sexta-feira, 15 de maio de 2026
Ardência ao urinar nem sempre é infecção urinária: entenda quando o sintoma merece atenção
Ardência ao urinar nem sempre é infecção urinária: entenda quando o sintoma merece atenção
Especialista alerta que desconforto ao fazer xixi também pode estar relacionado a ISTs, cálculos urinários, prostatite e outras alterações do trato urinário
Juiz de Fora, maio de 2026 - A sensação de ardência ao urinar, também conhecida clinicamente como disúria, está entre as queixas urológicas mais frequentes nos consultórios. Esse sintoma pode ter diferentes causas. Inclusive, a mais conhecida é a infecção urinária, porém ela está longe de ser a única possibilidade.
Para o médico urologista e andrologista Dr. Pedro Bastos, a ardência também pode estar relacionada a inflamações da bexiga ou da uretra, cálculos urinários, doenças sexualmente transmissíveis, aumento da próstata nos homens, irritações locais e até alterações dermatológicas da região genital. “Em alguns casos, o paciente também pode apresentar ardência associada à baixa ingestão de água, urina muito concentrada ou uso de substâncias irritativas, como excesso de cafeína, álcool e alguns suplementos”, explica.
Além disso, hábitos do dia a dia também podem contribuir para o surgimento ou agravamento dos sintomas urinários. Baixa ingestão de água, segurar a urina por longos períodos, excesso de cafeína e álcool, higiene inadequada e relações sexuais desprotegidas estão entre os principais fatores associados ao problema. Obesidade, diabetes descontrolado e sedentarismo também aumentam o risco de infecções urinárias e inflamações do trato urinário.
Segundo o Dr. Pedro Bastos, o sintoma merece atenção principalmente quando persiste, se repete com frequência ou aparece acompanhado de outros sinais. “Febre, sangue na urina, dor lombar, dificuldade para urinar, secreção genital ou piora do estado geral são sinais de alerta que precisam de investigação rápida”, afirma.
Diferenças entre homens e mulheres
De acordo com o médico, existem diferenças importantes tanto nas causas quanto na abordagem clínica da ardência urinária entre homens e mulheres. Nas mulheres, a infecção urinária simples é mais frequente devido à anatomia feminina, principalmente pela uretra mais curta. Já nos homens, o quadro costuma exigir uma investigação mais cautelosa.
“Infecções urinárias masculinas são menos comuns e podem estar associadas à obstrução prostática, prostatite, cálculos urinários ou doenças uretrais. Além disso, em homens jovens sexualmente ativos, sempre devemos considerar uretrites relacionadas a ISTs”, explica.
Apesar de a infecção urinária ser uma das causas mais conhecidas, o especialista reforça que o sintoma não deve ser automaticamente associado apenas a esse diagnóstico. “Também existem situações não infecciosas, como síndrome da bexiga dolorosa, irritação química, trauma local e até tumores urinários em casos mais raros, principalmente quando há sangue na urina associado”, destaca.
A investigação da causa varia de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente, mas geralmente começa com exames de urina e urocultura, que ajudam a identificar sinais de infecção e o possível agente causador. Dependendo do quadro clínico, podem ser necessários exames de sangue, ultrassonografia, tomografia e exames específicos para ISTs. Em alguns homens, também pode ser necessária uma avaliação da próstata.
O tratamento também varia conforme a origem do problema. Infecções bacterianas normalmente exigem antibióticos específicos, enquanto cálculos urinários, doenças prostáticas e ISTs possuem abordagens diferentes. “A automedicação pode mascarar sintomas importantes e contribuir para a resistência bacteriana, principalmente quando antibióticos são utilizados sem necessidade”, alerta o médico.
Para reduzir o risco de sintomas urinários recorrentes, o especialista orienta manter uma boa hidratação, evitar longos períodos sem urinar, manter hábitos de higiene adequados e utilizar preservativos nas relações sexuais. Controle metabólico, alimentação equilibrada e cuidado com o uso indiscriminado de medicamentos também fazem parte das medidas preventivas.
“O diagnóstico correto é fundamental para evitar tratamentos inadequados, complicações e recorrência dos sintomas. Em urologia, muitas vezes sintomas semelhantes podem ter causas completamente diferentes”, finaliza o Dr. Pedro Bastos.
Sobre o Dr. Pedro Bastos (CRM-MG 48089 | RQE 31390)
Dr. Pedro Bastos é médico urologista, com formação em Urologia pela Santa Casa de Belo Horizonte e membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e da American Urological Association (AUA). Atua nas áreas de urologia e andrologia, com foco em cirurgias minimamente invasivas e no tratamento de condições como hiperplasia prostática, câncer de próstata e cálculo renal. Na andrologia, dedica-se à saúde masculina, incluindo terapia de reposição hormonal, disfunção erétil e ejaculação precoce. Seu trabalho é pautado por uma abordagem personalizada, com foco em prevenção, segurança e qualidade de vida, aliando conhecimento técnico a um atendimento humanizado. Acesse: https://drpedrobastosurologista.com.br/
Kaique Mercês
mskaique16@gmail.com
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