quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Fones de ouvido: uso deve ser limitado a 60 minutos seguidos, alerta especialista

Fones de ouvido: uso deve ser limitado a 60 minutos seguidos, alerta especialista No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, celebrado em 10/11, médico explica sobre os riscos do uso prolongado e em alto volume Com o aumento do uso de fones de ouvido no trabalho, no transporte e até durante o lazer, especialistas alertam para um risco silencioso: o de perder a audição. O acessório, considerado indispensável na vida moderna, pode causar danos graves se usado de forma excessiva ou em volumes elevados. O alerta ganha destaque com a chegada do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, celebrado em 10 de novembro, que busca conscientizar a população sobre os cuidados necessários para preservar a audição. Segundo o otorrinolaringologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Augusto Abrahão, o segredo está na moderação. Para preservar a saúde auditiva, é fundamental seguir a regra do 60/60, ou seja, mantenha o volume abaixo de 60% da capacidade total do dispositivo e não ultrapasse os 60 minutos seguidos. “Uma das formas de identificar se o som está muito alto é retirar o fone e esticar o braço para observar se ainda continua escutando o áudio com clareza. Se sim, significa que a altura está acima do desejado. O recurso do noise canceling auxilia que o fone não precise ficar tão alto para ter a clareza do áudio, uma vez que isolando o meio externo não há necessidade de manter o som em volume mais alto”, comenta o médico. Para o otorrinolaringologista, a questão central não é o dispositivo em si, mas sim o volume e o tempo de exposição. “O principal e mais grave dano é a Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR). A exposição contínua a volumes superiores a 85 decibéis (dB), valor que é facilmente atingido em smartphones e players de música, lesiona as células ciliadas da orelha interna”, comenta o médico. Essas células são responsáveis por transformar as ondas sonoras em impulsos elétricos que o cérebro interpreta como som. “Quando essas células são lesionadas, não se regeneram, o que torna a perda auditiva permanente”, explica. Como o uso do dispositivo afeta a audição? Entre os primeiros sintomas da exposição excessiva estão zumbidos, chiados e sensação de ouvido tampado. “Mesmo perdas discretas já prejudicam a compreensão da fala, especialmente em ambientes ruidosos”, destaca Abrahão. Além dos danos auditivos, o uso incorreto dos fones pode causar outros problemas. Modelos intra-auriculares, que são inseridos diretamente no canal auditivo, podem provocar irritação e facilitar infecções. “Quando não são higienizados corretamente ou são compartilhados, tornam-se vetores de bactérias e fungos, levando a inflamações e até abscessos. O uso contínuo também empurra o cerúmen para dentro do canal, causando obstrução e desconforto”, explica o médico. Uma dica muito importante para evitar danos à audição é limpar os fones regularmente e buscar não compartilhar eles para evitar a transmissão de microorganismos. “Ao notar qualquer sinal de zumbido, dor, tontura ou dificuldade em ouvir, procure imediatamente um especialista para avaliação”, finaliza Abrahão.
Unidade Pompeia da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo ACS Hospital São Camilo

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