segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

A nova fronteira no tratamento da depressão

A nova fronteira no tratamento da depressão Caminhos terapêuticos que retomam memórias e restauram padrões emocionais
A depressão permanece como desafio de saúde pública, com estimativas indicando que parte da população enfrentará ao menos um episódio ao longo da vida. Em escala global, milhões convivem com o transtorno, o que reforça a demanda por soluções que promovam transformação e não apenas interrupção de sintomas. Abordagens tradicionais produzem benefícios, porém muitas pessoas relatam retorno de padrões que sustentam o quadro. Nesse campo, o psiquiatra e neurocientista Dr. Diogo Lara direciona o foco para conteúdos armazenados no cérebro e no corpo. Segundo ele, o sofrimento depressivo está ligado a experiências não integradas que seguem operando em nível profundo. “O corpo registra aquilo que a mente tenta suprimir, a depressão resulta do sofrimento acumulado e emoções suprimidas”, destacou o Dr. Diogo Lara. Origem do sofrimento e continuidade de padrões internos Com atuação clínica e pesquisas em emoções e circuitos neurais, Dr. Lara descreve que experiências evitadas permanecem acessíveis nas redes do cérebro. Esse entendimento levou ao desenvolvimento de duas propostas terapêuticas: a Abordagem Integrada da Mente, voltada à identificação e reorganização de histórias internas, e o método INSIDELIC, que facilita o acesso estruturado a conteúdos que influenciam reações atuais. Para o médico, intervenções que se limitam a manifestações recentes não modificam o elemento que mantém o ciclo. “Sintomas surgem a partir de registros antigos que seguem ativos no cérebro. Se apenas modificarmos o que se apresenta hoje, o alívio é parcial e ocorre sem transformação do padrão”, explicou o Dr. Diogo Lara. Acesso às memórias e reorganização interna As metodologias AIM e INSIDELIC possibilitam contato com sensações, memórias e circuitos que sustentam respostas recorrentes. O processo envolve corpo, emoção e reorganização de conexões internas. Ao permitir que conteúdos antigos completem o percurso natural, o cérebro reduz a ativação relacionada a retração, culpa e queda de energia. Efeitos observados em atendimentos e retiros terapêuticos incluem redução de sintomas, retomada de energia vital e revisão de narrativas que orientam decisões e vínculos. “A mudança ocorre quando emoções são processadas e liberadas, deixando de comandar o funcionamento interno”, afirmou o Dr. Diogo Lara. Perspectivas para o cuidado em saúde mental Essa visão interpreta o quadro depressivo como um sinal para atualização de conteúdos que permaneceram ativos ao longo do tempo. A proposta reúne saberes da clínica, da neurociência e de processos de reestruturação que favorecem evolução contínua. Em muitos casos, esse percurso representa a primeira experiência de modificação real após tentativas com alcance limitado. “Quando acessamos a origem emocional do sofrimento, surgem escolhas e movimentos antes indisponíveis”, concluiu Dr. Diogo Lara. Sobre Dr. Diogo Lara: Médico psiquiatra e PhD em Neurociências pela UFRGS. Foi professor titular e pesquisador da PUCRS entre 2001 e 2016, com 163 artigos publicados na área de neurociências do comportamento. Integra o grupo dos 1% de cientistas mais citados do mundo em sua área. Autor dos livros Temperamento Forte e Bipolaridade e Imersão (mais de 130 mil exemplares vendidos). Criador das abordagens AIM e INSIDELIC, dedicadas ao tratamento profundo de emoções, memórias e traumas. Informações para a imprensa: Visar Planejamento www.visarplan.com.br

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