segunda-feira, 11 de maio de 2026

Brazilian Regional Markets apresenta em NY tese sobre “renascimento” econômico do Brasil; entidade industrial participa

Brazilian Regional Markets apresenta em NY tese sobre “renascimento” econômico do Brasil Presidente-executivo da Adial, Edwal Portilho, o Tchequinho, participou como convidado do encontro no Harvard Club, que destacou a força dos mercados regionais e das “Onças Brasileiras” O Brazilian Regional Markets foi realizado nesta segunda-feira (11), no Harvard Club, em Nova York, com a apresentação da tese “O Renascimento do Brasil”, voltada à nova leitura internacional sobre os mercados regionais brasileiros. Organizado pela Apex, plataforma de investimentos e serviços financeiros, o encontro reuniu investidores e lideranças para discutir o Brasil que cresce fora dos centros econômicos tradicionais. A Adial - Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás foi representada pelo presidente-executivo Edwal Portilho, o Tchequinho, que participou como convidado. A presença do dirigente reforça a inserção de Goiás e do Cerrado nessa agenda internacional, especialmente em um momento em que o mercado global volta a olhar para ativos reais, alimentos, energia, mineração, logística, indústria e capital produtivo. A apresentação defendeu que o Brasil volta ao radar global não apenas como mercado emergente, mas como potência estratégica em alimentos, energia, recursos naturais, transição energética, infraestrutura e produção. A tese foi estruturada em quatro pilares: mudança do pêndulo político para a centro-direita, bom momento cíclico dos ativos brasileiros, reposicionamento geopolítico do país e crescimento estrutural das chamadas “Onças Brasileiras”, grupo de estados que inclui Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo. Entre os dados apresentados, as “Onças Brasileiras” ampliaram sua participação no PIB nacional de 31%, em 2002, para 36%, em 2023. De 2016 a 2023, esses estados cresceram, em média, 2,4% ao ano, acima da média brasileira de 1,7%. Goiás aparece nesse grupo como um dos estados mais competitivos do país, ocupando a 8ª posição no ranking de competitividade dos estados em 2025. Para Tchequinho, o encontro reforça que Goiás deixou de ser apenas um território produtivo para se tornar parte da nova narrativa econômica brasileira. “Goiás e o Cerrado fazem parte desse Brasil que está sendo redescoberto pelo mercado internacional. Temos agroindústria forte, matriz produtiva diversificada, logística estratégica, energia, mineração e capacidade de expansão. O Cerrado não é periferia do desenvolvimento brasileiro. É uma das bases do novo ciclo econômico do país”, afirma. A tese apresentada também destacou o Brasil como potência em segurança alimentar, energia e recursos estratégicos. O país aparece com US$ 170 bilhões em exportações do agronegócio em 2025, o equivalente a 49% das exportações totais brasileiras, além de capacidade para alimentar 11% da população global. Na energia, o Brasil foi apresentado como o 3º maior gerador de energia renovável do mundo, com 90% da matriz elétrica renovável, contra média global de 28%. No caso de Goiás, a apresentação citou a aquisição da Serra Verde pela USA Rare Lands, dos Estados Unidos, em operação de US$ 2,8 bilhões. A mina, localizada no Estado, é considerada a única operação de produção de terras raras em escala fora da Ásia, reforçando o papel goiano na agenda global de minerais críticos. “O que vimos em Nova York conversa diretamente com Goiás. O capital global está olhando para regiões produtivas, segurança alimentar, energia, logística e recursos estratégicos. Essa é a agenda do Cerrado. A Adial está nesse diálogo para ajudar a posicionar Goiás como parte concreta do Brasil que cresce, produz, preserva e se conecta ao mundo”, avalia Tchequinho.
Michel Victor Queiroz

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