segunda-feira, 18 de maio de 2026

"Beauty burnout": quando o excesso de procedimentos estéticos começa a preocupar

"Beauty burnout": quando o excesso de procedimentos estéticos começa a preocupar Pressão por perfeição, excesso de informação e busca incessante por juventude têm levado pacientes à exaustão estética. Dra Carla Vidal comenta os impactos físicos e emocionais desse comportamento Durante anos, o universo da beleza vendeu a ideia de que “melhorar” a aparência era sinônimo de autoestima. Mas, em meio à explosão de procedimentos estéticos, filtros irreais e tendências virais nas redes sociais, dermatologistas começam a observar um fenômeno silencioso: o beauty burnout, uma espécie de fadiga estética causada pelo excesso de intervenções, pela hiper vigilância da própria imagem e pela busca constante por um padrão de perfeição quase impossível de alcançar. A dermatologista Dra. Carla Vidal afirma que o consultório mudou muito nos últimos anos. Hoje, mais do que pacientes em busca de rejuvenescimento, ela observa pessoas cansadas da própria pressão estética. “Existe uma geração que nunca esteve tão exposta à própria imagem. As pessoas se analisam o tempo inteiro em selfies, vídeos, chamadas online e redes sociais. Isso cria uma sensação permanente de inadequação e uma necessidade constante de ‘corrigir’ algo”, explica. Segundo ela, o problema não está necessariamente nos procedimentos estéticos, mas na relação emocional criada com eles: “A estética pode, sim, contribuir para autoestima e bem-estar. A preocupação começa quando os procedimentos deixam de ser uma escolha saudável e passam a funcionar como uma tentativa contínua de alcançar uma perfeição inalcançável”. Bioestimuladores, toxina botulínica, preenchimentos, lasers, ultrassom microfocado, protocolos de rejuvenescimento precoce: nunca houve tantas possibilidades dentro da dermatologia estética. Ao mesmo tempo, nunca houve tanta pressão para parecer eternamente jovem, descansada e impecável. Para a Dra. Carla, existe hoje uma cultura de “manutenção infinita” da aparência, especialmente entre mulheres de alta performance e jovens adultos altamente conectados. “Muitas pacientes chegam ao consultório sem uma queixa real. Elas chegam porque viram algo nas redes, porque alguém comentou sobre envelhecimento preventivo ou porque começaram a comparar o próprio rosto com filtros e imagens editadas”, diz. Esse comportamento, segundo a médica, pode gerar ansiedade estética, distorção da autoimagem e até perda da individualidade facial. Em contraponto aos excessos dos últimos anos, a dermatologia estética vive agora um movimento importante de valorização da naturalidade. A chamada quiet beauty, a beleza discreta e sofisticada, vem ganhando espaço entre pacientes que desejam uma aparência saudável sem transformações evidentes. “Existe uma mudança clara de comportamento. Hoje, muitas pessoas não querem mais parecer ‘procedimentadas’. Elas querem parecer descansadas, saudáveis e bonitas sem que alguém identifique exatamente o que foi feito”, fala a médica. Dra Carla explica que qualidade de pele, viço, textura e prevenção saudável passaram a ocupar um espaço mais importante do que mudanças radicais. “A melhor estética é aquela que preserva identidade. O excesso acaba uniformizando os rostos e apagando características individuais”, finaliza. Sugestão de box: 5 sinais de alerta para o “beauty burnout” 1. Insatisfação constante com a própria aparência “Mesmo após realizar procedimentos, a pessoa continua sentindo necessidade imediata de novas mudanças”, explica a dermatologista. 2. Consumo excessivo de conteúdo estético “Passar horas acompanhando tendências, procedimentos e rostos “perfeitos” nas redes sociais pode aumentar a autocrítica” 3. Comparação frequente com filtros e influenciadores “A percepção distorcida da própria imagem é um dos principais impactos da hiper exposição digital” 4. Procedimentos feitos por impulso “Buscar tratamentos apenas porque estão “em alta” pode gerar arrependimentos e excessos” 5. Perda da naturalidade facial “Mudanças cumulativas e sem planejamento podem comprometer harmonia e identidade” Sugestão de box 2 - Como construir uma relação mais saudável com a estética Priorize prevenção e saúde da pele “Uma pele saudável costuma gerar resultados mais elegantes e duradouros do que intervenções excessivas” Escolha profissionais que saibam dizer “não” “Um bom especialista também precisa estabelecer limites e orientar com responsabilidade” Entenda sua motivação “Antes de qualquer procedimento, vale refletir: isso é um desejo pessoal ou uma pressão externa?” Fuja das tendências instantâneas “Nem toda moda estética combina com todos os rosto”. Naturalidade é tendência global “A nova estética de luxo valoriza frescor, individualidade e equilíbrio e não transformação radical” Sobre a Dra Carla Vidal: Dra Carla Vidal é médica formada pela Universidade Federal de Alagoas, especializada em dermatologia e cirurgia dermatológica pela Faculdade do ABC e desde 2006 está à frente da clínica que leva o seu nome, em São Paulo. Defensora da beleza natural e da aceitação que o envelhecimento vem para todos, mas pode ser vivido em sua melhor versão, Dra Carla trata da saúde da pele antes da estética, já que sem saúde não há beleza. Entre os seus pacientes assíduos estão as maquiadoras Fabiana Gomes e Vanessa Rozan, a atriz Viviane Pasmanter, o ator e diretor de musicais Cleto Baccic, a influenciadora Bia Perotti e outros nomes. Frequentadora assídua de cursos e atualizações nacionais e internacionais, Dra Carla e seu time de dermatologistas entregam o que há de mais moderno para seus pacientes. Prima Donna Comunicação Tatiana Fanti tatiana@primadonna.etc.br

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