quinta-feira, 23 de abril de 2026

Crise emocional no trabalho impulsiona busca por terapias que atuam na origem do sofrimento

Crise emocional no trabalho impulsiona busca por terapias que atuam na origem do sofrimento O Brasil vive um avanço expressivo nos afastamentos por transtornos mentais. Em 2025, mais de 546 mil trabalhadores foram afastados por ansiedade, depressão e esgotamento psíquico, de acordo com a Previdência Social. Segundo a OMS, cerca de 18,6 milhões de brasileiros vivem com ansiedade, o burnout atinge um em cada três profissionais e mais de 11 milhões convivem com depressão. Empresas enfrentam queda de produtividade e desorganização de equipes. O desgaste na rotina profissional, marcado por metas agressivas, insegurança e pressão constante por desempenho tem criado um ambiente em que muitos profissionais não conseguem sustentar emocionalmente suas funções. Com o início da fiscalização da NR-1 em maio, a saúde emocional ganha relevância. Mas há uma dimensão desse fenômeno que opera por trás da rotina. Profissionais carregam emoções pouco compreendidas: sensação de insuficiência, medo de falhar e de sustentar decisões. Esse sofrimento afeta desempenho, relações e a capacidade de lidar com desafios. Na avaliação da terapeuta Patrícia Neri, certificada em Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), “grande parte do sofrimento emocional são memórias emocionais que não foram processadas e que continuam organizando a forma como a pessoa reage à pressão”. Eventos vividos com dor, ameaça, medo, insegurança, rejeição, perda ou abandono podem permanecer registrados no sistema emocional de forma desorganizada. A TRG busca reorganizar essas memórias, atuando nas dimensões emocional, corporal e cognitiva, reduzindo padrões repetitivos, traumas e crenças limitantes que fazem o profissional reagir ao presente como se estivesse preso a situações do passado. Isso altera a forma de enfrentar pressão, conflitos e responsabilidades. Patrícia Neri observa que a TRG tem atraído profissionais de diferentes segmentos. Em meio ao recorde de afastamentos e à pressão nas empresas, a terapia surge como um caminho para reorganizar dores emocionais e promover reestruturação interna.
Bastidores Comunicação

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