para carne bovina brasileira
Mercado revisa projeções sobre cota chinesa para carne bovina brasileira
Foto: Kilito Chan/Getty Images
Novo comunicado do governo chinês indicando utilização de 50% da cota reacende discussões sobre ritmo das exportações e impactos no mercado do boi gordo
As revisões nas projeções sobre o preenchimento da cota chinesa para importação de carne bovina brasileira passaram a mobilizar novamente o mercado pecuário. Após estimativas divulgadas em abril indicarem que o limite poderia ser atingido ainda no início de maio, um comunicado oficial do governo chinês divulgado neste domingo (10) informou que apenas 50% da cota havia sido efetivamente utilizada até o dia 9 de maio.
O tema ganhou relevância em meio ao cenário de valorização do boi gordo no Brasil, sustentado por escalas curtas, oferta restrita de animais terminados e forte demanda internacional.
Em abril, representantes da ABIEC mencionaram durante eventos do setor que a cota poderia ser preenchida ainda em maio. Posteriormente, as estimativas passaram a indicar junho como prazo provável. Com a divulgação dos dados oficiais chineses, o mercado voltou a revisar as expectativas sobre o ritmo efetivo de utilização da cota.
O governo chinês também reforçou que a tarifa adicional de 55% sobre a carne bovina brasileira somente será aplicada a partir do terceiro dia após o preenchimento integral da cota prevista no Anúncio nº 87 de 2025.
Segundo o zootecnista e consultor financeiro Fabiano Tavares, a diferença entre as projeções anteriormente divulgadas e os números oficiais evidencia a necessidade de maior cautela na interpretação dos dados relacionados ao comércio internacional da carne bovina.
“O mercado trabalhou durante semanas com estimativas de encerramento da cota em um prazo muito mais curto. O comunicado mostrando apenas 50% de utilização acaba mudando a percepção sobre o ritmo real desse processo”, afirma.
Outro ponto debatido dentro da cadeia pecuária envolve a diferença entre os volumes embarcados pelo Brasil e a efetiva internalização da carne em território chinês. Parte do setor avalia que algumas projeções podem ter considerado apenas o fluxo de embarques, sem contabilizar o prazo logístico até o registro oficial na China.
Apesar das revisões nas estimativas, analistas seguem apontando fundamentos positivos para o mercado físico brasileiro, especialmente diante do bom desempenho das exportações, da oferta limitada de animais prontos para abate e da dificuldade de originação enfrentada pelos frigoríficos.
Com os novos dados divulgados pelo governo chinês, agentes do setor voltam agora a recalcular o prazo efetivo para o preenchimento total da cota e os possíveis reflexos sobre o mercado pecuário brasileiro ao longo do segundo semestre.
@fabianotavares0
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