sábado, 29 de novembro de 2025
Curso orienta sobre prevenção e reabilitação em hanseníase no 19º Congresso Brasileiro de Hansenologia
Curso orienta sobre prevenção e reabilitação em hanseníase no 19º Congresso Brasileiro de Hansenologia
Maior congresso sobre hansenologia das Américas traz curso com fisioterapeutas especializadas em hanseníase em Foz do Iguaçu
A hanseníase é uma doença que, se diagnosticada tardiamente, pode causar sequelas irreversíveis. A doença tem tratamento gratuito e se tratada precocemente tem cura, pode evitar o surgimento se sequelas ou reverter sequelas classificadas como Grau1 (estágio inicial). Mas o diagnóstico da doença é geralmente tardio, muitas vezes quando o paciente apresenta deformações nas mãos e pés e já não consegue mais realizar atividades simples como segurar uma xícara de café.
Para essas pessoas, o papel da equipe de reabilitação especializado em sequelas de hanseníase é a esperança de conseguir abotoar uma camisa, calçar um sapato e ganhar autonomia ainda que relativa para várias atividades. Por isso, em todas as edições do Congresso Brasileiro de Hansenologia, o maior evento sobre o tema das Américas, a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) oferece o curso “Prevenção e Reabilitação em Hanseníase”.
O curso será no dia 25 de novembro, das 14h às 18h, incluindo aula prática com pacientes, com as fisioterapeutas Thania Loiola Cordeiro Abi Rached e Ana Regina de Souza Bavaresco de Barros, que têm realizado pesquisas e trabalhos na área.
Thania está acostumada a receber em seu consultório pacientes encaminhados para tratamento fisioterápico por doenças como artrite reumatóide ou síndrome do túnel do carpo, por exemplo, com diagnóstico clínico às vezes equivocado a partir de dores em articulações de joelho ou pés e mãos. “Muitos pacientes chegam depois de passarem por um reumatologista, ortopedista, entre outros especialistas, para tratar uma dor. Os profissionais vão descartando várias doenças sem lembrar que vivemos numa região endêmica de hanseníase, em um país que é o segundo do mundo em número de casos da doença”, comenta.
Se o paciente é diagnosticado precocemente, um protocolo de reabilitação de funções motoras pode ser bem-sucedido para reverter o processo de instalação de sequelas. A avaliação padronizada pela OMS-Organização Mundial de Saúde, feita logo no início do tratamento, orienta quanto ao protocolo de reabilitação para cada caso. Quando já existem incapacidades, o fisioterapeuta acompanha o paciente por uma jornada com terapias de reabilitação e uma vida com órteses ou próteses para auxiliarem na locomoção e no desempenho de algumas atividades mecânicas.
“Uma incapacidade muito comum no paciente com hanseníase é o pé caído. Nesse caso, ele pode usar uma calha posicionadora, que é uma órtese para ajudá-lo a andar. Também tem que colocar uma palmilha, porque ele vai perder a sensibilidade do pé, o que favorece formação de calo e ferida. Se a pessoa tiver uma garra na mão, teremos de fazer ajustes para ela conseguir desempenhar suas funções no dia a dia, seja apertar um parafuso, cortar um alimento, limpar a casa etc. Se for preciso, adaptamos suas ferramentas para ela trabalhar. Temos que monitorar, acompanhar, ensiná-lo a andar de novo”, descreve Thania.
Para a fisioterapeuta, o diagnóstico tardio compromete a saúde e também a qualidade de vida dos pacientes e seus familiares, gerando uma série de problemas de ordem social. “Eles se sentem perdendo a dignidade duas vezes. Primeiro quando recebem o diagnóstico. A pessoa fica estigmatizada, por isso não quer contar que está fazendo o tratamento nem para familiares, que também precisam ser avaliados. Segundo, quando desenvolvem incapacidades, não conseguindo mais fazer seu trabalho e pequenas ações dia a dia, como lavar um copo. Por isso a gente não pode pensar só em tratar a doença, mas também a pessoa”, afirma Thania.
Thania Loiola Cordeiro Abi Rached é doutora pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto-USP, e docente do curso de Mestrado Profissional em Educação e Saúde pela UNAERP, com experiência na área de Fisioterapia, atuando principalmente em prevenção, biomecânica, órteses plantares, e ergonomia.
Ana Regina de Souza Bavaresco de Barros é fisioterapeuta e mestre em Bioengenharia pela USP. É supervisora do aprimoramento em ortopedia e traumatologia do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), tem experiência na área de Fisioterapia, atuando principalmente em temas como aparelhos ortopédicos, órteses, próteses, marcha (caminhada), lesões cutâneas etc.
O 19º Congresso Brasileiro de Hansenologia, promovido pela Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) reúne pesquisadores, médicos, terapeutas, gestores e profissionais de saúde de todo o país para discutir avanços, desafios e estratégias de enfrentamento da doença.
Serviço
19º Congresso Brasileiro de Hansenologia – “Hanseníase na Tríplice Fronteira”
Data: 25 a 28 de novembro de 2025
Local: Foz do Iguaçu, PR
Informações e programação: sbhansenologia
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