quarta-feira, 30 de julho de 2025
Videodança ocupa praças de Goiânia com sessões gratuitas em agosto
Videodança ocupa praças de Goiânia com sessões gratuitas em agosto
Mostra Itinerante do D’Olhar Festival ocupa espaços públicos propondo novas formas de encontro entre arte e cotidiano; sessões acontecem 02, 16 e 30 deste mês
Depois de ocupar o Centro Cultural da Universidade Federal de Goiás (CCUFG) no início de julho com sua programação oficial, o D’Olhar – Festival Itinerante de Dança e Vídeo segue em circulação pelo estado de Goiás e volta a Goiânia com três exibições gratuitas em praças públicas, nos dias 02, 16 e 30 de agosto através de sua Mostra Itinerante. As sessões acontecem sempre às 20h, com estrutura de projeção ao ar livre e sistema de som ambiente, criando uma experiência acessível e imersiva para o público.
Em Goiânia, as sessões acontecem em praças de três bairros da periferia: Jardim Curitiba 3 no dia 02, na Morada do Sol no 16, e no Novo Planalto no dia 30. Antes de chegar à capital, a itinerância também passou por Cidade de Goiás e Alto Paraíso. Neste sábado, 02 de agosto, o local escolhido no Jardim Curitiba é a Praça do Ione, e, além da mostra, a ocasião também contará com a presença da galera do NoroCity, comandando uma batalha de rap.
“A Mostra Itinerante é uma parte fundamental da proposta do D’Olhar. É quando os filmes ganham novos sentidos ao serem exibidos em outros contextos, para públicos diversos, em encontros que acontecem de forma espontânea”, afirma Lívia Batista, diretora geral e curadora do festival. “Acreditamos que a arte deve estar presente também nos lugares onde ela geralmente não chega, e a videodança tem uma potência muito especial quando ocupa o espaço público”, acrescente.
Com projeção em telão e cadeiras disponíveis ao público sempre que possível, a mostra busca adaptar a exibição à paisagem de cada local, reforçando o caráter democrático do festival. A ideia é que as sessões funcionem como um convite para desacelerar o passo, ampliar a escuta e gerar novos modos de olhar para o cotidiano.
Escolha intencional
Segundo Lívia, os locais de exibição foram escolhidos com base em dois critérios: o acesso em regiões periféricas e a relação histórica ou afetiva com o audiovisual. “Queríamos chegar a bairros onde nem sempre há oferta regular de programação artística, e também nos conectar com cidades como Cidade de Goiás e Alto Paraíso, que têm vínculos fortes com o cinema, a cultura e o patrimônio”, explica.
As exibições apresentam a mesma curadoria mostrada no CCUFG (CCUFG), com obras que integram as três mostras especiais do festival, e que transitam por temas como memória, corpo, território e deslocamento. Para esta edição, não há mediação ou rodas de conversa programadas: a aposta é na força poética das imagens para criar conexões diretas com quem passa.
“O gesto de ocupar a praça com arte já é, por si só, uma forma de diálogo. Nosso desejo é que cada sessão gere encontros verdadeiros, desperte reflexões e ajude a valorizar as expressões locais, ampliando a rede de circulação e fruição artística em Goiás”, conclui Lívia.
Obras premiadas
Realizado de 1º a 3 de julho no Centro Cultural da UFG, o D’Olhar Festival contou com sessões de exibição, debates e uma programação voltada à difusão da videodança como linguagem artística híbrida. Ao final do evento, foram anunciadas as obras premiadas nas categorias Mostra Internacional e Premiações Goiás, com entrega de prêmios em dinheiro aos três primeiros colocados. Os filmes vencedores foram: “Baleias” (Bélgica), de Sylvain Dufayard, e “A alegria e a tristeza do tempo” (Dinamarca), de Sara Jordan, primeiro e segundo lugares da Mostra Internacional; e, nas Premiações Goiás, “Modos de ofuscar os olhos”, de Davidson Xavier (1º lugar), “Dessa terra eu viverei”, de Lidiana Reis (2º lugar), e “Serpentina”, de Victor Quixabeira, Lu Celestino e Matheus Rosaz (3º lugar).
De acordo com a diretora geral e curadora Lívia Batista, o festival desempenha um papel fundamental no fortalecimento da videodança no Brasil, especialmente em Goiás, por ser o único evento no estado com estrutura dedicada à experimentação, difusão e reconhecimento dessa linguagem. “O D’Olhar fomenta a produção artística, democratiza o acesso e dá visibilidade aos artistas locais. Além disso, estimula parcerias, forma novos talentos e contribui para consolidar a videodança como um campo potente de criação e pensamento”, destaca.
Este projeto – D’Olhar Festival Itinerante de Dança e Vídeo – é realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, operacionalizado pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura.
Serviço
Mostra Itinerante do D’Olhar – Festival Itinerante de Dança e Vídeo
Data: 02, 16 e 30 de julho de 2025
Local: Praça do Ione no Jardim Curitiba no dia 02/08; Morada do Sol no dia 16/08; Novo Planalto dia 30/08
Horário: 20h
Entrada Gratuita
Mais informações: www.dolhar.com.br
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